Prefeitura inicia debate sobre implementação de tecnologia Blockchain no transporte público

Representantes da Superintendência Municipal de Trânsito (Strans) e da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN) reuniram-se com o prefeito Firmino Filho na manhã desta quarta-feira para discutir detalhes da futura implementação da tecnologia Blockchain em Teresina, que visa dar mais transparência e eficácia para o transporte público da cidade.

O uso do Blockchain consistirá na organização e disponibilização de vários dados relativos ao transporte público em uma plataforma digital aberta para a população e diversos setores da sociedade. Teresina é a primeira cidade no mundo a usar este tipo de tecnologia para melhorar a mobilidade urbana, e o projeto será financiado pela Agência Francesa de Desenvolvimento, que estará visitando a capital piauiens no mês de junho.

A utilização da tecnologia prevê o envolvimento de vários atores do poder público e da sociedade civil, e até a visita da agência os responsáveis pelo projeto estarão apresentando os detalhes da ideia a atores ligados à gestão, operacionalização e utilização do sistema de transporte público de Teresina. “Vamos receber uma comitiva da agência no dia 18 de junho. Então ao longo dessas duas semanas nós temos uma agenda com diversas secretarias e hoje a gente inicia com o prefeito”, explica Flávia Maia, coordenadora interina da Agenda 2030 em Teresina, responsável pelo projeto.

A expectativa é que, além de tornar a gestão do transporte público mais transparente, o uso do Blockchain prevê, a curto e médio prazos, um compartilhamento de responsabilidades e melhoria na mobilidade urbana e, a longo prazo, uma redução na produção de gases do efeito estufa. “O projeto do Blockchain é mais um esforço de transparência da prefeitura, que vai servir para a co-gestão do transporte público. Vamos formar um comitê com representantes da sociedade civil, do poder público e também de empresas. A ideia é colocar as cartas na mesa, abrir os dados para que todos os processos fiquem mais claros e com isso o transporte público tenha uma imagem mais positiva e seja mais eficiente”, explica Flávia.

Semplan se reúne com agência para a construção do plano de resiliência urbana em Teresina

Representantes da Secretaria Municipal de Planejamento reuniram-se na manhã desta sexta-feira em Brasília no Ministério das Cidades com a Agência Brasileira de Cooperação para ajustar detalhes do projeto de cooperação internacional entre a Prefeitura Municipal de Teresina e a ONU Habitat que visa aumentar a resiliência urbana da capital piauiense. A apresentação do projeto foi feita por técnicos da Agenda 2030, setor responsável por buscar os objetivos determinados pela ONU para a construção de um mundo melhor e livre da pobreza até o ano 2030.

O projeto já foi aprovado pelo o embaixador João Almino, coordenador da agência de cooperação. “Com aprovação nós demos entrada no projeto para ser analisado em mais detalhes. A reunião é para dar seguimento com esse projeto de cooperação, ajustar os detalhes para fecharmos o acordo de cooperação com a ONU Habitat”, destacou a coordenadora da Agenda 2030 em Teresina, Gabriela Uchôa.

A ONU Habitat, através do programa de resiliência urbana de Barcelona, irão disponibilizar para a prefeitura de Teresina todos o suporte técnico necessário, com técnicos e especialistas, inserindo a prefeitura de Teresina no programa, para a construção do plano de resiliência Urbana da capital piauiense.

O programa promove a capacitação do corpo técnico local e constrói junto com a Prefeitura o diagnóstico da cidade, o mapeamento de vulnerabilidade e de todos os atores envolvidos na resiliência urbana, além de dar suporte à Prefeitura para conseguir fundos e parceiros para implementação de ações para resiliência e projetos futuros. Durante dois anos, os servidores municipais passarão por treinamentos com os técnicos da ONU, que também organizarão seminários com a sociedade civil.

Os principais resultados do projeto serão obtidos na promoção da visibilidade de Teresina no cenário internacional, integração da cidade nas redes de resiliência global, maior facilidade ao acesso a fundos e parceiros internacionais, aumento da capacidade de resiliência do governo local e construção do diagnóstico e de plano de ações para resiliência da cidade, que estará mais preparada para lidar com situações de emergência.

Teresina será pioneira no mundo no uso de Blockchain no transporte público

Teresina será a primeira cidade do mundo a usar a tecnologia Blockchain para gestão do transporte público. O sistema blockchain, que na tradução livre significa cadeia de dados, é uma forma de validar informações e transações, é como se fosse um grande “livro de registro”.

Por meio desse sistema, a capital piauiense armazenará de maneira digital, segura, eficiente, em único lugar e acessível à população, todas as informações relativas ao transporte coletivo, como cumprimento de ordens de serviço, relatórios de viagens, dentre outras. O objetivo é melhorar os serviços e aproximar a sociedade de processos de tomada de decisão na gestão pública, proporcionando essa comunicação confiável e direta.

A iniciativa de aplicar no transporte público, pioneira no mundo, foi desenvolvida pela Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordeanção(Semplan) e Agenda 2030, em parceria com a Organização dos Estados Americanos(OEA), por meio de sua escola de governo aberto, e com a Fundação Hyperledger.

O projeto da Prefeitura, que é denominado ‘Observatório da Mobilidade: blockchain para a co-gestão do transporte público’, já foi selecionado pelo Fundo Europeu para o Clima e receberá o investimento de 300 mil euros. Por se tratar de uma estratégia inédita de urbanismo e por enfocar um tema sensível que exige articulação política, a proposta pode se beneficiar do apoio das agências implementadoras do programa Euroclima+, assim como dos fundos da União Europeia.

“A Prefeitura de Teresina tem feito todo o investimento na parte de infraestrutura, como construção de terminais, corredores, então a gente precisa saber se a operação do sistema deles está adequada e como é que a gente faz o controle da operação. A administração municipal já faz esse monitoramento, mas buscamos algo mais tecnologicamente evoluído. A gente então elaborou uma proposta que pudesse melhorar o transporte público na sua gestão”, ressaltou a coordenadora da Agenda 2030 em Teresina, Gabriela Uchoa. “Então esse projeto inovador de Teresina que sistematiza essa gestão da operação e faz ela transparente, aberta para população, num sistema que é o blockchain, que não pode ser modificado, alterado, qualquer modificação que é feita é rastreada. A ideia é que se crie um comitê de co-gestão e monitoramento desse dados e validação deles e toda essa parte de funcionamento que envolve o transporte coletivo seja monitorado através do sistema blockchain”, explicou Gabriela.

Visando transformar Teresina em cidade inteligente, do futuro e sustentável, o blockchain no transporte público trará para o município o aumento da confiabilidade entre os envolvidos no sistema de transporte e melhora do serviço; o compartilhamento de responsabilidades pelo bom funcionamento do transporte público e aumento de sua eficiência; e a priorização de que o transporte público tenha impacto na redução da emissão de gases de efeito estufa.

 

Como funciona o Blockchain

Blockchain refere-se a registros digitais distribuídos. Uma de suas características é o seu mecanismo de gerar acordo ou consenso acerca de uma nova transação. Cada nova informação gerada sobre um tema aparece como um novo “bloco” em uma cadeia de informações. A incorporação do bloco à cadeia é a forma como se validam as transações. A validação de informação é feita pelos participantes de uma rede por meio de votação, assinatura digital ou similar.

Isso significa que nenhuma informação pode ser alterada sem que todos os envolvidos que compõem a rede tenham conhecimento desta alteração. Incorporar o blockchain a temas complexos como a gestão de sistemas urbanos, por exemplo, significa aumentar a transparência e, consequentemente, a eficácia da operação destes sistemas.

Agenda 2030 e Secretaria de Planejamento Urbano promovem Oficina de Mapeamento Participativo

A Prefeitura de Teresina, por meio da Agenda 2030 e da Secretaria Executiva de Planejamento Urbano (Seplur), promoveu a oficina Geodesing de Mapeamento Participativo, que foi voltada para o Núcleo gestor e a Comissão de Acompanhamento do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) do município. O treinamento teve início na última quarta-feira (25) e encerrou nesta sexta-feira (27), no Centro de Formação Professor Odilon Nunes, no bairro Marquês.

A oficina de mapeamento participativo teve como finalidade o uso da plataforma Geodesing para elaboração de mapas e detalhamento de futuras macrozonas de ocupação urbana em Teresina. O produto da oficina é a primeira etapa da Estratégia de Resiliência Urbana da cidade e será incorporado ao PDOT.

“Promovemos essa oficina para utilizar a metodologia do geodesing, uma ferramenta que faz planejamento urbano colaborativo, onde todas as pessoas contribuem dentro da sua área de atuação, para chegar a uma ideia de planejamento estratégico para a cidade”, explicou a coordenadoras da Agenda 2030 em Teresina, Gabriela Uchôa.

A assessora de Planejamento Urbano da Agenda, Flávia Maia, já destaca que a cidade é um organismo muito complexo, e que para se fazer um planejamento a longo prazo são necessárias múltiplas mãos. “Faz-se necessária a colaboração de diversos atores das diversas áreas de atuação, como drenagem, educação, comércio, planejamento, sociedade civil, dentre outros, para que todos juntos construam uma cidade com desenvolvimento sustentável a longo prazo”, destacou.

O geólogo e mestre em Planejamento Urbano e Geografia, Pedro Casagrande, foi o responsável por conduzir a oficina. Natural e residente do estado de Minas Gerais, o geólogo ressaltou o comprometimento da Prefeitura de Teresina com a cidade. “Vim representar o Geodesing para ajudar no planejamento do novo plano diretor para Teresina. A atividade envolve basicamente a colaboração entre os agentes da sociedade, sendo colaborativa e participativa, permitindo a todos trabalharem juntos de forma horizontal, que foi um grande objetivo atingido”, ressaltou. “Chegamos ao final da oficina com um rascunho em relação ao plano de zoneamento da cidade. Foi uma ótima oportunidade para mim, percebi que a Prefeitura de Teresina quer mudar e fazer acontecer, fazendo com que todas as áreas e subáreas da prefeitura tenham diálogo entre si”, concluiu.

Com a oficina foi gerado um mapa que será incorporado às discussões de revisão do Plano Diretor de Teresina. O produto final é um mapeamento colaborativo a longo prazo para a cidade, que engloba diversos setores de atuação e construído em um consenso entre o Núcleo Gestor, Plano Diretor e Comissão de Acompanhamento, com a Prefeitura e sociedade civil chegando a um entendimento comum em torno do planejamento urbano da cidade.

Teresina será pioneira no mundo no uso de Blockchain no transporte público

Blockchain significa cadeia de dados e é uma forma de validar informações e transações

Teresina será a primeira cidade do mundo a usar a tecnologia Blockchain para gestão do transporte público. O sistema blockchain, que na tradução livre significa cadeia de dados, é uma forma de validar informações e transações, como se fosse um grande “livro de registro”.

Por meio desse sistema, a capital piauiense armazenará de maneira digital, segura, eficiente, em único lugar e acessível à população, todas as informações relativas ao transporte coletivo, como cumprimento de ordens de serviço e relatórios de viagens, dentre outras. O objetivo é melhorar os serviços e aproximar a sociedade de processos de tomada de decisão na gestão pública, proporcionando uma comunicação confiável e direta.

A iniciativa de aplicar no transporte público, pioneira no mundo, foi desenvolvida pela Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) e Agenda 2030, em parceria com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito e a Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio de sua Escola de Governo Aberto, e com a Fundação Hyperledger.

O projeto da Prefeitura, que é denominado “Observatório da Mobilidade: blockchain para a co-gestão do transporte público”, já foi selecionado pelo Fundo Europeu para o Clima e receberá o investimento de 300 mil euros. Por se tratar de uma estratégia inédita de urbanismo, a proposta pode se beneficiar do apoio das agências implementadoras do programa Euroclima+, assim como dos fundos da União Europeia.

“A Prefeitura de Teresina tem feito todo o investimento na parte de infraestrutura, como construção de terminais e corredores, então a gente precisa saber se a operação do sistema deles está adequada e como é que a gente faz o controle da operação. A administração municipal já faz esse monitoramento, mas buscamos algo mais tecnologicamente evoluído. Então elaboramos uma proposta que pudesse melhorar o transporte público na sua gestão”, ressaltou a coordenadora da Agenda 2030 em Teresina, Gabriela Uchoa.

“Esse projeto inovador de Teresina que sistematiza essa gestão da operação e faz ela transparente, aberta para população, num sistema que é o blockchain, que não pode ser modificado, alterado. Qualquer modificação que é feita é rastreada. A ideia é que se crie um comitê de co-gestão e monitoramento desses dados e validação deles e toda essa parte de funcionamento que envolve o transporte coletivo seja monitorado através do sistema blockchain”, explicou Gabriela.

Visando transformar Teresina em cidade inteligente, do futuro e sustentável, o blockchain no transporte público trará para o município o aumento da confiabilidade entre os envolvidos no sistema de transporte e melhora do serviço; o compartilhamento de responsabilidades pelo bom funcionamento do transporte público e aumento de sua eficiência; além da priorização de que o transporte público tenha impacto na redução da emissão de gases de efeito estufa.

Como funciona o Blockchain

Blockchain refere-se a registros digitais distribuídos. Uma de suas características é o seu mecanismo de gerar acordo ou consenso acerca de uma nova transação. Cada nova informação gerada sobre um tema aparece como um novo “bloco” em uma cadeia de informações. A incorporação do bloco à cadeia é a forma como se validam as transações. A validação de informação é feita pelos participantes de uma rede por meio de votação, assinatura digital ou similar.

Isso significa que nenhuma informação pode ser alterada sem que todos os envolvidos que compõem a rede tenham conhecimento desta alteração. Incorporar o blockchain a temas complexos como a gestão de sistemas urbanos, por exemplo, significa aumentar a transparência e, consequentemente, a eficácia da operação destes sistemas.

Segue até o dia 27 de abril votação do Prêmio MuniCiência 2018; Teresina é finalista

Segue até o dia 27 de abril a votação online que garantirá a cidade vencedora do Prêmio MuniCiência 2018, da Confederação Nacional de Municípios (CNM). A votação popular ocorre pelo site http://www.municiencia.cnm.org.br/principal/votacao. O resultado será divulgado no dia 30 de abril.

 

Teresina é uma das finalistas do prêmio que identifica, reconhece e reaplica práticas inovadoras em gestão municipal. Com o Processo Participativo Digital na Revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial de Teresina (PDOT) e do Plano Plurianual (PPA), a capital piauiense ficou entre as 15 finalistas em meio a 252 cidades brasileiras que inscreveram suas práticas inovadoras para a premiação.

 

 

“A prática que ganhar o prêmio vai participar de um guia de reaplicação de boas práticas de inovação na gestão municipal que vai ser distribuído para todos os municípios brasileiros”, explicou a secretária executiva de Planejamento Urbano, Jhamille Almeida. “Então é importante que a nossa população vote para que possamos levar nossa cidade como destaque nacional em algo tão positivo. A votação é rápida, é fácil. Participem, é para todos nós!”, ressaltou.

 

 

Com o Processo Participativo do PDOT e PPA, Teresina criou uma metodologia de participação da sociedade na gestão pública por meio digital. O objetivo foi aproximar cidadãos e governo e promover mais transparência e responsabilização no planejamento, reconhecendo o papel das tecnologias e redes sociais na construção de políticas públicas e fortalecimento da governança. Buscou-se também levar conhecimentos técnicos de urbanismo e gestão aos participantes, traduzindo conceitos complexos para linguagem popular, aproximando assim o discurso técnico e o social.

 

 

Em parceria com o aplicativo Colab, um canal digital de comunicação direta com a população, o processo finalista foi uma criação da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação(Semplan), por meio de sua Secretaria Executiva de Planejamento Urbano, da Secretaria Executiva de Orçamento e Controle de Gestão e da Agenda Teresina 2030.

 

 

“Sermos finalistas já representa como o caso do PDOT e do PPA de Teresina foi um feliz exemplo de como usar métodos científicos para aperfeiçoar o processo de planejamento urbano. E também reflete o caminho de Cidade Inteligente que queremos construir, em que há o fortalecimento do controle social e esse compartilhamento de dados e troca de informações mais facilitados com os cidadãos, que se tornam mais ativos em processos políticos”, concluiu a coordenadora do Agenda 2030 em Teresina, Flávia Maia

 

Servidores Municipais participam de novo encontro sobre dados abertos para o desenvolvimento sustentável

A Agenda 2030 em Teresina realizou nessa terça-feira(27) uma aula com servidores municipais para tratar sobre monitoramento dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS). O encontro faz parte do esforço do monitoramento dos ODS usando dados abertos.

 

Na oportunidade, representantes das secretarias municipais entenderam a importância de ter um banco de dados para monitoramento dos ODS, por meio de um protótipo de um jogo sobre governo aberto e desenvolvimento sustentável.

 

“Essa é a nossa segunda aula dentro de uma formação dos servidores com dados abertos. Foi mais um encontro com boa participação, com os servidores praticando sobre que dados gerar, que informação compartilhar, como montar um banco de dados para monitoramento do desenvolvimento sustentável”, explicou a coordenadora da Agenda 2030 em Teresina, Flávia Maia.

 

Essa ação faz parte de uma estratégia de monitoramento do desenvolvimento sustentável, em curso no âmbito da Agenda 2030, para reforçar o compromisso em regulamentar e colocar em prática a Lei de Acesso à Informação no município e publicar as informações da administração pública em formato aberto.