Em 2020 foram iniciadas as primeiras ações do Programa Global de Resiliência Urbana em Teresina (CRGP), uma parceria entre a prefeitura e a ONU Habitat que tem o objetivo de tornar a cidade mais preparada para os impactos das mudanças climáticas. Neste ano, além da formação de uma comissão de servidores voltados para a questão da resiliência urbana, foram elaborados dois documentos com diversos dados técnicos da cidade que irão basear as ações concretas que serão realizadas a partir de 2021.

“Nosso foco é a resiliência urbana, que é a capacidade da cidade de lidar com choques e estresses, mantendo-se em funcionamento e se adaptando a diferentes cenários. Por exemplo, a capacidade da cidade em lidar com fortes chuvas e manter os seus serviços em funcionamento mesmo durante uma forte enchente. Mas existem vários outros cenários que testam essa capacidade das cidades”, explica Cíntia Bartz, coordenadora da Agenda Teresina 2030, departamento da Semplan responsável pelo gerenciamento do programa em Teresina.

O primeiro passo do Programa em Teresina foi, ainda no início de 2020, a formação de uma comissão de resiliência urbana, composta por 21 servidores espalhados em 14 secretarias diferentes, que passam por treinamentos constantes junto à ONU Habitat em temas relacionados ao programa. O objetivo é cobrir diferentes sistemas urbanos e poder obter dados em esferas diversas, que posteriormente serão fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas de resiliência urbana.

Posteriormente, essa coleta de dados resultou na elaboração de dois documentos: o perfil da cidade e o diagnóstico de resiliência. O perfil da cidade reúne diversas informações ambientais, geográfica e socioeconômicas de Teresina, enquanto o diagnóstico aponta quais são as principais vulnerabilidades da capital piauiense, dado o contexto identificado com o perfil elaborado anteriormente.

Com o levantamento desses dados, 2021 será a fase de planejamento das políticas públicas. Será elaborado o Plano de Resiliência Urbana de Teresina, que definirá as estrategias a serem implementadas em diferentes eixos com um grande trabalho de comunicação, a fim de inserir a população no debate desse tema e na implantação dos projetos.

“É um trabalho minucioso que vai cumprindo etapas. O programa foi desenvolvido para ser executado em dois anos, e após estas fases preliminares em Teresina, agora vamos partir para o planejamento das nossas ações de adaptação e combate às vulnerabilidades da cidade, tornando Teresina e a sua população mais resilientes às mudanças climáticas”, conclui Cíntia Bartz.

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