Apresentar os estudos que constam no Plano Municipal de Saneamento Básico e ações realizadas na área de abrangência do Programa Lagoas do Norte. Com esse objetivo, a Prefeitura de Teresina participou hoje do evento Sanear é Viver – Construindo uma política de saneamento básico para o Piauí, organizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON) de Teresina.
O Plano Municipal de Saneamento Básico deve ser finalizado até o final do semestre e traz as diretrizes para investimentos na área, contemplando a destinação dos resíduos sólidos, o abastecimento de água, a drenagem das águas pluviais e o esgotamento sanitário.
De acordo com Erick Amorim, presidente do Serviço Municipal de Água e Esgotos (SEMAE) e coordenador do Programa Lagoas do Norte, o diagnóstico constante do Plano Municipal de Saneamento Básico revela que 91% da população teresinense possui abastecimento de água e 97% do total da população de Teresina recebe o serviço de coleta de resíduos sólidos. No entanto, apenas 17% dos teresinenses têm acesso à rede de esgoto.
“No abastecimento de água, o desafio é melhorar a qualidade da água, a constância do abastecimento e reduzir as perdas hídricas, que hoje são de 58%. No tocante aos resíduos sólidos, precisamos reduzir os pontos irregulares de despejo de lixo e avançar em coleta seletiva, reduzindo o volume no aterro sanitário. Em relação ao esgotamento sanitário, precisamos solucionar os esgotos a céu aberto, as ligações clandestinas de esgoto ao sistema de drenagem de águas pluviais e o lançamento de efluentes direto nos rios e lagoas da cidade”, apontou Erick Amorim.
Ainda segundo o presidente do Serviço Municipal de Água e Esgotos (SEMAE) e coordenador do Programa Lagoas do Norte, Teresina possui 30 pontos suscetíveis a alagamentos.
“O maior ponto de alagamento era a zona Norte, onde a Prefeitura de Teresina está realizando grandes investimentos com o Programa Lagoas do Norte que é, antes de tudo, uma grande obra de saneamento, com a drenagem das águas pluviais, a limpeza de bacias e canais e um sistema de comportas e bombas. A região era historicamente suscetível a inundações. Na Fase 01 do Programa, foram urbanizadas duas lagoas. Na Fase 02, serão urbanizadas outras 11. O Lagoas do Norte contempla também ações de educação ambiental, melhoria do abastecimento de água e implantação de rede de esgotos. É um grande investimento da Prefeitura de Teresina em melhoria da qualidade de vida da população da cidade”, completou Erick Amorim.
Mais investimentos
Presente no evento, o prefeito Firmino Filho, destacou a necessidade de novos investimentos para melhorar o serviço de abastecimento de água e ampliar o esgotamento sanitário em Teresina.
Para ele, é urgente resolver os problemas da Agespisa: “Há várias soluções possíveis. O que não podemos é continuar na inércia. Precisamos colocar em primeiro lugar os interesses da população, as questões de saúde pública e de meio ambiente, pactuar a melhor solução e desenvolvê-la até o fim”.
Em 2007, a Agespisa recebeu, por meio do PAC 1, recursos da ordem de R$ 100 milhões para investimentos em saneamento básico na zona Sul de Teresina, ainda não concluídos.
“A falta de esgotamento sanitário impede o crescimento vertical da zona Sul de Teresina. A ausência de saneamento é responsável por 75% das internações de crianças com até dois anos de idade. O Piauí possui apenas 2,8% de cobertura de saneamento básico. São dados alarmantes. Precisamos, todos juntos, encontrar soluções para reverter esse quadro”, pontuou André Baía, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (SINDUSCON) de Teresina.
O Sanear é Viver contou ainda com a participação do presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (COMPESA) e da Associação Brasileira das Empresas Estaduais de Saneamento (AESBE), Roberto Tavares.












