Urbanização de ruas, calçadas mais largas e investimento em equipamentos públicos como praças e parques são algumas das propostas apresentadas nesta segunda-feira (19) ao prefeito Firmino Filho para incentivar a ocupação e desenvolvimento econômico de áreas próximas aos corredores de transporte público. A apresentação foi realizada por uma consultoria contratada pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), que escolheu Teresina para ser um exemplo de aplicação do Desenvolvimento Orientado para o Transporte (DOT) que poderá ser seguido no resto do país.

Esta estratégia foi aprovada em 2019 no novo Plano Diretor de Teresina e visa, simultaneamente, estimular o desenvolvimento econômico enquanto promove o uso do transporte público, impactando também na sustentabilidade do município. Prefeitura e governo federal irão discutir agora as possíveis fontes de recursos para aplicar na prática as sugestões apresentadas.

“Achei muito interessante pois vai de acordo com o que já estamos fazendo com o nosso Plano Diretor, que visa essa estratégia. Temos uma abundância de terras e só com os incentivos propostos levaria muito tempo para haver uma influência no mercado imobiliário, então é importante o poder público puxar essa onda de investimentos”, comentou o Prefeito Firmino Filho.

Para a realização do estudo, foram selecionadas três áreas piloto em diferentes zonas da cidade: uma área no entorno do corredor da Av. Duque de Caxias, no Bairro Primavera; região em torno do corredor da Avenida Presidente Kennedy, nos bairros Morada do Sol e São Cristóvão; e outra área no bairro Cristo Rei, próximo à Avenida Barão de Castelo Branco.

Para cada uma destas áreas foram sugeridas propostas específicas para aplicação da estrategia DOT, todas girando em torno de alguns princípios, como estímulos à caminhabilidade dos pedestres, com calçadas mais largas e ruas arborizadas e iluminadas; desenvolvimento de centralidades, que são regiões dotadas de equipamentos que atraiam a circulação de pessoas, como centros comerciais; incentivo ao uso misto, com prédios que contenham habitação e também comércio e serviços; e a ocupação de vazios urbanos com equipamentos públicos de lazer, como praças ou parques.

“O que foi proposto pela consultoria é a realização de um investimento público para tornar estas áreas mais interessantes, e assim posteriormente atrair o investimento privado e desenvolver economicamente estas regiões, além de promover bairros com maior circulação de pessoas, mais segurança e assim mais qualidade de vida”, afirma o secretário municipal de planejamento, José João Braga.

 

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