Os desastres naturais que vem acontecendo no Brasil atingem um número cada vez maior de pessoas. Em Teresina, o desenvolvimento das obras e ações do Programa Lagoas do Norte minimizaram sobremaneira o número de famílias que a chuva costumava deixar desabrigadas nas décadas de 80 e 90. Porém, toda a região norte conta com a proteção de estruturas de engenharia e, aliado a elas, um planejamento de ações coordenadas para situações de emergência, como um período intenso de chuvas com transbordamento dos rios Poti e Parnaíba, por exemplo.
Por isso, o Lagoas do Norte está estruturando, com a ajuda de especialistas em desastres naturais, o Plano de Ação de Emergências. Esse plano prevê a coordenação de atuação de órgãos do município e do Estado para a adoção de medidas, evacuação de áreas atingidas, instrumentos de apoio, segurança e posterior retorno da população.
“Estamos elaborando esse planejamento que tem como objetivo salvaguardar vidas em períodos que requerem maior cuidado e atenção. Nessa região temos o problema recorrente provocado pelas inundações dos rios e das lagoas. O plano visa exatamente organizar essas ações e colaborar com as famílias para que elas possam ter seus direitos garantidos. Estamos fazendo expedições nos rios e nos bairros para verificar a ocupação das margens e avaliar como o município pode agir nos casos de emergências”, diz Leonardo Madeira, assessor técnico.
Para a elaboração desse plano, o Lagoas do Norte contratou especialistas nas áreas de hidrologia, engenharia de segurança, ciência social e geógrafo. Esses especialistas já estão trabalhando. A equipe participa de reuniões com os técnicos do programa e visitam a região, tanto por terra como em expedição nos rios.
Um dos especialistas é Wagner Nascimento, engenheiro de minas, geotécnico e ex-diretor da Agência Nacional de Mineração. Ele acompanhou o desastre em Brumadinho (MG) no momento do rompimento da barragem. “Esse plano a gente nunca quer usar, mas precisamos estar preparados para casos de emergências. Aqui evidenciamos uma situação iminente em que a chuva pode impactar os rios e estamos identificando quais os procedimentos necessários para salvaguardar a vida das pessoas em casos extremos”, explica Wagner Nascimento.
Fotos: ASCOM Lagoas do Norte




