
Durante esta semana, a Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Executiva de Planejamento Estratégico e Gestão da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), recebeu a equipe da agência alemã Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. Nesta missão, os especialistas puderam conhecer a atual situação do sistema de transporte público, tiveram acesso ao Plano Diretor de Transportes da cidade e se reuniram com a equipe da Equatorial Piauí.
“Iniciamos 2025 com um grande resultado para Teresina. A Prefeitura assinou um memorando de entendimentos com a GIZ, uma agência alemã que cuida de uma cooperação bilateral Brasil-Alemanha que vai nos permitir a realização do estudo de viabilidade que vai nos mostrar os desafios e oportunidades para a eletrificação do transporte público da capital, que é uma das metas estabelecidas no Plano de Ação Climática”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Foto: Lucas Dias/Semcom
Após a assinatura do memorando de entendimentos pelo prefeito Silvio Mendes, as equipes da GIZ, Agenda Teresina 2030 e Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito se reuniram para o repasse de informações acerca da infraestrutura existente, o entendimento da lógica do sistema, sobre o funcionamento do Centro de Comando de Operações (CCO) da STRANS e as necessidades para a implementação da nova frota elétrica.

Para tanto, foi realizada uma visita aos terminais de integração da zona sul da cidade (Parque Piauí e Bela Vista). Lá, os especialistas puderam verificar a estrutura física tanto do terminal quanto do seu entorno. Em reunião com a Equatorial, foram repassadas informações sobre a rede de distribuição e as necessidades de estruturação dos pontos de recarga dos ônibus.
Esse estudo de viabilidade será realizado durante todo o ano de 2025. Caso seja aprovado, ele permitirá a aquisição dos primeiros veículos elétricos que irão compor a frota do transporte público da cidade. “A eletrificação da frota é um importante passo para a mitigação dos efeitos da emergência climática. O Plano de Ação Climática identificou que o setor de transportes é o que mais contribui para a emissão de gases do efeito estufa em Teresina”, explica Leonardo Madeira.
O Plano de Ação Climática é o principal documento que norteia o planejamento das ações de adaptação e mitigação dos efeitos da crise do clima. Teresina foi a décima capital do país a constituir o documento e, a partir daí, vem adotando medidas estruturais e não estruturais para tornar-se mais resiliente e adaptada à nova realidade.
