O prefeito de Teresina, Firmino Filho, confirmou que as crises política e econômica afetaram diretamente o andamento das obras em parceria com o Governo Federal e Estadual. Algumas obras, de acordo com o prefeito, estão com três meses de atraso nos pagamentos e outras estão com ritmo lento desde ano passado. As obras em parceria ficaram prejudicadas e estão atrasadas até seis meses em relação ao calendário previsto.
Algumas obras têm dificuldades no recebimento de recursos e há outras que não foram iniciadas porque não teve aporte financeiro do Governo Federal. É o caso do corredor da avenida Duque de Caxias e da ponte do Poti Velho, na zona Norte, e do alargamento da Avenida dos Expedicionários, na zona Sudeste. “Essas ainda não tiveram a autorização do Governo Federal. Estão no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e só podem ser iniciadas com autorização expressa do Ministério das Cidades. E estamos aguardando”, disse Firmino.
A Prefeitura executa várias obras na capital em parceria com o Governo do Estado, entre as principais estão a construção da segunda pista da ponte Wall Ferraz e da ponte que liga a avenida Gil Martins à avenida principal do Dirceu Arcoverde, na zona Sudeste, que estão em andamento. A construção do elevado da avenida Miguel Rosa, zona Sul, está praticamente parado.
Segundo o prefeito, o município e o Estado estão tendo recursos contingenciados em decorrência da crise financeira e política, que influencia diretamente na arrecadação de impostos e nos repasses para os estados e municípios. “De alguma forma sofremos um pouco com a crise financeira e econômica que vive o país, não só pela queda de arrecadação dos repasses constitucionais, como também em relação à liberação de recursos do Orçamento Geral da União”, comentou o prefeito, pouco depois da solenidade em que empossou três novos secretários, na última sexta-feira.
Firmino Filho comentou ainda que desde o ano passado a Prefeitura enfrenta problemas. “Estamos com um ano e meio de crise e a crise está se aprofundando. Tem obras atrasadas, em relação ao calendário, que são de até seis meses, dependendo da obra. As obras do governo federal sofreram uma descontinui-dade nos repasses. E somente as obras que são financiadas pelo FGTS não sofreram com o andamento”, finalizou o prefeito.
Fonte: Jornal Diário do Povo


