Prefeitura inicia conversa com permissionários para início da segunda etapa da reforma do Mercado Central

Assim como aconteceu na primeira fase, a reforma acontecerá em etapas

Créditos: Ascom

Para estreitar o diálogo com os permissionários do Mercado São José acerca das mudanças temporárias para o início da segunda etapa da reforma do Mercado, foi realizada, na manhã desta segunda-feira (14), uma reunião com representantes da Prefeitura de Teresina e do Mercado Central.

As conversações iniciaram em virtude do final do processo licitatório, que deve acontecer na próxima semana, para a contratação de empresa para a execução da segunda etapa da reforma. Esta etapa inclui os permissionários que trabalham com cereais e as lojas com fachadas voltadas para as ruas Riachuelo e Lisandro Nogueira.

Assim como aconteceu durante a primeira etapa das obras, que correspondeu à parte histórica do Mercado, a Prefeitura de Teresina irá realizar a reforma do prédio em etapas para não prejudicar os vendedores que comercializam no local e para evitar a remoção dos permissionários enquanto durarem os trabalhos de reestruturação do prédio.

Segundo Weldon Bandeira, superintendente da SDU Centro/Norte, é essencial que a definição dos locais provisórios para que os sete permissionários da parte externa sejam realocados aconteça o mais rápido possível para o início imediato das obras após a finalização da licitação.

“O início das nossas conversas com os permissionários acontece no sentido de organizar os permissionários e fazer a obra por etapas, com a intenção de não prejudicar as vendas e a movimentação do local”, explicou.

Prefeitura e Infraero estabelecem termo técnico de cooperação por Plano de Zoneamento de Ruídos

O termo é importante para que o aeroporto de Teresina obtenha certificações junto à Anac

 
Créditos: Rômulo Piauilino

O prefeito Firmino Filho e o superintendente da Infraero no Piauí, Marco Aurélio Zenni, estiveram reunidos no final da manhã desta segunda-feira (14) para discutir a cooperação técnica para o Plano de Zoneamento de Ruído do Aeroporto Petrônio Portela. O plano fará parte do Plano Diretor de Ordenamento Territorial da Capital piauiense.

A intenção da Infraero é compatibilizar o uso e a ocupação do solo com os municípios de Teresina e Timon (MA) abrangidos pelas curvas de ruído e diminuir o impacto do ruído das operações aeroportuárias. O Plano de Zoneamento de Ruído é uma exigência da Anac – Agência Nacional de Aviação Civil – e já vem sendo discutido desde o ano passado entre a Infraero e a Prefeitura de Teresina.

Segundo o superintendente da Infraero, Marco Aurélio Zenni, o acordo de cooperação está concluído e o jurídico da PMT já sinalizou positivamente para a assinatura. “Estamos aqui para apresentar ao prefeito Firmino Filho a minuta para que possamos assinar”, detalha.

O Plano de Zoneamento de Ruído tem como objetivo representar geograficamente a área de impacto do ruído aeronáutico decorrente das operações no aeroporto Petrônio Portella. Ainda de acordo com Marco Aurélio Zenni, esse é um passo importante para que o aeroporto de Teresina possa obter certificações junto à Anac.

 

Firmino Filho apresenta em Brasília projeto de cooperação internacional entre PMT e ONU Habitat

Programa promove capacitação do corpo técnico local e constrói junto com a Prefeitura o diagnóstico da cidade

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, apresentou ao embaixador João Almino, da Agência Brasileira de Cooperação, em Brasília, o projeto internacional entre a Prefeitura Municipal de Teresina e a ONU Habitat para inserção da capital piauiense no programa de Resiliência Urbana da ONU, que visa tornar as cidades mais resistentes a possíveis ameaças.

O chefe do executivo municipal esteve acompanhado pelo secretário municipal de Planejamento e Coordenação, José João Braga, e o coordenador do escritório da Prefeitura em Brasília, Erick Amorim. “Esse foi um encontro de aprovação prévia da solicitação de recurso UN-Habitat para elaboração do Plano de Resiliência para Teresina. O embaixador e a equipe da Agência Brasileira de Cooperação farão a análise do que foi apresentado”, ressaltou o secretário José João Braga.

O programa promove a capacitação do corpo técnico local e constrói junto com a Prefeitura o diagnóstico da cidade, o mapeamento de vulnerabilidade e de todos os atores envolvidos na resiliência urbana, além de dar suporte à Prefeitura para conseguir fundos e parceiros para implementação de ações para resiliência e projetos futuros. Durante dois anos, os servidores municipais passarão por treinamentos com os técnicos da ONU, que também organizarão seminários com a sociedade civil.

Os principais resultados do projeto serão obtidos na promoção da visibilidade de Teresina no cenário internacional, integração da cidade nas redes de resiliência global, maior facilidade ao acesso a fundos e parceiros internacionais, aumento da capacidade de resiliência do governo local e construção do diagnóstico e de plano de ações para resiliência da cidade, que estará mais preparada para lidar com situações de emergência.

Além disso, o projeto fará com que Teresina receba o licenciamento do programa e seja responsável por transmitir para outras cidades do Brasil a sua metodologia, agindo como facilitador e disseminador do programa no Brasil.

Teresina será pioneira no mundo no uso de Blockchain no transporte público

Blockchain significa cadeia de dados e é uma forma de validar informações e transações

Teresina será a primeira cidade do mundo a usar a tecnologia Blockchain para gestão do transporte público. O sistema blockchain, que na tradução livre significa cadeia de dados, é uma forma de validar informações e transações, como se fosse um grande “livro de registro”.

Por meio desse sistema, a capital piauiense armazenará de maneira digital, segura, eficiente, em único lugar e acessível à população, todas as informações relativas ao transporte coletivo, como cumprimento de ordens de serviço e relatórios de viagens, dentre outras. O objetivo é melhorar os serviços e aproximar a sociedade de processos de tomada de decisão na gestão pública, proporcionando uma comunicação confiável e direta.

A iniciativa de aplicar no transporte público, pioneira no mundo, foi desenvolvida pela Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) e Agenda 2030, em parceria com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito e a Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio de sua Escola de Governo Aberto, e com a Fundação Hyperledger.

O projeto da Prefeitura, que é denominado “Observatório da Mobilidade: blockchain para a co-gestão do transporte público”, já foi selecionado pelo Fundo Europeu para o Clima e receberá o investimento de 300 mil euros. Por se tratar de uma estratégia inédita de urbanismo, a proposta pode se beneficiar do apoio das agências implementadoras do programa Euroclima+, assim como dos fundos da União Europeia.

“A Prefeitura de Teresina tem feito todo o investimento na parte de infraestrutura, como construção de terminais e corredores, então a gente precisa saber se a operação do sistema deles está adequada e como é que a gente faz o controle da operação. A administração municipal já faz esse monitoramento, mas buscamos algo mais tecnologicamente evoluído. Então elaboramos uma proposta que pudesse melhorar o transporte público na sua gestão”, ressaltou a coordenadora da Agenda 2030 em Teresina, Gabriela Uchoa.

“Esse projeto inovador de Teresina que sistematiza essa gestão da operação e faz ela transparente, aberta para população, num sistema que é o blockchain, que não pode ser modificado, alterado. Qualquer modificação que é feita é rastreada. A ideia é que se crie um comitê de co-gestão e monitoramento desses dados e validação deles e toda essa parte de funcionamento que envolve o transporte coletivo seja monitorado através do sistema blockchain”, explicou Gabriela.

Visando transformar Teresina em cidade inteligente, do futuro e sustentável, o blockchain no transporte público trará para o município o aumento da confiabilidade entre os envolvidos no sistema de transporte e melhora do serviço; o compartilhamento de responsabilidades pelo bom funcionamento do transporte público e aumento de sua eficiência; além da priorização de que o transporte público tenha impacto na redução da emissão de gases de efeito estufa.

Como funciona o Blockchain

Blockchain refere-se a registros digitais distribuídos. Uma de suas características é o seu mecanismo de gerar acordo ou consenso acerca de uma nova transação. Cada nova informação gerada sobre um tema aparece como um novo “bloco” em uma cadeia de informações. A incorporação do bloco à cadeia é a forma como se validam as transações. A validação de informação é feita pelos participantes de uma rede por meio de votação, assinatura digital ou similar.

Isso significa que nenhuma informação pode ser alterada sem que todos os envolvidos que compõem a rede tenham conhecimento desta alteração. Incorporar o blockchain a temas complexos como a gestão de sistemas urbanos, por exemplo, significa aumentar a transparência e, consequentemente, a eficácia da operação destes sistemas.

Cerca de 1.500 pessoas serão atendidas diariamente na Justiça Itinerante no Lagoas do Norte até sexta(20)

Teve início nesta segunda-feira(16), no Parque Lagoas do norte, a ação Justiça Itinerante do Tribunal de Justiça do Piauí(TJ-PI). A população da zona Norte de Teresina e demais regiões compareceu em peso para a utilização dos serviços judiciais e sociais gratuitos que, no primeiro dia de ação, conta com os serviços da Defensoria Pública do Estado, Ministério Público Estadual(MPE), TJ-PI e SEBRAE.