O Prefeito Firmino Filho participou na manhã dessa sexta-feira (12) da abertura da I Conferência Municipal de Saneamento Básico e destacou os principais desafios que a gestação enfrentará para conseguir universalizar a distribuição de água e a oferta de saneamento básico. Na programação do evento, a palestra “A Gestão de Saneamento básico no município” ministrada pelo mestre em economia Pedro Scazufca. O evento é organizado pela Secretaria Municipal de Planejamento e acontece no auditório Ipê da faculdade Uninovafapi.
“Estamos vivendo nas Cidades Brasileiras a convivência de duas grandes agendas: a que recebemos do século XX e os grandes desafios da sustentabilidade. Temos um grande desafio que é a mobilidade. Em Teresina, são mais de 400 mil veículos circulando e o resultado disso a gente percebe ao se deslocar pela cidade. Em termos de infraestrutura urbana, o saneamento é o grande desafio, principalmente em termos de esgotamento. Temos apenas 18% da nossa cidade com serviço de esgoto. Avançamos na drenagem”, destacou o prefeito.
Firmino lembrou que ontem (11) foi assinada a Lei da Drenagem, que regulamenta as regras para novos empreendimentos. O texto estabelece que os empreendimentos com mais de 500 metros quadrados devam apresentar planos de drenagem do espaço.
“Estamos buscando o enfrentamento dessas questões. Essa conferência vai incidir direto no ponto principal do nosso problema. Vamos buscar construir esse instrumento tão importante para que possamos avançar no futuro do povo teresinense”, disse.
Na palestra de abertura, Pedro Scazufca esclareceu a situação atual do saneamento básico no país todo. Segundo dados pesquisados junto às concessionárias do setor em todos os estados, 82,50% da população é atendida pelos sistemas de abastecimento de água; 48,64% da população tem suas casas ligadas ao sistema de esgotamento; apenas 39% do esgoto é tratado e 100 milhões de pessoas não são atendidas pela coleta de lixo. Um dos grandes problemas colocados pelo palestrante são as perdas de água: 36,95% da água produzida no país é perdida e o Nordeste tem um índice de 45% de perdas.
Dos mais de 5 mil municípios brasileiros, segundo Pedro Scazufca, menos de 25% tem um plano municipal de saneamento. “O Brasil está atrasado nessa questão do saneamento de uma forma geral. A quantidade de municípios que estão se preocupando com a questão é pequena e a maioria dos que já possuem o plano não se preocuparam em fazer um documento consistente, com planejamento de tratamento dos resíduos sólidos e coleta seletiva, por exemplo”, comentou.
Pedro Scazufca elogiou a iniciativa de Teresina, que está buscando elaborar um plano completo de saneamento e destacou que há recursos disponíveis para investimentos no setor, basta que os municípios e as concessionárias consigam melhorar sua gestão. Ele recomendou que as Parcerias Público-Privadas, modernização das infraestruturas, diminuição das perdas e melhoria na gestão.
Fonte: SEMCOM – PMT


