Agenda Teresina 2030 abre inscrições para o ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina

A capital do Piauí tem se debruçado sobre a formatação de suas políticas públicas de adaptação acerca dos efeitos da crise climática. Essa construção passa pela discussão dos temas que mais afetam a cidade. Por isso, a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, através da Agenda Teresina 2030, realiza, entre os dias 27 e 29 de maio, o ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina.

A segunda edição pretende ser um marco na mobilização da ação climática local, destacando a necessidade de uma resposta imediata e coordenada às mudanças climáticas. Esta iniciativa visa inspirar outras cidades a adotarem abordagens semelhantes, criando um efeito multiplicador que pode levar a mudanças significativas em escala global. O evento busca não apenas educar, mas também empoderar a sociedade com o intuito de formar agentes ativos na transformação de suas comunidades.

O evento é uma realização da Agenda Teresina 2030, vinculada à SEMPLAN – Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, em parceria com o ICLEI – Governos Locais Pela Sustentabilidade e com a SEMAM – Secretaria Municipal do Meio Ambiente e contará com a realização do 3º Encontro Regional do ICLEI Nordeste e o CB27, a reunião nacional dos secretários de Meio Ambiente.

“Teremos uma oportunidade ímpar de discutir os vários aspectos que envolvem a crise climática em todo o país, em especial o cenário que temos em Teresina. Virão palestrantes especialistas, autoridades dos ministérios envolvidos com a questão, secretários de meio ambiente, governadores, prefeitos, instituições financeiras e universidades”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina será um marco na mobilização da ação climática local, destacando a necessidade de uma resposta imediata e coordenada à crise climática. Neste contexto, o evento traz o tema “A cidade que eu quero é verde” e propõe que Teresina abrace o movimento de rearborização e, assim, consiga frear o avanço das ilhas de calor.

Para guiar esse trabalho, a cidade já possui o Plano Municipal de Arborização Urbana, construído pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

O evento tem parceria com o ICLEI – Governos Locais Pela Sustentabilidade e com a SEMAM – Secretaria Municipal do Meio Ambiente e contará com a realização do 3º Encontro Regional do ICLEI Nordeste e o CB27, a reunião nacional dos secretários de Meio Ambiente.

As inscrições para o evento podem ser feitas acessando o link https://antigo-semplan.pmt.pi.gov.br/climathe-24/

A realidade de Teresina

A capital piauiense vem mergulhando no desafio de se adaptar à nova condição climática. Nessa nova realidade, a capital piauiense tem apresentado níveis de aquecimento superiores ao que é sentido no resto do mundo. Isso representa o agravamento de problemas em várias áreas, como saúde, educação e gestão pública.

A localização da cidade, logo abaixo da linha do Equador, uma posição de extremo do clima quente, favorece esse aquecimento. A temperatura aumenta a uma velocidade duas vezes mais rápido se comparada à média global (de 1,1°C), de acordo com mapas que analisam o aumento de temperatura superficial média no último século (NASA, 2022).

Os efeitos disso já podem ser sentidos pela população. As chuvas estão se tornando tempestades. Sua intensidade tem aumentado, causando mais alagamentos e demandando mais do poder público. Também é possível verificar uma diminuição do período chuvoso com a elevação brusca das temperaturas ao final de cada precipitação. Se antes os meses de maio, junho e julho eram caracterizados pela brisa e ventos que amenizavam a sensação térmica, esse clima amistoso tem dado lugar ao calor. Isso significa que o período mais quente do ano, carinhosamente batizado de B-R-O Bró [setemBRO, outuBRO, novemBRO e dezemBRO], está chegando mais cedo.

Já foi constatado pelo Plano de Ação Climática que parte da culpa se deve à perda de cobertura vegetal. Se antes Teresina era conhecida como “Cidade Verde”, característica que inspirava os poetas locais, hoje se alastram as ilhas de calor, tornado-a insalubre em determinados horários do dia. A constatação óbvia é que essa realidade precisa mudar. Teresina precisa resgatar sua essência.

Teresina terá produção de mudas de plantas nativas que não existem mais na zona urbana

Um mutirão de coleta de sementes, realizado hoje (03) por servidores da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na Floresta Nacional dos Palmares, permitirá a criação de um banco de sementes e a produção de mudas de espécies nativas que não existem mais na zona urbana de Teresina.
Essas espécies como o cedro, umburana, sapucaia, Anda-açu, tucum e pati, algumas delas não mais vistas nos quintais, nas calçadas e praças da cidade, são facilmente encontradas na floresta. São árvores de grande porte que contribuirão na reconstituição da cobertura vegetal de Teresina.
“Hoje é um dia muito especial. Sou gestora ambiental e ter a experiência de conhecer a Floresta dos Palmares foi especial. Estar aqui e saber que posso contribuir para o resgate da “cidade verde” é muito significativo e fico muito feliz. Essa ação de hoje foi importante para conhecermos a origem da nossa vegetação e saber que podemos contribuir para história de Teresina”, disse Rita Célia, colaboradora da SEMPLAN.
A cidade precisa plantar 15 mil mudas este ano e, a partir de 2025, mais 30 mil mudas todos os anos. As metas estão estabelecidas no Plano Municipal de Arborização Urbana – PDAU, construído pela Semam, e tem a finalidade de frear o avanço das ilhas de calor que tem se formado na cidade, como demonstra o estudo evidenciado no Plano de Ação Climática, elaborado pela Agenda Teresina 2030, ligada à SEMPLAN.
“Esse mutirão foi um pontapé para esse trabalho de resgate da nossa flora tradicional. A Floresta dos Palmares é um remanescente do que Teresina foi há muitas décadas. Aqui estão as espécies que habitavam os quintais, as praças e que era a abundância dessa vegetação que mantinha a cidade com uma temperatura mais amena. Precisamos resgatar essa Teresina mais verde”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.
Esse evento integra a programação de ações que culminarão no ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina, que vai trazer toda a evolução que a cidade vem vivenciando e o novo planejamento urbano que proporcionará resiliência e adaptação diante dos desafios impostos pela crise climática. O tema central é “A cidade que eu quero é verde” e na programação estarão especialistas renomados nacionalmente, especialistas, secretários de meio ambiente da capitais, prefeitos, governadores, membros de ministérios e de bancos internacionais.
O ClimaTHE24 tem parceria com o ICLEI – Governos Locais Pela Sustentabilidade e com a SEMAM – Secretaria Municipal do Meio Ambiente e contará com a realização do 3º Encontro Regional do ICLEI Nordeste e o CB27, a reunião nacional dos secretários de Meio Ambiente.

Dia do Trabalhador: PMT é pioneira no desenvolvimento de debates sobre Justiça Climática

De acordo com um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado nas últimas semanas de abril, as mudanças climáticas afetam a saúde de 70% dos trabalhadores no mundo. O relatório foi divulgado pelas Organizações das Nações Unidas (ONU).

Diante destes dados mundiais e a comemoração do Dia do Trabalhador no Brasil, neste dia 1º de Maio, a Prefeitura de Teresina em uma ação pioneira no Brasil, instituiu a Comissão Municipal de Justiça Climática – COMJUCA. O órgão tem a finalidade de desenvolver, em nível local, a discussão intersetorial e formatação de políticas públicas voltadas para a promoção da justiça climática na capital. O decreto que institui a Comissão foi publicado o dia 15 de Abril (Nº 26.084).

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, “as pessoas submetidas a diferentes formas de desigualdades (econômica, social, de gênero, de raça e etnia) são ainda mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. Apesar de terem menor participação nas emissões de CO2, as populações de baixa renda são as mais afetadas pelas consequências negativas das alterações do clima e com menor acesso às alternativas de adaptação”, cita.

O estudo de vulnerabilidades realizado para a construção do Plano de Ação Climática mostra que o clima, de fato, atinge a todos indistintamente, porém, seus efeitos são sentidos de forma desigual, especialmente os mais carentes e que trabalham expostos às elevadas taxas de radiação solar. Sem dúvida, a crise climática acentuará ainda mais a perversa desigualdade social.

De acordo com a OIT, “o relatório observa que inúmeras condições de saúde dos trabalhadores (as) têm sido associadas às mudanças climáticas, incluindo câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, disfunções renais e problemas de saúde mental”, descreve o material.

“Esse é um debate que vem sendo capitaneado por instituições mundiais, diante dos cenários climáticos que vem acontecendo em todo o mundo. Por isso, a Prefeitura de Teresina inaugurou uma ampla agenda de debates sobre mudanças climáticas quando, ainda em 2023, iniciou as Conferências do Clima na capital. Quando olhamos para dados como estes da OIT, temos a dimensão de que essa discussão tem várias vertentes e uma delas é a justiça climática. Quem são estes trabalhadores expostos de maneira agressiva às mudanças do clima em nossa cidade? São horticultores, pescadores, auxiliares de serviços gerais, motoristas de aplicativo em motocicletas e bicicletas, entre outros. Como podemos implementar políticas públicas para diminuir estes impactos na vida das pessoas? Então, temos a imensa felicidade em sermos pioneiros nesta ação porque justiça climática é promover políticas que possam diminuir os impactos da crise do clima nas pessoas, especialmente as mais vulneráveis. Um trabalho que começa agora, mas que será ampliado ao longo do tempo, inclusive com destaque na 2ª conferência do clima este ano”, explica Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

“O relatório intitulado “Garantir a segurança e a saúde no trabalho em um clima em mudança (Ensuring safety andhealth at work in a changing climate ) afirma que as mudanças climáticas já estão resultando em sérios impactos para a segurança e a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras em todas as regiões do mundo. A OIT calcula que mais de 2,4 bilhões de trabalhadores(as) (de uma força de trabalho global de 3,4 bilhões) estão provavelmente expostos ao calor excessivo em algum momento do seu trabalho, de acordo com os números mais recentes disponíveis (2020),descreve o material da agência especializada das Nações Unidas.

A Comissão Municipal de Justiça Climática é capitaneada pela Semplan – Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, através da Agenda Teresina 2030, e constituída de membros de várias secretarias, como FMS – Fundação Municipal de Saúde, SEMCASPI – Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, SEMAM – Secretaria Municipal de Meio Ambiente, SEMDEC – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, SMPM – Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, SEMP – Secretaria Municipal de ProduçãoAgrícola, SEMDEF – Secretaria Municipal de Defesa Civil e SEMEC – Secretaria Municipal de Educação.

Prefeitura e CEF assinam termo de cooperação para construção de unidades habitacionais na região Norte da capital

O prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, esteve reunido na manhã desta segunda-feira (29) com a Superintendência da Caixa Econômica Federal (CEF) para assinatura de um termo de cooperação e parceria entre o Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), representado pela CEF e a organizadora União dos Líderes comunitários de Norte a Sul do Piauí que tem por objetivo a construção de unidades habitacionais na zona Norte de Teresina.

Serão construídas 132 unidades habitacionais, com recursos em cerca de R$ 20 milhões com contrapartida e R$ 6 milhões do município e R$ 17 milhões do FDS.

Segundo o prefeito Dr. Pessoa é uma meta da gestão sempre trabalhar para o menos favorável com políticas públicas que melhore cada vez mais a qualidade de vida da população teresinense.

“Trabalhamos sempre para levar melhorias para o menor vulnerável, sempre buscando políticas públicas que eleve a qualidade de vida do povo teresinense na capital e também na zona Rural. É o que consta no nosso plano de governo e é o que está acontecendo”, concluiu o gestor do executivo municipal.

Treinamento: PMT reúne servidores para explanar novas diretrizes do Relatório de Gestão

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Executiva de Planejamento Estratégico, Orçamento e Gestão (SEPLAG), vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), realizou nesta quinta-feira (25), um treinamento com seus servidores sobre as novas diretrizes do TCE-PI para elaboração do Relatório de Gestão 2024, que é regulamentado pela Instrução Normativa Nº 01/2022.

Com a edição da Portaria nº 125/2024, o TCE-PI estabelece que todos os Órgãos e Entidades da PMT passarão a ser Unidades Prestadora de Contas (UPCs) e Unidades Apresentadoras de Prestação de Contas (UAPCs), motivo pelo qual as prestações de contas serão desmembradas, ficando a cargo de cada UPC apresentá-las diretamente ao TCE-PI.

O treinamento foi ministrado pelo secretário-executivo da SEMPLAN, Jivago Gonçalves, e o coordenador de gestão estratégica, Jallison Costa. “Este treinamento tem por objetivo atualizar os servidores dos órgãos sobre as novas diretrizes do Tribunal de Contas no que diz respeito a elaboração e entrega do Relatório de Gestão, bem como estabelecer uma rotina e padrão de trabalho para que em 2025 o relatório possa ser entregue seguindo todas as normas estabelecidas pelo Tribunal de Contas, além de informar a sociedade de maneira eficiente e eficaz sobre as principais ações da gestão”, explica Jivago Gonçalves.

O treinamento ocorreu no auditório da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e reuniu todas as secretarias e órgãos da administração direta e indireta da capital.

Agenda Teresina 2030 leva experiências da capital piauiense a seminário promovido pela FGV

O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, participou, na tarde desta quarta-feira (24), do seminário “Extremos de chuva, gestão de riscos e adaptação climática em cidades brasileiras”, promovido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Durante o evento, Leonardo Madeira participou de discussões com gestores de várias prefeituras brasileiras e pode trocar experiências com esses profissionais. “Tivemos uma participação muito proveitosa no seminário. Foi uma oportunidade de trocamos informações com diversas prefeituras e especialistas em desastres e voltamos para Teresina com novas ideias e motivações”, afirma o coordenador.

A capital piauiense tem se destacado na participação em eventos de nível nacional e agora em maio sediará a segunda edição do ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina, com o tema “A cidade que eu quero é verde”.

O evento trará palestrantes de renome, representantes do governo federal, prefeitos e gestores de cidades que estão desenvolvendo políticas públicas exitosas de adaptação e mitigação dos efeitos da crise do clima.

“Em maio, Teresina vai protagonizar um grande evento que vai propor uma discussão pertinente sobre a cidade que nós queremos daqui para frente. Teresina tem um Plano de Ação Climática, que traz metas bem estabelecidas. O que estamos fazendo é construir os caminhos para que elas sejam cumpridas e, assim, proporcionarmos à cidade a capacidade adequada de lidar com os extremos de chuvas e altas temperaturas”, explica Leonardo Madeira.

O ClimaTHE24 é promovido pela Agenda Teresina 2030, órgão ligado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, em parceira com o ICLEI – Governos Locais Pela Sustentabilidade.

Em Brasília, prefeito Dr Pessoa acerta liberação de recurso do BRB até sexta

Nesta quarta-feira (24), o prefeito Dr. Pessoa e o secretário municipal de planejamento e coordenação, João Henrique Sousa, estiveram em Brasília para uma reunião de alinhamento com o Gerente Geral da Plataforma de Governo do Banco Regional de Brasília (BRB), Werberth Cerveira. O encontro também foi acompanhado pelo chefe do Escritório Municipal de Articulação e Representação do Município de Teresina em Brasília -EMARI/PMT, Wassil Carrero.

“Fico muito feliz pela receptividade e atenção que temos recebido aqui do BRB. Essa vinda a Brasília foi muito importante para sanarmos alguns trâmites burocráticos e concluir esta operação. Seguimos alinhados com o Banco, felizes por esta parceria e com diálogo aberto para novas propostas”, disse o prefeito Dr Pessoa.

De acordo com o secretário João Henrique, o encontro foi essencial para os ajustes finais de liberação de uma operação de crédito, no valor de R$100 milhões. “Estive com o Dr Pessoa nesta reunião muito positiva. Saímos daqui com tudo pronto para que, nesta sexta-feira, os recursos já estejam disponíveis para o município de Teresina”, explicou.

No início do mês de março, o prefeito de Teresina, Dr. Pessoa, recebeu o presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa e comitiva. A visita institucional serviu para discutir as possibilidades de parcerias ou cooperação na relação entre as instituições.

O Banco Regional de Brasília (BRB) é um banco conhecido pela atuação, no crédito rural, com servidores, com o crédito imobiliário e com os programas sociais.

Teresina é pioneira na instituição de comissão para desenvolver ações de justiça climática

Em uma ação pioneira no Brasil, a Prefeitura de Teresina instituiu a Comissão Municipal de Justiça Climática – COMJUCA. O órgão tem a finalidade de desenvolver, em nível local, a discussão intersetorial e formatação de políticas públicas voltadas para a promoção de justiça climática na capital.

O estudo realizado para a construção do Plano de Ação Climática detectou que parte da população teresinense sente mais os efeitos das mudanças climáticas (calor intenso, alagamentos, inundações, arboviroses). É a população que reside nos bairros mais afastados, sem acesso a saneamento básico, que trabalha em atividades com alta exposição solar.

“Temos a imensa felicidade em sermos pioneiros nesta ação porque justiça climática é promover políticas que possam diminuir os impactos da crise do clima nas pessoas. Então, esse trabalho passa por diversos setores, como saúde, educação, saneamento. Por isso, a nossa intenção é unir forças, experiências e vivências dentro do poder público e, assim, ampliarmos a visão do problema”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A comissão é capitaneada pela Semplan – Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, através da Agenda Teresina 2030, e constituída de membros de várias secretarias, como FMS – Fundação Municipal de Saúde, SEMCASPI – Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, SEMAM – Secretaria Municipal de Meio Ambiente, SEMDEC – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, SMPM – Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, SEMP – Secretaria Municipal de Profução Agrícola, SEMDEF – Secretaria Municipal de Defesa Civil e SEMEC – Secretaria Municipal de Educação.

Prefeitura de Teresina participa do Encontro Nacional Urban95 em Recife (PE)

A Prefeitura de Teresina participa, nesta semana, do encontro Urban95 2024 em Recife (PE). A presença acontece através da Secretaria Executiva de Planejamento e Gestão (Seplag) e Agenda Teresina 2030, ambas vinculadas à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan). O evento reúne cidades que fazem parte da Rede Urban95 para trocar experiências, consolidar parcerias e conhecer programas e serviços voltados para a primeira infância.

“Nossa capital se destaca pois é uma das poucas cidades brasileiras a ter o Plano Municipal pela Primeira Infância. Estamos aqui para aproveitar essa oportunidade de conhecer ações voltadas para esta vertente e aprimorar o conhecimento da capital piauiense nas políticas voltadas para os primeiros anos da infância.” explica Jivago Gonçalves, Secretário Executivo da SEMPLAN, que esteve acompanhado da representante da coordenação especial da Agenda Teresina 2030, Gabriela Rodrigues.

O Encontro Urban95 reúne prefeitos, vice-prefeitos, secretários e técnicos das cidades que compõem a Rede para compartilhar experiências, aprender, ver e sentir como funcionam as políticas públicas e os serviços para a primeira infância da cidade sede, que nesta edição é Recife (PE). As reuniões iniciaram neste último domingo (21) e seguem até esta terça-feira (23), acontecendo simultaneamente com a Semana do Bebê em Recife.

Além das cidades que compõem a Rede, participam do evento representantes da idealizadora da Urban95, a Fundação Van Leer, do realizador da iniciativa no Brasil, o CECIP (Centro de Criação de Imagem Popular), e dos parceiros técnicos Estúdio +1, Espaço Àra, Alana, Allma, Ateliê Navio, Descobrir Brincando, Lab da Cidade, Coletivo Mãos, Ikone e Coletivo Taboa.

PMPI

O Plano Municipal Pela Primeira Infância (PMPI) sintetiza as diretrizes, metas e ações voltadas para crianças de até 6 anos, especialmente as mais vulneráveis. Foi elaborado de forma participativa, com auxílio das diferentes secretarias e órgãos públicos da administração municipal, poder legislativo, judiciário e sociedade civil, e contemplou a escuta e participação das crianças – sujeito de direito a quem se destina o PMPI.

O documento está disponível no site da Semplan e pode ser acessado por meio do link: semplan.pmt.pi.gov.br/plano-municipal-pela-primeira-infancia/ .

URBAN 95

A Urban95 é um programa que oferece suporte e acompanhamento para construir diagnósticos sobre a primeira infância, implementar o Plano Municipal pela Primeira Infância e promover ações de requalificação de espaços públicos, mobilidade para famílias, gestão de dados e melhorias de serviços para a primeira infância. Integram a rede Urban95 Brasil 24 municípios.

Viver+Teresina constrói o primeiro jardim de chuva do Piauí

A equipe do Viver+Teresina, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan, iniciou a construção do primeiro jardim de chuva do Piauí. A obra está sendo implementada dentro da estrutura do parque que está sendo construído no bairro Nova Brasília, zona norte da capital.

Esse jardim é uma solução de drenagem que tem como finalidade reter a água da chuva em pontos de alagamentos. Ele é composto de camadas de pedra, areia e adubo. As plantas que estão sendo usadas são características da região, como espada de São Jorge e ixora. Elas tem a função de reter a água para que ela infiltre na terra. Ao passar pelas camadas, essa água vai sendo filtrada e depois vai se direcionando para a lagoa.

“Esse local foi escolhido porque há registros da população de que é um ponto de alagamento. E, como essa água da chuva costuma vir com sujeira, o jardim filtra para que quando ela chegue na lagoa esteja mais limpa. Estamos implementando esse projeto de forma inovadora no bairro Nova Brasília e nossa intenção é replicar em toda a cidade. E já temos projeto licitado para isso”, destaca Renan Gomes, chefe de Engenharia do Viver+Teresina.

Nesta obra, o jardim de chuva vai compor um sistema com galeria, sarjetas e boca de lobo. Ele será implementado na rua Radialista Jim Borralho, nas proximidades da lagoa.

Toda a margem da lagoa, antes, era local onde a população diariamente jogava lixo de forma irregular. Lixo domiciliar, restos de podas, de construções, móveis inservíveis e até animais mortos. Mau cheiro, doenças e degradação eram o cenário.

Além do jardim de chuva, o Viver+Teresina está construindo um parque, com quadra poliesportiva coberta e arquibancada, equipamentos de tenis de mesa e futmesa, quadra de areia, playground, academia de força e mobiliário, como bancos, lixeiras, iluminação e piso. Mas um detalhe promete chamar a atenção dos frequentadores:um mural em homenagem à comunidade da Nova Brasília está sendo grafitado pelo artista WG (Washington Gabriel).

Limpeza da lagoa

Toda essa intervenção não estaria completa sem o cuidado adequado com a lagoa. Ela está sendo limpa, com a retirada dos aguapés. Deverão ser retirados, ao final do processo, um total de 6 mil metros cúbicos de aguapés, que serão destinados à compostagem, evidenciando a preocupação com a sustentabilidade.

“Nossa função, dentro do Viver+Teresina, é atuar na preparação da cidade para a crise climática. Então, em tudo nós procuramos desenvolver práticas sustentáveis, obedecendo aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU. Nessa obra fazemos a compostagem dos alimentos consumidos pelos trabalhadores, que está produzindo adubo para os nossos jardins”, explica Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.