A reforma do Mercado São José, conhecido como Mercado Velho, no Centro de Teresina, visa melhorar a circulação dos frequentadores, além de revitalizar a estrutura do local. O projeto, desenvolvido na secretaria municipal de planejamento (SEMPLAN), prevê a divisão do mercado por setores, o que irá facilitar o comércio e o turismo.
O projeto foi elaborado pela arquiteta Danielly Bezerra, assessora de coordenação da SEMPLAN, e pela empresa Ibi Tupi, vencedora do processo licitatório. Na primeira etapa, já concluída, o mercado passou por uma restauração da arquitetura original. Na segunda etapa, atualmente em licitação, a estrutura será dividida por setores “Da forma que está lá é muito diverso e misturado para quem visita, compra e realiza o turismo. É complicado porque você não tem uma noção clara de em qual espaço está porque é tudo misturado. A proposta é fazer a setorização com relação aos produtos”, explica Danielly.
Na primeira parte do projeto foram reformados os boxes dos vendedores destinados ao artesanato e a venda de bolsas e sapatos. Na sua segunda etapa o foco são os vendedores de cereais. “Vamos organizar melhorando a circulação porque hoje você não circula na via, é tudo muito amontoado, as dimensões dos boxes são diferentes umas das outras, então fica uma visão conturbada. Agora buscamos a padronização dos boxes, cada um com cobertura e espaços iguais”, ressalta Danielly.
Outro ponto abordado pelo projeto será a urbanização das ruas Riachuelo e João Cabral, que ficam no entorno do mercado e onde trabalham os vendedores de alumínio e plástico. “Hoje o espaço interno do mercado é insalubre em termo de ventilação, iluminação e funcionalidade, então nossa intenção é reaproveitar o setor ocioso do mercado que fica na rua João Cabral com vendedores de frutas e verduras, readequando o espaço externo”.
A prefeitura de Teresina entregou em dezembro de 2017 a primeira parte da reforma. A obra tem um investimento total de 3 milhões, sendo R$ 1,8 milhão de recursos próprios da Prefeitura e R$ 1,1 milhão de convênio com o Governo Federal. A segunda parte já se encontra em processo licitatório e tem previsão de contratação para março de 2021.
FOTO: Rômullo Piauilino
