Representantes da Prefeitura de Teresina, das empresas que operam o sistema de transporte público e da sociedade civil discutiram nos últimos dois dias, em parceria com a Agência Francesa de Desenvolvimento, os detalhes da implantação do Observatório de Mobilidade na capital piauiense. O projeto visa utilizar a tecnologia Blockchain para compartilhar de forma segura dados relativos ao transporte público, melhorando a eficiência e, a longo prazo, reduzindo a emissão de gases poluentes na cidade.

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“Foi bastante produtivo. Em dois dias nós conseguimos montar com eles um plano de trabalho para essa cooperação entre a União Europeia e a Prefeitura de Teresina, que vai envolver diversas estratégias interessantes para melhorar a mobilidade sustentável na cidade. Com isso a gente visa promover a redução de gases causadores do efeito estufa com a melhoria do transporte público”, conta Gabriela Uchôa, coordenadora da Agenda 2030 em Teresina, responsável pela elaboração do projeto em parceria com a Strans.

O projeto teresinense foi selecionado pelo Fundo Europeu para o Clima e receberá o investimento de 500 mil euros. Por se tratar de uma estratégia inédita de urbanismo, a proposta pode se beneficiar do apoio das agências implementadoras do programa Euroclima+, assim como dos fundos da União Europeia. O investimento acontece através da Agência Francesa de Desenvolvimento, com que a implantação foi discutida nos últimos dois dias em Teresina, definindo alguns detalhes de como o trabalho será desenvolvido.

“Dentro desse projeto a gente tem diferentes frentes de trabalho, da melhoria em si do transporte público, da operação, de melhoria tecnológica dentro da prefeitura com o desenvolvimento de produtos inovadores em parceria com outras cidades da América Latina. Também teremos a promoção de sensibilização da população para construir uma agenda sustentável e fazer um inventário de gases do efeito estufa para que a gente possa monitorar”, explica Gabriela.

O projeto envolve diversos atores envolvidos no transporte público, como a equipe da Superintendência de Trânsito, que participou das discussões. “A implementação do Blockchain traz para a gente a possibilidade de ter uma melhoria significativa na operacionalidade do sistema. Porque o projeto em si traz os benefícios de melhoria em tempos, em operacionalização, e concomitantemente ele traz a melhoria ambiental, que é um dos prenúncios do projeto”, explica Denilson Guerra, gerente de planejamento da Strans.

Visando transformar Teresina em cidade inteligente, do futuro e sustentável, o blockchain no transporte público trará para o município o aumento da confiabilidade entre os envolvidos no sistema de transporte e melhora do serviço; o compartilhamento de responsabilidades pelo bom funcionamento do transporte público e aumento de sua eficiência; além da priorização de que o transporte público tenha impacto na redução da emissão de gases de efeito estufa.

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