Fé, respeito e harmonia das mais diversas manifestações religiosas fazem parte do dia a dia dos moradores da área de intervenção do Parque Lagoas do Norte, na zona Norte de Teresina. Na região, é possível ver e participar de missas, cultos evangélicos e ritos das religiões de matrizes africanas, como umbanda e candomblé.
E, no dia nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado nesta quarta-feira (21), os representantes das religiões de matriz africana comemoram a existência de um espaço público onde possam realizar suas atividades. Este ano, será erguida na Rua Jim Borralho, na região do Parque Lagoas do Norte, a Praça dos Orixás, um monumento em homenagem à fé trazida pelos ancestrais africanos.
“É importante termos um espaço como esse para realizarmos nossas manifestações. A partir do momento que o poder público abre esse espaço, as pessoas percebem e respeitam nossa religião”, resume Babalorixá, Ominjadé de Oxum, Rondinele dos Santos.
Mãe Toinha de Oxóssi também compartilha o pensamento do Babalorixá. “A Praça dos Orixás mostra a nossa religião como tão boa quanto as outras, como igual às outras. E é esse sentimento de igualdade e de respeito a todos os tipos de fé que queremos cultivar”, declarou.
Para o coordenador do Programa Lagoas do Norte, Erick Amorim, é importante que as diversas religiões convivam em harmonia. De acordo com ele, o Parque é um local para que todos possam manifestar sua crença, sempre respeitando a do outro. “É importante que haja respeito e harmonia e é o que estamos buscando. O Lagoas é um espaço para todos os credos. Uma prova disso é que, além da própria praça, realizamos cultos evangélicos e missas”, disse.
O Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa foi instituído por meio da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007. Para os pais e mães de santo, a data é um marco histórico.
Praça dos Orixás.
Em novembro do ano passada, foi apresentado aos pais, mães e filhos de santo o projeto da Praça dos Orixás. A Praça contará com espaço para eventos, banheiro e estacionamento, além de esculturas em homenagem a nove orixás do Candomblé e da Umbanda.


