ClimaTHE24: financiamento ainda é desafio para cidades se adaptarem à crise climática

Os eventos climáticos extremos tornam-se cada vez mais comuns nas cidades brasileiras. Chuvas e calor intenso tem causado mortes e um dos maiores desafio dos gestores públicos é financiar as obras necessárias para que as cidades se adaptem a essa nova realidade. Esse panorama foi tema do debate da tarde desta segunda-feira (27), no primeiro dia de ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina.

Instituições financeiras, como o BNDES e BNB, e gestores públicos estiveram frente a frente debatendo os modelos de acesso às fontes e medidas que podem facilitar o atendimento das necessidades das políticas públicas.

Um case de sucesso abordado na discussão foi o Programa Lagoas do Norte, executado pela Prefeitura de Teresina em parceria com o Banco Mundial. As diretoras da instituição, Viviane Virgolim e Marie-Laure Laiaunie, enviaram vídeo que foi exibido no evento, explicitando o sucesso do empreendimento.

Muito antes do Brasil discutir os impactos das mudanças climáticas nas gestões públicas, o Programa Lagoas do Norte já efetivava o investimento em adaptação. Ele foi a primeira grande experiência que a cidade de Teresina realizou com intervenções multissetoriais integradas.

Com financiamento do Banco Mundial, a Prefeitura de Teresina fez os estudos sobre os impactos das águas dos rios Parnaíba e Poti e das lagoas que banham a zona norte. As águas, que antes causavam enchentes e alagamentos, foram disciplinadas através de canais, desobstrução das margens das lagoas, instalação de comportas e diversas ações junto à população.

Ao todo, o programa teve 14 anos de atuação e tornou-se referência no mundo quando ainda as gestões municipais não tratavam de drenagem, saneamento e educação ambiental de forma planejada e integrada. “Toda essa experiência transformou Teresina em um case de sucesso no mundo. Por isso é que a capital piauiense conseguiu se planejar e sair na frente em diversas iniciativas em face à crise climática. Teresina tem seu Plano de Ação Climática, o Plano de Arborização Urbana e, a partir deles, tem avançado na política de adaptação, especialmente na rearborização, justiça climática, primeira infância e nas parcerias com instituições de renome internacional, como o UNFPA/ONU”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

CLIMATHE24: Ministério das Cidades busca equilibrar Objetivos Globais nas cidades brasileiras

Durante os painéis sobre Biodiversidade e Clima, que integram a 2ª Conferência da Clima de Teresina, o CLIMATHE 24, na tarde desta segunda-feira (27), o Ministério das Cidades integrou debates relevantes para as cidades brasileiras, especialmente nordestinas. Um deles foi “Da COP 16 a COP 30: O cumprimento de metas globais de Biodiversidade e Clima nas Cidades Nordeste”. De acordo com Antônio da Costa e Silva, diplomata e chefe da Assessoria Internacional do Ministério das Cidades, a instituição tem o objetivo de equilibrar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) entre as cidades.

“O Ministério está envolvido na questão da localização e territorialização dos ODS’s. Para nós, está claro que os Objetivos são um conjunto de metas, mas elas se conformam com o que se entende pelo desenvolvimento sustentável e precisam estar equilibradas e transversalizadas. Não há como você tratar um ODS isoladamente. Então, buscamos colocar foco na questão de adaptações e dar atenção aos desafios das cidades na perspectiva urbana, pois quando falamos de preservação ambiental e mitigação de efeitos, isso envolve de forma fundamental os ajustes do meio urbano e sua preservação. Uma coisa vai de encontro a outra e se complementam para que as cidades se fortaleçam em todos os ODS estabelecidos pela ONU”, explicou Antônio.

Os debates sobre o cumprimento das metas globais se desenvolveram em dois blocos de diálogos: governo e municípios. No bloco municípios, o secretário executivo de captação de recursos e monitoramento, Ítalo Portela, e o coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, ambos da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, da Prefeitura de Teresina, trouxeram a perspectiva e os desafios da capital do Piauí, além de ter tido a participação do vereador do Brejo da Madre de Deus, Roberto Asfora Filho, e José Armando Moura Moraes Júnior- Secretário de Meio Ambiente de Serra Talhada.

A programação do ClimaTHE24 segue nesta terça (28), com foco em inovação e justiça climática e quarta (29), com visita técnica dos palestrantes em obras que modificaram a realidade de Teresina, sobretudo no que diz respeito a drenagem e adaptação da zona norte, especialmente nas áreas que costumavam sofrer alagamentos.

A 2ª Conferência do Clima de Teresina acontece no SESC Cajuína, com programação matinal das 9h às 12h, e no período da tarde de 14h às 17h30.

CLIMATHE24: Experiência de quintais verdes é apresentada em Encontro Nordestino de Secretários do Meio Ambiente

Nesta segunda-feira (27), durante a reunião regional do Fórum CB27, que reúne secretários de Meio Ambiente das capitais nordestinas, a Prefeitura de Teresina apresentou suas experiências com o projeto Quintais Verdes: Residencial Edgar Gayoso, que busca minimizar os impactos climáticos sobre a cidade e a população, por meio da Agenda Teresina 2030, vinculada a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN), em parceira com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMAM).

A apresentação foi feita pela Analista de Gestão Pública, Pâmela Basílio, e contou com o Coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira; e do Secretário Municipal do Meio Ambiente de Teresina, José Hélio Lúcio, responsável pela abertura da reunião, que integra a programação da 2ª Conferência do Clima de Teresina.

Quintais Verdes

A capital piauiense apresenta riscos decorrentes de secas prolongadas, enchentes, deslizamentos de terra e aumento da temperatura, que afetam a qualidade de vida da população e a economia local. Com isso, a Prefeitura Municipal de Teresina vem adotando Medidas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas. Essas medidas são: elaboração do Plano de Ação Climática, Análise de Risco Climático e o Plano de Arborização que buscam minimizar os impactos climáticos sobre a cidade e a população.

O Residencial Edgar Gayoso, é um conjunto habitacional do tipo loteamento de casas produzido com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), localizado na zona urbana de Teresina e destinado em grande parte a beneficiários do grupo de pessoas com deficiência. O projeto dos Quintais verdes procura incentivar o cultivo de frutíferas, hortaliças e ervas medicinais nos quintais dos moradores do Residencial. O objetivo é melhorar o conforto térmico, redução de emissões de carbono, promoção da inclusão social, apoiar a agricultura sustentável e garantir a segurança alimentar com alimentos saudáveis e orgânicos; O projeto pensa a conscientização e cuidados com o verdes através de oficinas, onde compartilhamos conhecimentos e colocamos as mãos na terra, plantando mudas e sementes.

CLIMATHE 24

A Conferência do Clima de Teresina, que se iniciou nesta segunda-feira (27), vai até a próxima quarta-feira (29). O ClimaTHE24 é um marco na mobilização da ação climática local, destacando a necessidade de uma resposta imediata e coordenada à crise climática. Neste contexto, o evento traz o tema “A cidade que eu quero é verde” e propõe que Teresina abrace o movimento de rearborização e, assim, consiga frear o avanço das ilhas de calor. Para guiar esse trabalho, a cidade já possui o Plano Municipal de Arborização Urbana, construído pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

3º Encontro Regional ICLEI Nordeste

O 3º Encontro Regional ICLEI Nordeste: Biodiversidade e Clima em Foco no Nordeste – Trilhando Caminhos Sustentáveis, tem como objetivo potencializar ações locais e regionais, com uma agenda voltada para o debate e focada na criação de oportunidades de cooperação. Os Encontros Regionais adotam uma abordagem instrumental, baseada em exemplos de boas práticas e intercâmbio de experiências bem sucedidas, proporcionando amplo networking e incentivando parcerias, negócios sustentáveis, cooperação, participação, inclusão e inovação. Permitindo aos governos locais participantes, reconhecer e acessar instrumentos adequados para agir e responder a demandas imediatas na região.

Teresina é destaque entre capitais brasileiras com Plano de Ação Climática

Teresina é destaque em um levantamento nacional divulgado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), sobre mudanças climáticas. O município integra o grupo de 11 capitais com Plano de Ação Climática.

O documento foi lançado em outubro de 2023, através da Agenda Teresina 2030, vinculada a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação. O Plano de Ação é o principal documento norteador das políticas públicas locais para adaptação e mitigação dos efeitos da emergência climática. 

O documento está disponível no site da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, e pode ser acessado através do link: https://antigo-semplan.pmt.pi.gov.br/climathe/

As 11 capitais brasileiras que têm o Plano são: Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), Recife (PE), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Teresina (PI). Ainda de acordo com o levantamento, Manaus, Belém, Vitória e Porto Alegre estão com o plano em processo de elaboração. 

 “Os eventos extremos no Rio Grande do Sul demonstram a necessidade de os municípios brasileiros de se prepararem adequadamente para o enfrentamento e prevenção das catástrofes climáticas, por meio de estratégias de respostas, mitigação e adaptação. O Plano de Mudanças Climáticas é uma das principais ferramentas que possibilita congregar tais estratégicas”, explicou o diretor geral do IJSN, Pablo Lira.  

“Estamos vivendo um período de alerta no Brasil. São muitas mudanças climáticas que tem impactado a vida de inúmeras pessoas, bem como as cidades e todas as suas atividades. Por isso, estamos investindo nesta pauta, trabalhado nessas questões. Temos a gratidão de dizer que a gestão do Prefeito Dr Pessoa está alinhada e atenta ao que acontece no mundo e possui este plano de ação para nortear as ações públicas”, explicou João Henrique Sousa, secretário municipal de Planejamento e Coordenação.  

O plano tem uma abordagem transversal e deve a sinergia entre diferentes áreas, como infraestrutura, transporte, energia, saúde, educação e planejamento urbano, garantindo uma resposta holística e efetiva aos impactos das mudanças climáticas. Ao adotar esse planejamento integrado, Teresina estará preparada para lidar com os desafios presentes e futuros, tornando-se uma cidade mais resiliente, sustentável e adaptada às condições climáticas futuras, protegendo seus cidadãos. 

 “O Plano de Ação Climática aponta que Teresina vem se tornando uma cidade cada vez mais quente, com períodos de chuvas cada vez mais escassos, porém, quando a chuva vem, ela se apresenta de forma mais intensa que no passado, gerando problemas para nossa cidade. A Prefeitura vem usando a ciência para mapear esses problemas e apesentar soluções efetivas. Um bom exemplo disso é o lançamento do Plano Diretor de Arborização de Teresina em 2023, que prevê um investimento da ordem de R$ 656 mil na nossa cidade”, afirma Jivago Gonçalves, secretário executivo de planejamento estratégico e gestão. 

 Entre as propostas, em linhas gerais, o plano destaca a adoção de políticas públicas que incentivem a arborização da cidade, tanto no âmbito da gestão como no privado, fomento à economia verde, adoção de energia limpa, educação ambiental e climática, realização de obras de infraestrutura que tornem a cidade mais resiliente aos fenômenos climáticos, incentivo ao transporte coletivo limpo, estabelecer uma governança climática e ambiental, fortalecimento da Defesa Civil, melhoria nos sistemas de drenagem, promoção da qualidade dos recursos hídricos, entre outras. 

 O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, ressaltou a importância do documento para a cidade. 

 “O plano traz um inventário de gás de efeito estufa, um amplo estudo de vulnerabilidade, onde mostra quais são as zonas da cidade que precisam de maior atenção e traz um amplo e complexo arranjo de ações, com metas e indicadores do que devemos fazer. O plano envolve não somente ações públicas, mas também apresenta para a sociedade civil o que ela pode fazer. Então a responsabilidade não é somente da gestão pública, a responsabilidade é de toda a sociedade. Nós precisamos do morador no plantio de árvore, na não impermeabilização do seu quintal, na gestão adequada de seu resíduo. Então, essas pequenas ações no dia a dia permitirão que a cidade consiga se adaptar melhor a esse contexto de urgência climática”, explicou Leonardo Madeira. 

CLIMATHE 24 

 A Prefeitura de Teresina realiza entre os dias 27 e 29 de maio, o ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina. A segunda edição pretende ser um marco na mobilização da ação climática local, destacando a necessidade de uma resposta imediata e coordenada às mudanças climáticas. 

Esta iniciativa visa inspirar outras cidades a adotarem abordagens semelhantes, criando um efeito multiplicador que pode levar a mudanças significativas em escala global. O evento busca não apenas educar, mas também empoderar a sociedade com o intuito de formar agentes ativos na transformação de suas comunidades. 

 O evento é uma realização da Agenda Teresina 2030, vinculada à SEMPLAN – Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, em parceria com o ICLEI – Governos Locais Pela Sustentabilidade e com a SEMAM – Secretaria Municipal do Meio Ambiente e contará com a realização do 3º Encontro Regional do ICLEI Nordeste e o CB27, a reunião nacional dos secretários de Meio Ambiente.

Justiça Climática: Prefeitura de Teresina instala Comissão e discute criação de fundo e projetos para populações vulneráveis

A Prefeitura de Teresina, por meio da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, coordenou, nesta quinta-feira (09), a primeira reunião de instalação da Comissão Municipal de Justiça Climática. O órgão tem a função de discutir a implementação de ações, obras, legislação e gestão de políticas públicas voltadas para o atendimento da população climaticamente vulnerável na capital.

A comissão é formada por membros das secretarias municipais de Planejamento e Coordenação; Assistência Social, Cidadania e Políticas Integradas; Educação; Políticas Públicas para Mulheres; Coordenação de Direitos Humanos e Fundação Municipal de Saúde.

Na reunião foram discutidos, entre os temas principais, a aprovação da proposta de criação do Fundo Municipal de Justiça Climática. A partir de agora, a comissão trabalhará na formalização desse documento e todas as suas interfaces para desenvolver essa iniciativa a médio prazo.

“O planejamento do município tem esse papel: pensar a cidade e pensar todas as faces da ação municipal. E a criação desta comissão traz esse planejamento para emergências climáticas, para os mais vulneráveis. Então, o município se prepara e se organiza para desenvolver políticas públicas focadas no clima e nos mais vulneráveis”, afirma Jivago Gonçalves, secretário executivo de Planejamento Estratégico e Gestão da Semplan.

O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, apresentou três projetos que estão sendo desenvolvidos pelo órgão com foco na justiça climática.

Pesquisa

Em parceria com o Fundo de Populações da ONU, a Agenda Teresina 2030 está realizando uma pesquisa com mulheres no contexto de emergência climática. Essa pesquisa está em fase de diagnóstico e levantamento de uma série de dados e tem como base o Plano de Ação Climática. O público são grupos historicamente vulneráveis: mulheres moradoras do bairro Promorar. “Foi constatado que o bairro é um dos mais vulneráveis no prognóstico do plano de ação climática e isso é preocupante. Ele se tornou uma grande ilha de calor e reúne muitas mulheres vulneráveis. Estamos analisando esse bairro e se tornará um estudo piloto para ser aplicado em outras áreas da cidade”, afirma Leonardo Madeira.

Primeira infância e clima

As crianças que vivem em áreas mais periféricas também estão mais vulneráveis aos efeitos da crise climática, principalmente em relação às altas temperaturas e baixa umidade do ar.

A Agenda Teresina 2030 celebrou uma parceria com uma instituição internacional e está desenvolvendo, junto com a Semec, a iniciativa de atendimento aos alunos de um Centro Municipal de Educação Infantil, com idades entre 3 e 5 anos.

“Uma família depende da escola diariamente. A gente costuma dizer que o papel da Semec é social, mais do que educação. É alimentação, assistência social, acesso à saúde e políticas públicas. Tudo é englobado na escola. Então, a gente precisa dar atenção a essas vulnerabilidades que são agravadas pelas questões climáticas”, avalia o secretário de Educação, Reinaldo Ximenes.

Horticultoras

Está em fase de formatação uma iniciativa que será desenvolvida com mulheres horticultoras. Elas estão expostas à radiação solar diariamente em sua atividade, por isso estão mais suscetíveis ao desenvolvimento de doenças cardíacas, câncer e oculares, por exemplo.

Fundo Municipal de Justiça Climática

A tendência já alertada pelos cientistas no mundo todo é que os eventos extremos de calor e chuvas irão se intensificar. Populações inteiras já estão sendo atingidas. Diante desse fato, uma das principais propostas apresentadas na reunião de instalação da comissão foi a criação de um documento para instituir um fundo para atendimento às iniciativas necessárias à população.

“Esse fundo pode ser alimentado por recursos públicos, da iniciativa privada, organismos internacionais. E ele seria direcionado para os mais vulneráveis, em atendimento para os injustiçados do clima. É um desafio para a comissão iniciar os estudos e discussões sobre esse projeto. Num eventual cenário de crise, as pessoas possuem referência de onde doar, o que fazer e é possível gerenciar melhor esses esforços”, explica Leonardo.

A crise climática veio para ficar

Os eventos extremos são o novo normal no Brasil e no mundo. Secas na Amazônia, enchentes, mortes e perdas econômicas no Rio Grande do Sul, ondas de calor que se espalham por todas as regiões tendem a se intensificar. As cidades e os estados precisam se adaptar a essa nova realidade.

O que a Prefeitura de Teresina tem realizado já há alguns anos são ações, obras e iniciativas, como a criação da comissão, com esse intuito. “Nenhuma cidade no mundo está imune aos efeitos dos eventos extremos. As populações mais vulneráveis, aqueles que não possuem meios financeiros de se protegerem do sol, da chuva e das doenças, precisam de educação climática e do apoio do poder público para melhorar suas condições de vida. Esse é o objeto do nosso trabalho diário”, afirma Leonardo Madeira.

Agenda Teresina 2030 abre inscrições para o ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina

A capital do Piauí tem se debruçado sobre a formatação de suas políticas públicas de adaptação acerca dos efeitos da crise climática. Essa construção passa pela discussão dos temas que mais afetam a cidade. Por isso, a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, através da Agenda Teresina 2030, realiza, entre os dias 27 e 29 de maio, o ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina.

A segunda edição pretende ser um marco na mobilização da ação climática local, destacando a necessidade de uma resposta imediata e coordenada às mudanças climáticas. Esta iniciativa visa inspirar outras cidades a adotarem abordagens semelhantes, criando um efeito multiplicador que pode levar a mudanças significativas em escala global. O evento busca não apenas educar, mas também empoderar a sociedade com o intuito de formar agentes ativos na transformação de suas comunidades.

O evento é uma realização da Agenda Teresina 2030, vinculada à SEMPLAN – Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, em parceria com o ICLEI – Governos Locais Pela Sustentabilidade e com a SEMAM – Secretaria Municipal do Meio Ambiente e contará com a realização do 3º Encontro Regional do ICLEI Nordeste e o CB27, a reunião nacional dos secretários de Meio Ambiente.

“Teremos uma oportunidade ímpar de discutir os vários aspectos que envolvem a crise climática em todo o país, em especial o cenário que temos em Teresina. Virão palestrantes especialistas, autoridades dos ministérios envolvidos com a questão, secretários de meio ambiente, governadores, prefeitos, instituições financeiras e universidades”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina será um marco na mobilização da ação climática local, destacando a necessidade de uma resposta imediata e coordenada à crise climática. Neste contexto, o evento traz o tema “A cidade que eu quero é verde” e propõe que Teresina abrace o movimento de rearborização e, assim, consiga frear o avanço das ilhas de calor.

Para guiar esse trabalho, a cidade já possui o Plano Municipal de Arborização Urbana, construído pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

O evento tem parceria com o ICLEI – Governos Locais Pela Sustentabilidade e com a SEMAM – Secretaria Municipal do Meio Ambiente e contará com a realização do 3º Encontro Regional do ICLEI Nordeste e o CB27, a reunião nacional dos secretários de Meio Ambiente.

As inscrições para o evento podem ser feitas acessando o link https://antigo-semplan.pmt.pi.gov.br/climathe-24/

A realidade de Teresina

A capital piauiense vem mergulhando no desafio de se adaptar à nova condição climática. Nessa nova realidade, a capital piauiense tem apresentado níveis de aquecimento superiores ao que é sentido no resto do mundo. Isso representa o agravamento de problemas em várias áreas, como saúde, educação e gestão pública.

A localização da cidade, logo abaixo da linha do Equador, uma posição de extremo do clima quente, favorece esse aquecimento. A temperatura aumenta a uma velocidade duas vezes mais rápido se comparada à média global (de 1,1°C), de acordo com mapas que analisam o aumento de temperatura superficial média no último século (NASA, 2022).

Os efeitos disso já podem ser sentidos pela população. As chuvas estão se tornando tempestades. Sua intensidade tem aumentado, causando mais alagamentos e demandando mais do poder público. Também é possível verificar uma diminuição do período chuvoso com a elevação brusca das temperaturas ao final de cada precipitação. Se antes os meses de maio, junho e julho eram caracterizados pela brisa e ventos que amenizavam a sensação térmica, esse clima amistoso tem dado lugar ao calor. Isso significa que o período mais quente do ano, carinhosamente batizado de B-R-O Bró [setemBRO, outuBRO, novemBRO e dezemBRO], está chegando mais cedo.

Já foi constatado pelo Plano de Ação Climática que parte da culpa se deve à perda de cobertura vegetal. Se antes Teresina era conhecida como “Cidade Verde”, característica que inspirava os poetas locais, hoje se alastram as ilhas de calor, tornado-a insalubre em determinados horários do dia. A constatação óbvia é que essa realidade precisa mudar. Teresina precisa resgatar sua essência.

Teresina terá produção de mudas de plantas nativas que não existem mais na zona urbana

Um mutirão de coleta de sementes, realizado hoje (03) por servidores da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, na Floresta Nacional dos Palmares, permitirá a criação de um banco de sementes e a produção de mudas de espécies nativas que não existem mais na zona urbana de Teresina.
Essas espécies como o cedro, umburana, sapucaia, Anda-açu, tucum e pati, algumas delas não mais vistas nos quintais, nas calçadas e praças da cidade, são facilmente encontradas na floresta. São árvores de grande porte que contribuirão na reconstituição da cobertura vegetal de Teresina.
“Hoje é um dia muito especial. Sou gestora ambiental e ter a experiência de conhecer a Floresta dos Palmares foi especial. Estar aqui e saber que posso contribuir para o resgate da “cidade verde” é muito significativo e fico muito feliz. Essa ação de hoje foi importante para conhecermos a origem da nossa vegetação e saber que podemos contribuir para história de Teresina”, disse Rita Célia, colaboradora da SEMPLAN.
A cidade precisa plantar 15 mil mudas este ano e, a partir de 2025, mais 30 mil mudas todos os anos. As metas estão estabelecidas no Plano Municipal de Arborização Urbana – PDAU, construído pela Semam, e tem a finalidade de frear o avanço das ilhas de calor que tem se formado na cidade, como demonstra o estudo evidenciado no Plano de Ação Climática, elaborado pela Agenda Teresina 2030, ligada à SEMPLAN.
“Esse mutirão foi um pontapé para esse trabalho de resgate da nossa flora tradicional. A Floresta dos Palmares é um remanescente do que Teresina foi há muitas décadas. Aqui estão as espécies que habitavam os quintais, as praças e que era a abundância dessa vegetação que mantinha a cidade com uma temperatura mais amena. Precisamos resgatar essa Teresina mais verde”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.
Esse evento integra a programação de ações que culminarão no ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina, que vai trazer toda a evolução que a cidade vem vivenciando e o novo planejamento urbano que proporcionará resiliência e adaptação diante dos desafios impostos pela crise climática. O tema central é “A cidade que eu quero é verde” e na programação estarão especialistas renomados nacionalmente, especialistas, secretários de meio ambiente da capitais, prefeitos, governadores, membros de ministérios e de bancos internacionais.
O ClimaTHE24 tem parceria com o ICLEI – Governos Locais Pela Sustentabilidade e com a SEMAM – Secretaria Municipal do Meio Ambiente e contará com a realização do 3º Encontro Regional do ICLEI Nordeste e o CB27, a reunião nacional dos secretários de Meio Ambiente.

Dia do Trabalhador: PMT é pioneira no desenvolvimento de debates sobre Justiça Climática

De acordo com um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), publicado nas últimas semanas de abril, as mudanças climáticas afetam a saúde de 70% dos trabalhadores no mundo. O relatório foi divulgado pelas Organizações das Nações Unidas (ONU).

Diante destes dados mundiais e a comemoração do Dia do Trabalhador no Brasil, neste dia 1º de Maio, a Prefeitura de Teresina em uma ação pioneira no Brasil, instituiu a Comissão Municipal de Justiça Climática – COMJUCA. O órgão tem a finalidade de desenvolver, em nível local, a discussão intersetorial e formatação de políticas públicas voltadas para a promoção da justiça climática na capital. O decreto que institui a Comissão foi publicado o dia 15 de Abril (Nº 26.084).

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, “as pessoas submetidas a diferentes formas de desigualdades (econômica, social, de gênero, de raça e etnia) são ainda mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas. Apesar de terem menor participação nas emissões de CO2, as populações de baixa renda são as mais afetadas pelas consequências negativas das alterações do clima e com menor acesso às alternativas de adaptação”, cita.

O estudo de vulnerabilidades realizado para a construção do Plano de Ação Climática mostra que o clima, de fato, atinge a todos indistintamente, porém, seus efeitos são sentidos de forma desigual, especialmente os mais carentes e que trabalham expostos às elevadas taxas de radiação solar. Sem dúvida, a crise climática acentuará ainda mais a perversa desigualdade social.

De acordo com a OIT, “o relatório observa que inúmeras condições de saúde dos trabalhadores (as) têm sido associadas às mudanças climáticas, incluindo câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, disfunções renais e problemas de saúde mental”, descreve o material.

“Esse é um debate que vem sendo capitaneado por instituições mundiais, diante dos cenários climáticos que vem acontecendo em todo o mundo. Por isso, a Prefeitura de Teresina inaugurou uma ampla agenda de debates sobre mudanças climáticas quando, ainda em 2023, iniciou as Conferências do Clima na capital. Quando olhamos para dados como estes da OIT, temos a dimensão de que essa discussão tem várias vertentes e uma delas é a justiça climática. Quem são estes trabalhadores expostos de maneira agressiva às mudanças do clima em nossa cidade? São horticultores, pescadores, auxiliares de serviços gerais, motoristas de aplicativo em motocicletas e bicicletas, entre outros. Como podemos implementar políticas públicas para diminuir estes impactos na vida das pessoas? Então, temos a imensa felicidade em sermos pioneiros nesta ação porque justiça climática é promover políticas que possam diminuir os impactos da crise do clima nas pessoas, especialmente as mais vulneráveis. Um trabalho que começa agora, mas que será ampliado ao longo do tempo, inclusive com destaque na 2ª conferência do clima este ano”, explica Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

“O relatório intitulado “Garantir a segurança e a saúde no trabalho em um clima em mudança (Ensuring safety andhealth at work in a changing climate ) afirma que as mudanças climáticas já estão resultando em sérios impactos para a segurança e a saúde dos trabalhadores e das trabalhadoras em todas as regiões do mundo. A OIT calcula que mais de 2,4 bilhões de trabalhadores(as) (de uma força de trabalho global de 3,4 bilhões) estão provavelmente expostos ao calor excessivo em algum momento do seu trabalho, de acordo com os números mais recentes disponíveis (2020),descreve o material da agência especializada das Nações Unidas.

A Comissão Municipal de Justiça Climática é capitaneada pela Semplan – Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, através da Agenda Teresina 2030, e constituída de membros de várias secretarias, como FMS – Fundação Municipal de Saúde, SEMCASPI – Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, SEMAM – Secretaria Municipal de Meio Ambiente, SEMDEC – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, SMPM – Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, SEMP – Secretaria Municipal de ProduçãoAgrícola, SEMDEF – Secretaria Municipal de Defesa Civil e SEMEC – Secretaria Municipal de Educação.

Agenda Teresina 2030 leva experiências da capital piauiense a seminário promovido pela FGV

O coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira, participou, na tarde desta quarta-feira (24), do seminário “Extremos de chuva, gestão de riscos e adaptação climática em cidades brasileiras”, promovido pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Durante o evento, Leonardo Madeira participou de discussões com gestores de várias prefeituras brasileiras e pode trocar experiências com esses profissionais. “Tivemos uma participação muito proveitosa no seminário. Foi uma oportunidade de trocamos informações com diversas prefeituras e especialistas em desastres e voltamos para Teresina com novas ideias e motivações”, afirma o coordenador.

A capital piauiense tem se destacado na participação em eventos de nível nacional e agora em maio sediará a segunda edição do ClimaTHE24 – 2ª Conferência do Clima de Teresina, com o tema “A cidade que eu quero é verde”.

O evento trará palestrantes de renome, representantes do governo federal, prefeitos e gestores de cidades que estão desenvolvendo políticas públicas exitosas de adaptação e mitigação dos efeitos da crise do clima.

“Em maio, Teresina vai protagonizar um grande evento que vai propor uma discussão pertinente sobre a cidade que nós queremos daqui para frente. Teresina tem um Plano de Ação Climática, que traz metas bem estabelecidas. O que estamos fazendo é construir os caminhos para que elas sejam cumpridas e, assim, proporcionarmos à cidade a capacidade adequada de lidar com os extremos de chuvas e altas temperaturas”, explica Leonardo Madeira.

O ClimaTHE24 é promovido pela Agenda Teresina 2030, órgão ligado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, em parceira com o ICLEI – Governos Locais Pela Sustentabilidade.

Teresina é pioneira na instituição de comissão para desenvolver ações de justiça climática

Em uma ação pioneira no Brasil, a Prefeitura de Teresina instituiu a Comissão Municipal de Justiça Climática – COMJUCA. O órgão tem a finalidade de desenvolver, em nível local, a discussão intersetorial e formatação de políticas públicas voltadas para a promoção de justiça climática na capital.

O estudo realizado para a construção do Plano de Ação Climática detectou que parte da população teresinense sente mais os efeitos das mudanças climáticas (calor intenso, alagamentos, inundações, arboviroses). É a população que reside nos bairros mais afastados, sem acesso a saneamento básico, que trabalha em atividades com alta exposição solar.

“Temos a imensa felicidade em sermos pioneiros nesta ação porque justiça climática é promover políticas que possam diminuir os impactos da crise do clima nas pessoas. Então, esse trabalho passa por diversos setores, como saúde, educação, saneamento. Por isso, a nossa intenção é unir forças, experiências e vivências dentro do poder público e, assim, ampliarmos a visão do problema”, afirma Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A comissão é capitaneada pela Semplan – Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, através da Agenda Teresina 2030, e constituída de membros de várias secretarias, como FMS – Fundação Municipal de Saúde, SEMCASPI – Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas, SEMAM – Secretaria Municipal de Meio Ambiente, SEMDEC – Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, SMPM – Secretaria Municipal de Políticas Públicas para Mulheres, SEMP – Secretaria Municipal de Profução Agrícola, SEMDEF – Secretaria Municipal de Defesa Civil e SEMEC – Secretaria Municipal de Educação.