Prefeitura apresenta Projeto Mulheres Pelo Clima para catadoras de lixo

A agenda Teresina 2030 reuniu-se nesta quinta-feira (31) com mulheres que trabalham com catação e reciclagem de resíduos sólidos no entorno do Parque Lagoas do Norte para apresentar o projeto Mulheres Pelo Clima.

O projeto busca dar visibilidade aos desafios e oportunidades de meninas e mulheres de Teresina no enfrentamento da crise socioambiental em um contexto de extremo clima quente, promovendo a liderança feminina em comunidades vulneráveis como uma medida de adaptação aos riscos e ameaças associados às mudanças climáticas.

Nessa perspectiva, o projeto atua diretamente na percepção social dos papéis desempenhados por mulheres, tanto como grupos de maior vulnerabilidade, quanto como protagonistas no enfrentamento das mudanças climáticas. Cinco grupos de mulheres que estarão mais vulneráveis à mudança do clima que vai acontecer em Teresina foram selecionadas. São mulheres que dependem de recursos naturais para garantir o próprio sustento e que o aquecimento local da cidade tem impacto direto nas suas atividades produtivas.

Mulheres catadoras de lixo no entorno do Parque Lagoas do Norte foram selecionadas. Elas foram identificadas por realizarem uma atividade de grande importância na redução do impacto de resíduos sólidos na natureza, além de complementar a renda para o sustento da família. Na reunião, além de mostrar o contexto de mudança climática e o desenvolvimento sustentável para Teresina, foi mostrada a importância do trabalho desempenhado por elas para toda a cidade.

“Elas possuem um trabalho que é muito importante e que elas, às vezes, não reconhecem o quanto o trabalho delas é significativo dentro do contexto da mudança climática. A atividade que elas desempenham é essencial dentro da comunidade e na cidade como um todo, que deve respeitar e valorizar devido à importância que tem. Queremos que elas tenham mais conhecimento e que continuem realizando o trabalho de forma que se sintam seguras e reconhecidas”, destacou Mariana Fiuza, especialista em Inovação da Gestão Pública na Agenda Teresina 2030.

Dona Oscarina da Cruz, de 58 anos, é moradora da Vila Apolônia. É catadora de resíduos sólidos e sabe que o trabalho que realiza é de grande importância para a sociedade. “Eu cato materiais recicláveis, tudo o que dá pra aproveitar eu pego. Sei que o que faço ajuda a proteger o meio ambiente e incentiva as pessoas a limparem a cidade, o que torna o planeta mais limpo e saudável não só para mim, mas para toda a comunidade”, disse.

“Essas mulheres têm uma contribuição muito importante na região do Lagoas do Norte. Não só no âmbito local, mas no âmbito global também. É um trabalho fundamental que contribui para a limpeza da comunidade. O potencial de protagonismo e de empoderamento feminino que elas têm na atividade que realizam é gigante, pois não é um trabalho que qualquer pessoa teria coragem de fazer”, concluiu Márcia Alencar, educadora ambiental do Programa Lagoas do Norte.

Agenda Teresina 2030 discute detalhes finais do Plano Diretor de Dados Abertos

Na manhã desta terça-feira, a coordenadora da Agenda Teresina 2030, Gabriela Uchôa, reuniu-se com representantes da Empresa Teresinense de Processamento de Dados (Prodater) para o alinhamento dos detalhes finais da contratação do Plano Diretor de Dados Abertos, que é o planejamento da gestão de dados do município para que sejam disponibilizados de forma aberta para população, sendo constantemente atualizados.

Para realizar a abertura de dados, é feito um diagnóstico para classificar por ordem de relevância para a população os dados que devem ser divulgados. Depois, as atualizações desses dados serão feitas pelos órgãos municipais responsáveis, que também irão estipular a periodicidade em que deve haver a inserção de novas informações.

“É importante abrir os dados da cidade para a população para que as pessoas possam utilizar o que está sendo disponibilizado. Os dados terão um formato editável, para que seja aproveitado em trabalhos científicos na universidade, para empresas e outras áreas, porque agrega valor de conhecimento e econômico. Teresina sai na frente, pois além de agregar esses valores, presta conta com a população do que está sendo feito com os recursos destinados ao munícipio”, ressaltou Gabriela Uchôa.

A participação da população na elaboração do plano de dados é colocada em destaque. A ideia é que haja contato direto com a sociedade. Foi criado uma espécie de repositório de dados, que será implantado no site da Prefeitura de Teresina com acesso facilitado. Outras formas de comunicação, como audiências e momentos de diálogo serão realizados buscando orientar a população de como utilizar os dados. Outra proposta é a criação de “cafés hackers” dentro da cidade, para que as pessoas possam conversar e participar da implementação do plano de dados abertos.

“É importante saber que tipo de dados as pessoas querem, saber como querem a abertura desses dados e de que forma desejam esse processo. Temos a missão de dar continuidade ao projeto, e para isso, estamos capacitando os servidores de todas as secretarias para que passem os dados de sua responsabilidade, atendendo as demandas da população”, concluiu Gabriela.

Agenda Teresina 2030 compartilha experiências sobre dados abertos na governança

A Agenda Teresina 2030 participou na noite desta quarta-feira (23) de uma videoconferência para falar de suas experiências referentes ao trabalho com dados abertos. O encontro foi um convite do Instituto do Governo Aberto, que promove diálogos entre pesquisadores e profissionais de políticas públicas que trabalham nas ações de abertura de governo, com um modelo mais democrático de governança, buscando a participação social e mais transparência através de mecanismos que facilitem essa interação.

 

A videoconferência durou cerca de 1h30 e reuniu representantes da sociedade civil, acadêmica, governos e instituições multilaterais para discutir o tema de governo aberto. Na ocasião, a coordenadora da Agenda Teresina 2030, Gabriela Uchôa, e a especialista em Sustentabilidade e Resiliência, Flávia Maia, explicaram a metodologia da Agenda Teresina 2030 e compartilharam aprendizados de experiências da Agenda.

 

“Explicamos que o Governo aberto não é um fim, mas é uma ferramenta que usamos para monitorar a Agenda Teresina 2030. Surgiram questionamentos sobre o fortalecimento de capacidade institucional. Contamos nossas experiências de negociação em projetos participativos, falamos sobre a frente de dados abertos, que é uma capacitação organizada pela Agenda Teresina 2030 com as 23 secretarias para sensibilizar os servidores para temas de governo aberto e repassamos os nossos aprendizados e de como poderíamos compartilhar com outras cidades”, ressaltou Flávia Maia.

 

Teresina possui destaque, pois une a ideia de governo aberto com a ideia de cidade inteligente, monitorando o desenvolvimento sustentável. O objetivo é sensibilizar os servidores e sociedade civil para que esses grupos demandem a abertura de mais dados e informações, garantindo que a abertura do governo seja sustentável a longo prazo.

 

“Foi uma ótima oportunidade de criar mais redes, compartilhar material, entender trabalhos e pesquisa de outras pessoas na área. São pessoas de toda a América Latina que se reúnem para trocar experiências e fortalecer essas iniciativas. A Agenda Teresina 2030 está sempre aberta para compartilhar conhecimento e construir parcerias para alcançar nossas metas, que são os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, concluiu Gabriela Uchôa.

Semplan comemora ano de inovação, melhorias na gestão e equilíbrio financeiro

A Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN) trabalha em diversas frentes, como no orçamento do município, planejamento da organização urbana, captação de recursos, gestão administrativa e políticas públicas de desenvolvimento sustentável. Em 2018, a secretaria comemora resultados expressivos alcançados em todos estes setores, conforme o balanço anual feito pela própria equipe.

Na secretaria executiva de orçamento, 2018 foi um ano de estabilização do esforço de um grupo técnico de trabalho que alcançou uma economia de R$ 40 milhões nos últimos três anos, com medidas para reduzir desperdícios e evitar gastos desnecessários. Um dos reflexos desta mentalidade de eficiência pode ser visto no orçamento municipal aprovado para o ano de 2019. Mesmo em período de crise, estão previstos quase R$ 700 milhões em investimentos na capital piauiense, entre recursos próprios e externos, viabilizados através de recursos federais, emendas parlamentares ou operações de crédito.

Pode-se destacar a assinatura do financiamento com a CAF (Cooperação Andina de Fomento) no valor de 45 milhões de dólares (aproximadamente R$ 170 milhões) para financiar o programa Teresina Sustentável, que engloba diversas obras, como a urbanização do bairro Vila da Paz, a continuação da marginal Via Sul e a implementação do Parque Floresta Fóssil, entre outras.

Outra atribuição da secretaria é coordenar as ações integradas de gestão do município. Para esta função foi desenvolvido o SIMAPP (Sistema de Monitoramento e Apoio a Programas e Projetos), que subsidia aos gestores das pastas e o chefe do poder executivo municipal para avaliar as principais ações desenvolvidas em cada secretaria.

O papel de planejar também exige uma base de informações ampla e confiável para que os gestores possam tomar decisões. Neste sentido, o site da SEMPLAN funciona também como uma das bases de dados abertos da Prefeitura de Teresina, com diversas informações ao público, tais como: mapas, legislação urbana, planos municipais, georreferenciamento dos equipamentos públicos, conjuntos habitacionais, perfil dos bairros de Teresina, além de séries de indicadores municipais.

No sentido do Planejamento Urbano, uma das principais ações desenvolvidas ao longo de 2018 e continuando em 2019 é a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), realizada através de audiência pública e debate com diversos setores da sociedade civil, como OAB e sindicato dos construtores, além de tornar a população mais concentrada em regiões já devidamente estruturadas, combatendo a expansão desorganizada.

Ainda na área do planejamento urbano, a SEMPLAN apresentou os projetos das estações de ônibus da Frei Serafim. Visando proteger o patrimônio ambiental e o próprio canteiro central da avenida, o modelo das estações será diferenciado, de forma a causar o menor impacto possível sem deixar de oferecer conforto para a população.

O Programa Lagoas do Norte, vinculado à SEMPLAN, também apresentou avanços no ano que passou, com as obras de urbanização do Canal do Matadouro, as ligações de esgoto das residências, aumentando assim a cobertura do saneamento básico, e também a reforma do Parque Encontro dos Rios, entregue ainda no primeiro semestre do último ano.

Outras obras importantes do Programa também foram iniciadas ou avançaram durante 2018. É o caso do Parque Ambiental Matias Matos, em torno da Lagoa do Mocambinho, que será inaugurado no início de 2019. Também começaram as obras do residencial no Parque Brasil, com características únicas que priorizam a ocupação do espaço urbano, a mobilidade, a acessibilidade, acesso aos serviços públicos e drenagem urbana, garantindo mais qualidade de vida para a população. O residencial receberá famílias reassentadas pelo Programa Lagoas do Norte e está localizado a apenas quatro quilômetros de distância das regiões que receberam intervenções, onde serão construídas 1022 unidades habitacionais.

Visando o desenvolvimento sustentável, Teresina foi uma das primeiras cidades do país a ter um departamento para acompanhar os ODS’s (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU, A Agenda Teresina 2030, também vinculada à SEPLAN, trabalha em parceria com diversas secretarias em projetos visando estes objetivos, como o Live Lab Teresina, a requalificação das Hortas do Dirceu, a Frente de Dados Abertos, o Observatório da Mobilidade, entre outros.

“Foi um ano de grandes desafios e de muito trabalho, mas conseguimos superar as adversidades, atrair recursos para a cidade e executar obras de grande relevância, então avaliamos positivamente o trabalho desenvolvido em 2018”, resume o secretário municipal de planejamento e coordenação, José João Braga.

Agenda Teresina 2030 realiza capacitação sobre dados abertos para servidores

A Agenda Teresina 2030 encerrou nesta terça-feira (18) a capacitação de frente de dados com as secretarias da Prefeitura de Teresina. A iniciativa, que tem participação do Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (PNUD), tem como objetivo fazer um governo aberto, com os dados das secretarias alinhados aos indicadores e metas dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela ONU disponibilizados para a população através de plataformas digitais, tornando a gestão municipal mais transparente.

A proposta é para que em 2019 seja criada uma plataforma online para a inserção de dados pelas secretarias, a partir das taxas de indicadores como natalidade, mortalidade, população coberta por vacinação, nível de escolaridade, dentre outras, que estarão alinhadas as metas dos ODS. A ideia é que seja um portal interativo, que disponibilizará a visualização e download dos dados abertos do município para a população. O georreferenciamento, com os dados disponibilizados em forma de mapa, também será realizado e inserido na plataforma Carto.

“Tivemos gestores de todas as secretarias municipais presentes, traçando metas e objetivos para divulgação desses dados através dos avanços do município. Alinhamos e fizemos atividades também com os indicadores. Cada indicador vai ser eleito pela secretaria responsável, que vai saber qual ODS que se encaixa mais com sua demanda. Com esse alinhamento aos ODS, conseguiremos gerar banco de dados e colocar em formato aberto para a população de Teresina, buscando sempre maior transparência para a gestão municipal”, destacou Andressa Ívinna de Araújo, organizadora da capacitação e colaboradora da Agenda Teresina 2030.

“Toda e qualquer capacitação que gera diálogo interno em uma prefeitura municipal, que analisa como suas ações contribuem e monitoram os ODS, em uma profundidade de conteúdo que vi aqui, é muito positiva e é uma experiência que deve ser replicada em outras prefeituras. Temos todo um conjunto de trabalho direcionado para transparência, que para a gente é uma condição para a melhoria de gestão e para engajamento da sociedade civil. Toda a Agenda 2030 foi construída com essa ideia, de assumir compromissos, direcionar políticas e projetos e também monitorar e prestar contas, com a participação dos diversos setores da sociedade. Quanto mais ações deste tipo, melhor”, concluiu Ieva Lazareviciute, Assessora de Desenvolvimento Territorial do PNUD.

Prefeitura inicia trabalhos com Agência Francesa para implementação do Observatório da Mobilidade

Técnicos da Agenda Teresina 2030 e da Superintendência de Trânsito, acompanhados do Prefeito Firmino Filho, apresentaram na quinta-feira (13), no salão nobre da Prefeitura de Teresina, o sistema de transporte público da cidade para uma comitiva formada por representantes da Agência Francesa de Desenvolvimento e de duas ONGs especializadas em mobilidade sustentável. A visita faz parte da implementação do Observatório de Mobilidade Urbana, projeto teresinense que é financiado pela AFD e visa trazer mais transparência e eficiência para o transporte público da capital piauiense.

A AFD foi representada pela diretora Nathalie Yannic. Além dela, estiveram presentes Patricia Caldeiron, da ONG Despacio, e Clarrise Cunha Linke, do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), que irão prestar consultoria nesta fase do projeto. A apresentação marca o início dos trabalhos para implementação do observatório, superada a fase de discussões e planejamento. A equipe irá discutir detalhes do termo de referência para posterior licitação para tirar o projeto do papel. A iniciativa busca modernizar a gestão do transporte público em Teresina.

“É uma parceria que busca novos conhecimentos sobre mobilidade urbana para que nós possamos evoluir no enfrentamento dos desafios que estamos vivendo. A AFD tem um compromisso com a redução dos gases poluentes e a mudança do modelo de mobilidade urbana tem um papel importante nesse enfrentamento. Não tenho a menor dúvida que ao longo do tempo esses nossos contatos com essas entidades internacionais vão propiciar novos investimentos e tecnologias para que Teresina tenha acesso ao que está acontecendo no resto do mundo”, disse o prefeito Firmino Filho.

O Observatório da Mobilidade será uma plataforma que, utilizando a mesma tecnologia de encriptação de dados que as bitcoins, conhecida como Blockchain, irá gerar e disponibilizar indicadores do transporte público, como horários, atrasos, tempo de viagem, número de passageiros, etc. Assim, a ideia é que o sistema se torne mais transparente e eficiente.

“A gente teve antes uma fase de montagem de como seria e agora estamos com a consultoria para começar a implementar. É uma cooperação com a prefeitura para melhorar a gestão da operação do transporte público. Tivemos investimentos em infraestrutura, com a construção dos terminais, corredores, pontes e avenidas. Agora a gente quer melhorar a capacitação técnica da prefeitura, com mais qualidade na gestão”, explica a coordenadora da Agenda Teresina 2030, Gabriela Uchôa.

O projeto foi um dos 16 escolhidos entre dezenas de iniciativas espalhadas pela América Latina para receber um financiamento de 500 mil euros da AFD. No Brasil, apenas Teresina e Santos foram escolhidas pelo Programa Euroclima + para receber esta verba. Após a seleção, os técnicos da Prefeitura de Teresina elaboraram o planejamento para implementação do projeto, que começa na prática agora, com o apoio das consultorias contratadas pela Agência Francesa.

“Essa é uma missão de começo de trabalho, avaliando os termos de referência que foram montados, o que será preciso contratar, etc. Vamos revisar indicadores, formas de coletas de dados que podem ajudar na melhora da operação, no diálogo com a população, entre outras coisas. Então estamos trazendo um apoio técnico para que Teresina possa avançar com essa agenda, finaliza Clarisse Cunha Linke, do ITDP.

Projeto da Agenda Teresina 2030 é apresentado aos governos do Rio de Janeiro e São Paulo

Servidoras da Agenda Teresina 2030, departamento da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação ligado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, levaram o exemplo do Observatório de Mobilidade Urbana, que está sendo implantado na capital piauiense, para um fórum de mobilidade urbana, realizado no último fim de semana no Rio de Janeiro e em São Paulo, a convite da Agência Francesa de Desenvolvimento, financiadora do projeto teresinense.

O fórum “Transição para uma Mobilidade Inclusiva e a Construção de uma Nova Cultura Urbana no Brasil” foi organizado pela agência em parceria com os estados do Rio de Janeiro, onde Teresina foi representada pela especialista em sustentabilidade e resiliência da Agenda Teresina 2030, Flávia Maia, e pela representante da Superintendência de Trânsito, Cíntia Bartz; e São Paulo, que teve a participação da coordenadora da Agenda Teresina 2030, Gabriela Uchôa. Nos dois eventos foram discutidas várias questões relacionadas à mobilidade no país e as representantes teresinense foram convidadas para participar do painel sobre gestão e tarifação dos transportes urbanos, falando sobre o Observatório de Mobilidade Urbana que está sendo implantado na cidade.

O projeto prevê a formação de um comitê de observação, que terá acesso a diversos dados e relatórios sobre a operação do sistema de transportes utilizando a tecnologia de encriptação de dados conhecida como Blockchain. A intenção é tornar o sistema mais eficiente e mais atrativo para o usuário, fazendo com que seja mais interessante usar o transporte coletivo ao invés do veículo próprio, reduzindo o número de carros nas ruas e, consequentemente, a emissão de gases poluentes. A iniciativa receberá um investimento de 500 mil Euros da Agência Francesa de Desenvolvimento, que está apresentando o projeto para outras capitais como um possível modelo a ser copiado.

“É muito bom receber da agência esse reconhecimento, considerando um projeto que ainda está em fase de implantação como uma boa iniciativa para ser replicada. Os desafios para a qualidade no transporte público são grandes em todo o país, e Teresina está sendo pioneira ao utilizar a tecnologia Blockchain como uma forma de aumentar a qualidade no serviço, gerando um aumento na demanda e um benefício também na qualidade do ar”, explica Gabriela Uchôa, coordenadora da Agenda Teresina 2030 em Teresina.

O Observatório da Mobilidade foi elaborado pela equipe da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento Urbano, em parceria com a Superintendência de Trânsito. A Agência Francesa escolheu a iniciativa de Teresina entre projetos de toda a América Latina.

Coordenadora da Agenda Teresina 2030 participa de painel sobre equidade de gênero

O programa Agenda Teresina 2030, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, integrou o Fórum “Enfrentando o viés de gênero”, organizado pelo Fórum Global de Liderança Feminina, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro neste final de semana. A coordenadora Flávia Maia foi convidada para mediar o painel de desenvolvimento sustentável e equidade de gênero

O evento fez parte do encerramento do curso da Rede de Liderança Feminina da Universidade de Columbia, do qual Flávia fez parte. O objetivo do Fórum é entender os impactos do viés de gênero em diferentes dinâmicas sociais, focando especialmente na educação, tecnologia e desenvolvimento sustentável. Questões de gênero estão intrínsecas, muitas vezes de forma quase imperceptível, nos ambientes de trabalho e na vida em geral, o que leva a um baixo número de mulheres em posição de liderança.

“As mulheres estão entre os grupos mais afetados pelos modos de vida não-sustentáveis. 70% da população vivendo em condição de pobreza no mundo é composta de mulheres e meninas, e a pobreza tem um efeito multiplicador sobre as vulnerabilidades, tornando-as mais suscetíveis a doenças, gravidez na adolescência, evasão escolar, entre outros problemas”, afirma Flávia.

Flávia Maia foi uma das 20 brasileiras escolhidas para participar da primeira turma do programa Columbia Women’s Leadership Network in Brazil, da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. O Columbia Global Centers é um treinamento dedicado à gestão de pessoas no serviço público, que passa pelo aperfeiçoamento técnico, discussão de temas estratégicos e construção de redes, reunindo profissionais das diversas áreas da administração pública com perfil de liderança.

Agenda 2030

A Prefeitura de Teresina, ainda em 2015, foi uma das primeiras do país a estabelecer um departamento específico para buscar o cumprimento dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável estabelecidos pela ONU para o ano de 2030. Foi assim que surgiu a Agenda Teresina 2030.

Entre as ações concluídas ou em andamento, o objetivo da construção de uma cidade e comunidades sustentáveis tem tido mais relevância, com 23,8% das ações. Um exemplo de medida tomada neste sentido é a revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) que visa modificar a ocupação da capital piauiense, favorecendo a concentração de pessoas em zonas estruturadas e o uso do transporte público.

Arquiteta do Agenda Teresina 2030 participa da semana de inovação de gestão pública

A Prefeitura de Teresina participou, por meio da Agenda Teresina 2030, vinculada à SEMPLAN, da 4° Semana de Inovação em Gestão Pública, com o tema “serviço público para o futuro”. A Agenda foi representada pela arquiteta e urbanista Mariana Fiúza, que ministrou palestra na Escola Nacional de Administração Pública (ENAP), em Brasília. Na ocasião, foram abordadas as transformações que o serviço público precisa ter para se adaptar às novas tendências em tecnologia e sobre o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Global (ODS).

Dentro das novas tendências, o evento frisou a continuação da promoção da sustentabilidade e também a inclusão e a diversidade por meio da inovação. Desafios foram apresentados pelos palestrantes e participantes visando a integração de tecnologias digitais para os setores e órgãos nacionais, regionais e municipais.

 

“Achei muito interessante pela relevância dos assuntos abordados. Mostraram como criar um serviço público de qualidade a partir de novas ferramentas digitais e de como se gera valor público usando essa tecnologia. Pudemos perceber que estamos alinhados com as novas práticas e que nossa estratégia de cidade inteligente também está alinhada com o uso da tecnologia. O que ficou de lição é que a gente precisa de um constante aperfeiçoamento. Temos que dar um passo à frente da nossa população, para que antes que demandem serviços, a gente possa saber qual os tipos de serviços eles vão precisar. Nos antecipando evitaremos atrasos, atritos, e estaremos prestando um bom serviço à população, que é a nossa função”, destacou Mariana Fiuza, especialista em inovação da gestão pública na Agenda Teresina 2030.

 

Além de participar da semana de Inovação de Gestão Pública, Mariana foi convidada pela Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) para realizar uma palestra mostrando o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Global (ODS) por meio da gestão municipal de Teresina.

 

Foi levado aos alunos de pós-graduação da ENAP a Agenda Teresina 2030 enquanto estratégia municipal, servindo como referência na busca de uma cidade mais inteligente, resiliente e sustentável, mostrando como os ODS podem ser aplicados em outras cidades.

 

“Não é a primeira vez que fazemos exposições das práticas que desenvolvemos em Teresina em palestras. Percebi que eles enxergam em Teresina um caso de sucesso que pode ser reproduzido em outros municípios. A nossa ideia é passar que é possível sim que uma questão local possa ser alinhada com as questões globais. Que mesmo diante de desafios como limitações de recursos e capacidade institucional limitada, pode-se conseguir realizar bons projetos e desenvolver boas ações”, concluiu Mariana Fiuza.

Teresina participa de Semana da Resiliência Urbana em Barcelona e prepara plano municipal

A Prefeitura de Teresina participou da Semana da Resiliência Urbana em Barcelona (Espanha), evento organizado pela ONU Habitat, agência das Nações Unidas voltada para as questões de assentamentos humanos e urbanização sustentável. A capital piauiense foi a única cidade brasileira a se apresentar no evento e será também a primeira do país a contar com um Plano Municipal de Resiliência Urbana.

A apresentação do contexto teresinense foi feita pelo diretor de Assuntos Federativos e Internacionais da Prefeitura de Teresina em Brasília, Erick Amorim. O diretor mostrou os principais problemas relacionados à resiliência urbana sentidos em Teresina e também algumas iniciativas já trabalhadas na capital piauiense, principalmente com participação da população, além da Agenda Teresina 2030, representada pela coordenadora Gabriela Uchôa, como um HUB de inovação.

“Nós apresentamos os nossos problemas nessa área, que basicamente estão ligados ao calor extremo, chuvas, inundações e falta de recursos. Mostramos algumas das nossas ações, como o adensamento da cidade e o Programa Lagoas do Norte, também mostrando nossa evolução no processo participativo da população, com a Praça dos Orixás, Colab e Orçamento Participativo”, conta Erick.

O evento contou com a participação de cidades de vários países, como Houston, nos EUA, e Buenos Aires, na Argentina. Algumas destas cidades, pelas próprias características geográficas e socioeconômicas, passam por situações semelhantes à capital piauiense e são vistos como potenciais parceiras para troca de experiências.

“Foi interessante que tinham muitas cidades da África e algumas da Ásia com características parecidas com as nossas, de clima quente e renda baixa. A gente está conversando muito com Maputo, em Moçambique, e Kuala Lampur, na Malásia. Temos novas parcerias, e Teresina é a única cidade do Brasil que está em um processo junto com a ONU Habitat para fazer um plano de resiliência urbana, que devemos iniciar no próximo ano”, relata Erick.

Gabriela Uchôa e Erick Amorim durante evento em Barcelona

Plano de resiliência urbana

O projeto de cooperação com a ONU Habitat tem como principal objetivo aumentar a capacidade de resiliência urbana de Teresina. O programa promove a capacitação do corpo técnico local e constrói junto com a Prefeitura o diagnóstico de resiliência urbana da cidade, o mapeamento de vulnerabilidade, o mapeamento de todos os atores envolvidos na resiliência urbana, além de dar suporte à Prefeitura para conseguir fundos e parceiros para implementação de ações para resiliência e projetos futuros.

O programa terá dois anos, onde haverá treinamento dos servidores da Prefeitura de Teresina com os técnicos do programa de resiliência urbana da ONU. O treinamento também será expandido para a sociedade civil por meio de seminários.

Os principais resultados do projeto são obtidos na promoção da visibilidade de Teresina no cenário internacional, integração da cidade nas redes de resiliência global, maior facilidade ao acesso a fundos e parceiros internacionais, aumento da capacidade de resiliência do governo local e construção do diagnóstico e de plano de ações para resiliência da cidade.

Além disso, Teresina vai receber o licenciamento do programa e será responsável por transmitir para outras cidades do Brasil a sua metodologia, agindo como facilitador e disseminador do programa no país.