O Viver+Teresina, órgão vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, apresentou à comunidade, na tarde desta quinta-feira (14), o projeto de urbanização do entorno da lagoa do São Joaquim e em um trecho da lagoa da Piçarreira, situadas na zona norte da capital. O projeto foi construído em conjunto com a população, que foi consultada previamente sobre quais equipamentos deveriam estar contemplados.

Foram mostradas aos membros da comunidade imagens do projeto que prevê quadras esportivas, pista de caminhada, espaços de convivência e espaço para food truck. A lagoa será totalmente requalificada pela Prefeitura, com ações de paisagismo e drenagem.

Durante a apresentação do projeto, o diretor de Coordenação do Viver+Teresina, Apoena Amorim, lembrou que a criação de um espaço esportivo é um grande anseio da comunidade, que agora será posto em prática.
Recentemente tivemos um bate-papo com os jovens da região, onde mapeamos as atividades que eles desenvolvem nas áreas de esporte, cultura e lazer. Aqui teremos espaços com todo o entorno requalificado. A obra terá o poder de promover o desenvolvimento da região”, declarou Apoena.

A equipe do Viver+Teresina, programa da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, está iniciando a implementação do projeto piloto de fossas ecológicas. O projeto utiliza pneus e resto de entulho para construir os equipamentos e proporcionar que famílias em situação de vulnerabilidade possam ter acesso a saneamento, atendendo a um dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável preconizados pela ONU.
O sistema da fossa ecológica é sustentável porque reutiliza pneus e restos de entulho de construção. A camada de pneus funciona como uma câmara de fermentação do material que vem do vaso do banheiro. Ao redor da camada e pneus, é colocada uma outra de entulho cerâmico que abrigam os microorganismos que decompõem o esgoto. Por cima fica uma camada grossa de brita, seguida por uma de areia e outra de terra. Esse sistema permite a perfeita decomposição de todo o material que vem do vaso do banheiro e finaliza com a evaporação do que sobra, que é água.
Na camada mais superficial, estão plantas de espécies frutíferas com folhas grandes, como bananeiras. É essencial que sejam desse tipo porque elas requerem mais água para se desenvolverem.
Se houver nos dejetos qualquer agente que cause doenças nos dejetos que chegam ao sistema fica retido, já que o sistema é todo fechado por uma parede de cimento. Por isso, os frutos produzidos pelas plantas são comestíveis. Existem estudos comprovando a qualidade dos alimentos produzidos e a inexistência de microorganismos provenientes dos dejetos.
Em cada sistema de fossas são utilizados 28 pneus. Elas medem 1,40m de altura; 1,30m de largura e 5m de comprimento. A construção segue as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
Cada família beneficiada será atendida também com treinamento sobre o manejo adequado do sistema, para que ele funcione plenamente.
O projeto piloto contemplará a construção de 50 fossas na comunidade Santa Luz, zona rural leste de Teresina. A equipe de agentes de saúde da região estão fazendo um mapeamento para a definição das famílias que serão beneficiadas.
Viver+Teresina
Lançado neste mês de março, o Viver+Teresina é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação para executar obras e ações com foco na sustentabilidade, resiliência e inovação.
O objetivo é aplicar recursos oriundos de fontes externas em projetos que possibilitem a melhoria da qualidade de vida da população utilizando soluções baseadas na própria natureza.


A Prefeitura de Teresina, através da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), encerra na próxima quarta-feira (05/03) a coleta de informações e contribuições públicas para a construção do Plano de Ação Climático do município.
Este é um documento que reúne um conjunto de estratégias que devem ser adotadas pelas cidades para enfrentar a mudança do clima, visando sempre diminuir as consequências negativas que podem atingir a população, a economia e o meio ambiente.
As contribuições podem ser realizadas através de um formulário disponibilizado no site institucional da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), na área CLIMATHE. Acesse através do link: https://antigo-semplan.pmt.pi.gov.br/climathe/. As colaborações poderão ser feitas até o dia 05 de Abril.
“Teresina tem importantes desafios relacionados à mudança do clima e nós estamos trabalhando em uma série de ações que deverão aumentar a resiliência da cidade. O Plano de Ação Climática que será construído é mais um passo em direção a esse objetivo. Esperamos que toda a população possa contribuir com essa pauta e, assim, juntos, construiremos a cidade que queremos”, explica Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.
Agenda Climática
A Prefeitura de Teresina lançou esta semana uma agenda climática para o município, o CLIMATHE: Teresina Cidade Climática. O ClimaTHE23 surge de uma necessidade do município de dialogar com a sociedade para tornar a cidade capaz de lidar com extremos causados pelas mudanças climáticas, decorrentes das elevadas taxas de emissões de gases do efeito estufa por diversos setores como Indústria, Transporte, Energia, Resíduos e AFOLU (sigla em inglês para Agricultura Florestas e Uso do Solo).
O objetivo do município é realizar este evento anualmente no município. O lançamento do CLIMATHE ocorreu na última segunda-feira (20), no Cine Teatro UFPI. O evento reuniu diversos especialistas nas áreas de sustentabilidade, empreendedorismo, mudança climática e inovação para debater os diagnósticos da cidade e soluções para que a cidade se volte para a construção coletiva dessas políticas.
Através da consultoria Codex/I Care, foram apresentados durante a abertura do CLIMATHE, os resultados preliminares do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa e análise de risco. Tal material é essencial para o desenvolvimento do Plano de Ação Climática de Teresina.
O ClimaTHE23 foi uma realização da Prefeitura de Teresina, através da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), CAF (sigla em inglês para Banco de Desenvolvimento da América Latina); Universidade Federal do Piauí (UFPI), através do Centro de Tecnologia (CT/UFPI); Centro de Eficiência em Sustentabilidade Urbana de Teresina (CESU/UFPI); Centro de Liderança Pública (CLP); Prefeitura de Niterói; Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC); Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM); Secretaria Municipal de Comunicação (SEMCOM) e Consórcio CODEX/ ICare.
O lançamento e a 1ª edição do CLIMATHE 23 está disponível no canal do Youtube da Prefeitura de Teresina, através do link: https://www.youtube.com/watch?v=p1hpDySIoko.
A gestão participativa vem sendo um elemento presente na elaboração de projetos do Viver+Teresina, órgão da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan). Os jovens do bairro São Joaquim foram chamados e participaram de um bate-papo com a equipe do programa. No encontro, puderam opinar sobre quais tipos de equipamentos públicos devem ser considerados no projeto de urbanização que está sendo confeccionado.
A obra consiste na urbanização do entorno da lagoa do São Joaquim e em um trecho da lagoa da Piçarreira. Deverão ser implementados equipamentos para a prática esportiva, de lazer e também socioculturais.

Os jovens foram consultados sobre quais atividades costumam desenvolver e esportes mais frequentes na região. “Esse contato com os jovens é de grande importância porque esse tipo de obra é voltada para eles também. Nossa proposta é que eles se envolvam desde a concepção até a inauguração para que eles se sintam parte, usem e preservem o espaço”, afirma Apoena Amorim, diretor de coordenação do Viver+Teresina.
Com investimento oriundo de financiamento junto ao Banco do Brasil, a obra permitirá a convivência da população com as lagoas. Hoje, elas estão poluídas, recebem esgoto e lixo. A intenção é fazer a limpeza e urbanizar o entorno, tornando o espaço propício para a prática esportiva e o desenvolvimento de atividades sociais e culturais.
A equipe técnica do Viver+Teresina, grupo vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, reuniu, na tarde desta quarta-feira (29), a comunidade que mora nas proximidades da UBS da Nova Brasília, zona norte da capital, para apresentar o projeto da construção de um parque no entorno da lagoa situada ao lado da UBS.

A comunidade foi informada sobre quais tipos de equipamentos estão previstos no projeto, tais como quadra poliesportiva coberta com arquibancada, quadra de areia, equipamentos para tênis de mesa e futmesa, área de caminhada, além de bancos, iluminação, arborização, equipamentos adaptados para cadeirantes e espaço destinado às crianças e à convivência sociocultural.
Segundo o diretor de coordenação do Viver+Teresina, Apoena Amorim, a retomada da obra irá garantir aos moradores estrutura adequada para lazer e prática de esportes. “Acabamos de anunciar a retomada das obras do Parque Lagoa do Mazerine, que está prevista para iniciar em junho deste ano, e será mais um grande benefício que será entregue a comunidade. É uma demonstração de que a atual gestão busca aproximar o cidadão cada vez mais dos serviços prestados aos teresinenses”,
ressaltou.
Investimento
A Prefeitura já havia feito uma primeira etapa da obra, em que construiu a parte de drenagem, com galeria e esgotamento. Também foi feita a terraplanagem do entorno da lagoa. Com a retomada da obra, o Viver+Teresina investirá cerca de R$ 3 milhões em recursos do Banco do Brasil.
O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa recebeu no Palácio da Cidade, representantes da WRI Brasil e Escola das Nações Unidas, responsáveis pela implantação do Laboratório Urbano no residencial Edgar Gayoso, zona Norte da capital. O objetivo do projeto é promover modelos inovadores de governança visando impulsionar transformações urbanas que reduzam as emissões de carbono e também promovam a inclusão social.
A ideia é melhorar a qualidade de vida da população residente em bairros cuja população vive em situação de vulnerabilidade, ao mesmo tempo em que promove a redução das emissões de carbono, contribuindo para o meio ambiente. “A Prefeitura avança com os trabalhos para garantir a essa população o acesso a serviços e equipamentos públicos”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda 2030.

Os Laboratórios Urbanos funcionam como uma forma de intervenções estratégicas que acontecem ao longo do processo para testar soluções, promover engajamento e demonstrar transformações possíveis em ações de curto, médio e logo prazo.
Em 2020, Teresina foi selecionada para receber o Laboratório Urbano, além de Recife no Brasil e outras cidades na Argentina e México, a partir de uma seleção global. Essa é uma iniciativa internacional em parceria envolvendo a prefeitura, setor público, setor privado, terceiro setor, academia e sociedade civil. A implantação do laboratório se dá no âmbito do Projeto Alianças para Transformação Urbana (TUC, na sigla em inglês), financiado pela Iniciativa Internacional da Proteção do Clima (IKI, na sigla em alemão), executado por um consórcio de organizações (UNU-EHS, DIE, IIED e WRI) e implementado no Brasil pelo WRI Brasil. Em Teresina, o ponto focal do projeto é a Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan).
O objetivo do encontro foi avaliar o andamento dos trabalhos e projetar as próximas etapas com os integrantes do consórcio. Do lado da Prefeitura estiveram o Prefeito, Dr Pessoa, o Superintendente da SAAD Norte, Welton Bandeira, o Secretário Executivo de Planejamento de Gestão Estratégica (SEPLAG), Jivago Ribeiro Gonçalves e o Coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira. Do lado do consórcio estiveram, Camila Alberti (Analista WRI), Tátila Távora (Consultora WRI), Ariadne Samios (Coordenadora WRI), Simone Gatti (Coordenadora WRI), Henrique Evers (Gerente WRI) e Lucas Turmena (Pesquisador da Escola das Nações Unidas).
Residencial Edgar Gayoso: atividades no Laboratório Urbano
Foram realizadas no residencial Edgar Gaioso reuniões de alinhamento com os grupos focais da Prefeitura e com a comunidade. Além disso, foram apresentados as ações em andamento do projeto e as perspectivas de novas atividades na região. “O projeto é uma iniciativa internacional que visa a aliança entre vários atores na promoção de soluções de baixo carbono e de inclusão social. Essa ação conjunta permite soluções mais assertivas”, explicou Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030, da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan).

A Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) da Prefeitura de Teresina, lançou, nesta segunda-feira (20), o Viver+Teresina, um pacote de investimento em obras com foco na sustentabilidade financiadas com recursos externos. São iniciativas que levarão à população um novo conceito de vivência da cidade, com o objetivo principal de minimizar os efeitos das mudanças climáticas, que já fazem parte do cotidiano das pessoas.
Foto: Ascom Semplan
Com base nos estudos realizados pela equipe da Agenda 2030, também vinculada à Semplan, constatou-se que Teresina tem apresentado níveis de aquecimento superiores ao que é sentido no resto do mundo. Isso representa o agravamento de problemas em várias áreas, como saúde, educação e gestão pública.
A localização de Teresina, logo abaixo da linha do Equador, uma posição de extremo do clima quente, favorece esse aquecimento. A temperatura aqui aumenta a uma velocidade duas vezes mais rápida se comparada à média global (de 1,1°C), de acordo com mapas que analisam o aumento de temperatura superficial média no último século (NASA, 2022).
O Viver+Teresina propõe iniciativas que busquem, por exemplo, a diminuição dos pontos de calor na cidade. Além de novos parques, aumentando a cobertura vegetal, alguns equipamentos públicos deverão ser reformulados, como os mercados públicos. Esses locais concentram grande número de pessoas principalmente aos fins de semana e deverão ter sua estrutura repensada para que sejam pontos em que a temperatura seja mais amena, propício ao caminhar dos frequentadores, e com melhor organização do seu funcionamento.
O novo pacote de investimentos foi lançado durante o ClimaTHE23, evento coordenado pela Agenda 2030 que reuniu especialistas nas áreas de mudança climática, sustentabilidade, empreendedorismo e inovação para discutir o diagnóstico da cidade e soluções para que Teresina possa ser mais resiliente e sustentável.
Entre as fontes de investimento, está sendo buscado, junto à Agência Francesa de Desenvolvimento, um total de 46 milhões de euros. Baseado nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, o contrato permitirá a implementação de obras e ações nas áreas social, ambiental e econômica, proporcionando a redução da precariedade da infraestrutura de atendimento à população mais vulnerável, melhoria na resiliência da cidade e da população e da governança e a gestão administrativa da prefeitura.
Estão previstas para serem implementadas obras de mobilidade urbana, saneamento, requalificação habitacional, equipamento de promoção da inovação, áreas verdes, ações de eficiência energética, fortalecimento institucional e empoderamento social.
“Esse investimento está chegando para colocar Teresina em um outro patamar. A gestão está imbuída na elaboração de projetos inovadores, que permitam que a população tenha mais qualidade de vida baseada em soluções que respeitam o meio ambiente, com foco na sustentabilidade, na eficiência e na ideia de que a gestão pública é para todos. Teremos, por exemplo, forte atuação na zona rural, levando benefícios que ainda não chegaram a essa população”, explica Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.
O secretário municipal do Clima de Niterói (RJ), Luciano Paez, participou, na manhã desta segunda-feira (20), do ClimaTHE23, evento organizado pela Prefeitura de Teresina, através da Agenda 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan. O gestor destacou a importância de Teresina focar no desenvolvimento de políticas públicas e governança para que a cidade possa minimizar os efeitos das mudanças climáticas.
“As mudanças climáticas sempre foram tratadas em uma escala federal. Os países sempre fizeram, a partir da ECO92 em especial, questões de compromisso de redução do carbono, de desenvolvimento sustentável. Porém, infelizmente, não se combinaram com o jogo da escala local, que são as cidades e os eventos extremos acontecem nas cidades, as populações estão, em sua maioria, nas cidades. Então, é fundamental que esse debate seja realizado na urbe e que automaticamente as cidades se responsabilizam também em relação à proteção à vida”, afirmou Luciano Paez.
O gestor apresentou em sua palestra as ações que Niterói vem desenvolvendo de forma transversal, reunindo 10 secretarias em torno da pauta da mudança climática. Entre as ações de governança apresentadas estão a criação do Comitê Intersetorial de Mudanças Climáticas, da Frente Parlamentar do Clima e assinatura da carta de intenções, realização do Painel de Mudanças Climáticas, Programa de Educação Climática com Crianças, pactos celebrados com a Unesco, ACA, Race to zero (até 2050 eliminar carbono líquido da atmosfera), Aliança de Megacidades Água e Clima, dentre outros projetos.
“Estou trazendo, em especial, a governança climática. Então é fundamental esse debate dentro da academia, as universidades precisam estar presentes, a sociedade organizada, os principais atores, empresas, porque é assim que a gente constrói de fato uma política efetiva”, destacou.

O coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira, afirmou que Teresina tem muito a aprender com a experiência de Niterói. “Temos um desafio importante, que é implementar em Teresina essa transversalidade na discussão da mudança climática porque é uma pauta que atravessa diversos aspectos da vida do cidadão teresinense e a experiência trazida pelo Luciano Paez é de grande importância para nós. Em Niterói, eles já passaram por desastres naturais como reflexo dessa problemática e estão conseguindo desenvolver ações de relevância e eficácia”, comentou Leonardo Madeira.
O ClimaTHE23 reuniu, nesta segunda-feira, diversos especialistas nas áreas de sustentabilidade, empreendedorismo, mudança climática e inovação para debater os diagnósticos da cidade e soluções para que a cidade se volte para a construção coletiva dessas políticas.