Representantes do Conselho Consultivo das Comunidades Tradicionais de Terreiros de Teresina visitaram, na manhã desta sexta-feira (18), as obras da Praça dos Orixás, espaço público em homenagem à Umbanda e ao Candomblé. Durante a visita, eles e os técnicos do Programa Lagoas do Norte definiram onde serão fixadas as esculturas.
Uma das intervenções da segunda etapa do Programa, a praça fica localizada na área do Parque Lagoas do Norte e possui espaço para eventos, palco e estacionamento. As estatuas representam dez orixás e três entidades representando a Umbanda. Oito esculturas serão colocadas dentro da lagoa. Os orixás e os pretos velhos serão fixados no espaço físico da praça, de acordo com a indicação dos representantes dos pais e mães de santo.
O presidente da Federação Umbandista do Brasil (Feubra), Itamar de Andrade, destaca a importância do espaço e do diálogo que vem ocorrendo desde a concepção da praça. Para ele, a Praça dos Orixás é a unificação das religiões de matrizes africanas. “Isso gratifica toda a comunidade da Umbanda e do Candomblé. O diálogo é salutar para que, no futuro, não haja rejeição”, destaca.
Para o pai Fabrício Marques, membro da CGEMAF, a Praça dos Orixás é um legado que está sendo deixado para as novas gerações. “Esse espaço tem uma importância grande para as religiões de matrizes africanas. Nós, pais de santos mais velhos, estamos deixando para a posteridade um consenso e a história da Umbanda e do Candomblé”, ressalta.
A gerente do Parque Lagoas do Norte, Viviane Bandeira, lembra que todo o processo da Praça dos Orixás vem sendo feito em diálogo com os representantes dos povos de terreiros. “Desde a concepção da praça, a prefeitura de Teresina vem mantendo esse diálogo de forma a atender aos seus anseios. Agora, estamos finalizando a praça e ouvindo pais e mães de santo para saber em quais locais serão fixadas as esculturas”, comenta.







