Resiliência urbana: Viver+Teresina licita obra de drenagem que vai resolver problema de alagamento no Parque Alvorada


O Viver+Teresina, grupo vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação para mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, está licitando a contratação de uma empresa que fará a obra de drenagem que resolverá o problema de alagamento em alguns pontos do bairro Parque Alvorada, zona norte da capital. A obra está orçada em cerca de R$ 1 milhão, com recursos oriundos de financiamento do Banco do Brasil.

O Parque Alvorada tem um problema corriqueiro, anual, de inundações localizadas. Com a intensificação dos efeitos das mudanças climáticas, Teresina deverá receber um volume maior de chuvas nos próximos anos. E essa obra vai prevenir o agravamento dos alagamentos na região. Além desse efeito, as mudanças climáticas também estão provocando o aumento do período de B-R-O Bró.

“Estamos implementando projetos com foco em sustentabilidade para que Teresina se torne uma cidade mais resiliente, capaz de gerenciar seus problemas de infraestrutura de forma ambientalmente responsável. Nós temos o mapeamento desses problemas e estamos nos debruçando sobre ele”, afirma Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.

O projeto buscou atender às necessidades de se utilizar uma solução baseada na natureza. Por isso, além da construção de galerias, a água será drenada para a lagoa localizada no bairro Nova Brasília.

“Como a gente sabe, as mudanças climáticas têm provocado efeitos em todo o mundo e Teresina não é diferente. Existe a expectativa de que o volume de chuvas aumente consideravelmente. Então, essa obra faz parte de um planejamento do Viver+Teresina para impedir que vários pontos da cidade sofram ainda mais com esse problema no futuro”, afirma Renan Gomes, engenheiro do Viver+Teresina.

Agenda 2030 programa lançamento do Plano de Ação Climática de Teresina

Teresina ganhará um plano que institui as políticas públicas de enfrentamento às mudanças climáticas e seus efeitos. O Plano de Ação Climática, elaborado pela Agenda 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan. O órgão está finalizando o relatório para que seja apresentado à população em outubro.

O Plano de Ação Climática contempla estudos da atual situação da cidade e projeta os cenários de médio e longo prazos para aumento da temperatura média registrada na cidade, alagamentos, queimadas, riscos de desabamentos e outros efeitos da mudança climática.

Teresina tem apresentado níveis de aquecimento superiores ao que é sentido no resto do mundo. Isso representa o agravamento de problemas em várias áreas, como saúde, educação e gestão pública.

A localização da cidade, logo abaixo da linha do Equador, uma posição de extremo do clima quente, favorece esse aquecimento. A temperatura aqui aumenta a uma velocidade duas vezes mais rápida se comparada à média global (de 1,1°C), de acordo com mapas que analisam o aumento de temperatura superficial média no último século (NASA, 2022).

Os efeitos disso já podem ser sentidos pela população. As chuvas estão se tornando tempestades. Sua intensidade tem aumentado, provocando estragos maiores a prédios públicos e privados, causando mais alagamentos e demandando mais do poder público. Também é possível sentir um aumento do período chuvoso com a elevação brusca das temperaturas assim que as chuvas cessam. Se antes os meses de maio, junho e julho eram caracterizados pela brisa e ventos que amenizavam a sensação térmica, hoje tem-se um aumento do período de calor. Ou seja, o B R O Bró está chegando mais cedo.

Estudo publicado pelo Cesu – Centro de Eficiência em Sustentabilidade Urbana da UFPI afirma que “além de aumentar as temperaturas em Teresina, as mudanças climáticas exacerbam fenômenos climáticos extremos. No município isso representa tempestades mais intensas e aumento da duração da estação chuvosa. Segue-se que as frequentes enchentes fluviais, pluviais e repentinas que acontecem em Teresina tendem a se tornar mais frequentes e graves, com impacto na oferta de infraestrutura e serviços, representando perdas econômicas para o município e agravando a exposição ao risco de famílias em situação de vulnerabilidade (CRGP, 2021).”

Ainda de acordo com esse estudo, “quando se trata da crise climática, a situação de Teresina é de risco a extremo risco, de acordo com dados do Índice de Vulnerabilidade do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF, 2014). Teresina apresenta valores que performam abaixo da média nacional, para as variáveis “vulnerabilidade à mudança climática”4, “exposição”5, “sensibilidade”6 e “capacidade adaptativa”7. Teresina apresenta, portanto, alta vulnerabilidade à mudança climática, extrema exposição, alta sensibilidade e baixo risco com relação à capacidade adaptativa (que apresenta resultados apenas em nível nacional) (CAF, 2014 apud TERESINA, 2018c). É importante reconhecer que a mudança climática impacta nos territórios dentro da cidade de forma diferente, expondo populações vulneráveis a um risco maior de sofrerem com efeitos mais severos. Nesse caso, o índice reflete uma média da realidade local, mas não evidencia os pontos de maior fragilidade.”

De acordo com o Relatório de Vulnerabilidade Climática do Piauí, publicado em 2019, Teresina apresenta riscos decorrentes de secas prolongadas, enchentes, deslizamentos de terra e aumento da temperatura, que afetam a qualidade de vida da população e a economia local. A cidade já sofreu com eventos climáticos extremos, como as enchentes ocorridas em 2019 e 2020, que resultaram em prejuízos para as famílias e para o comércio local.

Em consonância com os ODS, a Prefeitura também tem adotado medidas de adaptação e mitigação às mudanças climáticas, como a elaboração do Plano de Ação Climática e a Análise de Risco Climático, objeto deste produto, visando minimizar os impactos climáticos sobre a cidade e a população. A avaliação de risco climático inclui a avaliação da exposição, das ameaças climáticas e das vulnerabilidades das cidades ao longo do tempo.

Semplan participa do FinanCidades e apresenta desafios de Teresina para se tornar uma cidade sustentável

A Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan participou, nesta quinta-feira (10), do FinanCidades, uma rodada de negócios promovida pela instituto WRI Brasil e pela Rede para Financiamento de Infraestrutura Sustentável em Cidades, na qual mais de dez instituições financeiras avaliarão propostas voltadas à sustentabilidade urbana.
O evento teve o objetivo de catalisar parcerias e impulsionar a implementação de projetos verdes e de baixo carbono por cidades brasileiras. Além de Teresina, outras 41 cidades expuseram seus projetos e desafios.
A capital piauiense foi representada pela Agenda 2030 da Semplan, através do seu coordenador Leonardo Madeira. “Esse evento foi muito importante para Teresina. Nele, pudemos apresentar nossos desafios e propostas para instituições que financiam projetos em todo o mundo. Com nossa expertise e mostrando resultados que já temos alcançado nos últimos anos, demonstramos que Teresina tem interesse em se tornar uma cidade sustentável e inteligente”, disse Leonardo Madeira.
Durante o FinanCidades, o coordenador da Agenda 2030 teve a oportunidade de estabelecer diálogos com os representantes de quatro instituições: Alexandre Takahashi, do New Development Bank (BRICS); Eri Taniguchi, da JICA; João Paulo de Oliveira, da Caixa; e André Luís Souto, do BNDES.
Expertise
A cidade de Teresina já vem desenvolvendo obras e ações com foco em sustentabilidade e no enfrentamento das mudanças climáticas através do Viver+Teresina.
A equipe tem se debruçado sobre as análises climáticas e desenvolvido projetos de engenharia e arquitetura, utilizando soluções baseadas na natureza, para minimizar os efeitos extremos, como alagamentos e o calor, que impactam a vida da população.
O Viver+Teresina é um braço da Semplan que executa os projetos em parceria com diversos organismos financeiros, como Banco do Brasil e CAF – Banco de Desenvolvimento da América Latina.

Agenda 2030 e ONU fazem parceria para desenvolvimento de ações sobre efeito das mudanças climáticas na população de Teresina

A população mais socialmente e financeiramente vulnerável é a mais afetada pelas mudanças climáticas. O calor e os eventos extremos provocam o envelhecimento precoce e várias enfermidades e isso será objeto de uma parceria entre a Agenda 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, e o UNFPA – Fundo de População das Nações Unidas, escritório da ONU voltado para populações em situação de vulnerabilidade.
A cooperação foi discutida em reunião entre o coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira; Luana Silva e Pedro Pinheiro, do Programa de Gênero, Raça e Etnia da UNFPA, em Brasília, nesta quinta-feira (10).
“Vamos assinar um memorando de intenções com a UNFPA para desenvolver vários trabalhos. Vamos fazer uma pesquisa importante para avaliar os impactos das mudanças climáticas sobre o envelhecimento precoce da população e vários aspectos de saúde, especialmente na população mais vulnerável”, afirma Leonardo Madeira.
Os termos da cooperação preveem a realização do estudo e capacitação dos servidores de secretarias estratégicas da Prefeitura de Teresina, como as que trabalham políticas públicas nas áreas de assistência social, mulheres e saúde.
O Fundo de População das Nações Unidas é o organismo da ONU responsável por questões populacionais e atua junto a estados e municípios no apoio ao desenvolvimento de políticas públicas voltadas para setor e da população mais vulnerável sob vários aspectos.

CITinova: em fórum de cidades sustentáveis no Pará, Agenda 2030 debate projetos de Teresina com novo investimento

As iniciativas que Teresina vem planejando para se tornar uma cidade mais sustentável e ambientalmente inteligente, especialmente no contexto das mudanças climáticas, estão sendo apresentadas no Fórum de Desenvolvimento Sustentável das Cidades 2023, realizado em Belém (PA) no contexto da Cúpula da Amazônia. O coordenador da Agenda 2030, Leonardo Madeira, e a analista de gestão pública Pâmela Basílio representam a Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação no evento. Além deles, o Secretário do Meio Ambiente, Luís André, e a gerente de planejamento e projetos da Semam, Shélyda Rodrigues, também estão presentes.
Estão sendo apresentadas diversas soluções e iniciativas no âmbito dos projetos CITinova, com foco nos projetos-pilotos já executados em Brasília (DF) e Recife (PE), e planejados para Belém (PA), Florianópolis (SC) e Teresina (PI).
“O objetivo do CITinova é a promoção de soluções inovadoras para o desenvolvimento sustentável de cidades. Em sua primeira fase, Brasília e Recife foram contempladas com soluções que ganharam repercussão em nível nacional e internacional. Em Brasília nós temos um dos melhores sistemas de gestão ambiental do Brasil desenvolvido através desse projeto e em Recife tivemos a construção dos jardins filtrantes, que também ganharam grande repercussão. Nessa segunda fase, o desafio aumentou porque são três cidades e suas regiões metropolitanas: Teresina, Belém e Florianópolis. Teresina se encontra em grande expectativa de poder iniciar os debates e receber os investimentos de doação do Fundo Global para o Meio Ambiente”,
Durante o fórum também estão sendo apresentadas ferramentas estratégicas para apoiar as cidades amazônicas no processo de transformação urbana a partir do planejamento integrado, tecnologias sustentáveis e implementação da Agenda 2030.
O CITinova concretiza nos municípios as diretrizes das agendas globais de desenvolvimento sustentável e mudanças climáticas, utilizando ferramentas e projetos-piloto para o planejamento urbano integrado e o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.
Financiados pelo Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), os projetos CITinova I e II são liderados pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) com subsídios ao aprimoramento ou formulação de políticas públicas mais condizentes com os desafios enfrentados pelas cidades brasileiras.
Colômbia
A Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), participou na última semana do mês de julho do intercâmbio entre países para tratar de soluções baseadas na natureza urbana. Além do Brasil, participaram representantes da Costa Rica, Argentina e Colômbia. O encontro aconteceu em Barranquilla, na Colômbia, para dialogar sobre a experiência da cidade na implementação de projetos bem-sucedidos de soluções urbanas baseadas na natureza.
Representando Teresina, estiveram o Secretário Executivo de Planejamento Estratégico e Gestão, Jivago Gonçalves, e o Coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira. No encontro, foi apresentado a experiência de Teresina com financiamentos sustentáveis.
A UrbanShiftA, em colaboração com a Cities4Forests, organizou o Intercâmbio entre Pares (P2P). Esse evento reuniu mais de 20 representantes de governos municipais e nacionais de 8 cidades e 4 condados da região da América Latina e do Caribe que estão trabalhando no NBS e buscam aprender com a experiência de Barranquilla na implementação de muitos projetos bem-sucedidos de NBS nos últimos anos.

Equipe do Viver+Teresina participa de treinamento de atualização do SEI

Nesta sexta feira (04), a equipe técnica do Viver+Teresina, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, participou de treinamento promovido pela Prodater – Empresa Teresinense de Processamento de Dados sobre o SEI – Sistema Eletrônico de Informações.
No treinamento, os profissionais repassaram informações sobre a atualização das funcionalidades do sistema, que passou por uma atualização com a implantação de novos recursos, como também um novo manual de instruções.
É através do SEI que tramitam todos os processos eletrônicos da Prefeitura de Teresina, desde um simples memorando até processos de licitação. “Por isso, é necessário que os servidores estejam sempre atualizados sobre o seu funcionamento”, afrima Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.
O treinamento aconteceu no Centro de Formação Odilon Nunes e contou com a participação de servidores de várias secretarias.

Prefeitura de Teresina realiza “Escuta das Crianças” em CMEI no bairro Parque Brasil

A Prefeitura de Teresina, por meio da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento, esteve na CMEI Professor Roberto Gonçalves Freitas, no bairro Parque Brasil, zona Norte, para uma visita que faz parte da Oficina de Escuta da Primeira Infância no município. A ação tem como público-alvo crianças de até 6 anos de idade, estudantes dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI).

Fotos: ASCOM Urban95

A ação tem como parceira a Urban95, programa desenvolvido pela Fundação Bernard Van Leer, que auxilia municípios a incluírem a perspectiva de bebês, crianças pequenas e cuidadores no planejamento urbano, nas estratégias de mobilidade e também nos seus programas e serviços.
“Esse é um trabalho que vem sendo desenvolvido de forma ativa e em parceria com as demais pastas que integram o trabalho de elaboração e execução de estratégias e  políticas públicas voltadas para a primeira infância de Teresina. Ficamos felizes com os resultados já alcançados, como o recente Plano Municipal para Primeira Infância, e estamos buscando ainda mais ações para essas crianças e seus cuidadores”, frisou Leonardo Madeira, coordenador do Departamento Agenda Teresina 2030.

Fotos: ASCOM Urban95

 

Durante a programação, as crianças juntamente com os responsáveis e professores da instituição, realizaram um passeio ao entorno da CMEI para dar continuidade à segunda etapa da escuta. Após o passeio foram feitas oficinas de pinturas e lazer com a participação das crianças nas instalações que funcionam como laboratório para as próximas ações.
Foto: ASCOM Urban95
Foto: ASCOM Urban95

Viver+Teresina prioriza equipamentos para a primeira infância em seus projetos

A cidade costuma ser pensada para a população adulta porque é ela que a vive mais intensamente e demanda por mais serviços. Porém, aquelas que priorizam ações e obras voltadas para as crianças estão investindo em um futuro com mais qualidade de vida. E a capital piauiense abraçou esta causa, através de uma parceria do Viver+Teresina e da Agenda 2030, equipes integrantes da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação.

O foco desta integração é propiciar que as crianças de Teresina possam ter mais segurança no caminho para a escola, mais espaços para desenvolver suas habilidades, para o lazer e exercitar o corpo. “Uma cidade que trata suas crianças como prioridade tem a certeza de que, no futuro, será formada por cidadãos mais conscientes do espaço público e poderá garantir mais oportunidades a eles”, destaca Bruno Quaresma, diretor geral do Viver+Teresina.

Esta inciativa surgiu da parceria com a Urban95, programa que oferece suporte e acompanhamento para a construção de diagnósticos sobre a primeira infância. “A Semplan vem desenvolvendo essa parceria, que já tem rendido frutos. Temos o Plano Municipal para a Primeira Infância, que norteia todo esse trabalho. O recém-criado Viver+Teresina vai, agora, materializar todo esse esforço através de suas obras e ações de conscientização”, explica Leonardo Madeira, coordenador da Agenda 2030.

Atualmente, já estão em fase de elaboração dois projetos e obras. Um deles será construído no residencial Parque Brasil, zona norte. Trata-se de um grande parque que está sendo projetado  de forma a atender às necessidades de desenvolvimento social, motor, sensorial e intelectual das crianças, garantindo segurança para que elas e seus cuidadores possam usufruir do espaço. O parque tem uma proposta inovadora, tanto no uso de materiais não convencionais como no seu objetivo.

As equipes realizaram processos de escuta ativa e elaboraram um diagnóstico da situação de vulnerabilidade dessa comunidade e das condições de vida das crianças de 0 a 6 anos e seus cuidadores. Com base nesse diagnóstico, concluiu-se que há a necessidade de um espaço de convivência, brincadeira e ludicidade para essas crianças. O projeto está sendo pensado para contemplar áreas de brincar, jardins, convivência e experimentação da natureza, além de espaços para que os cuidadores também possam socializar. Estarão contidos nesse projeto diversos tipos de materiais inovadores para que as crianças possam desenvolver a motricidade, os sentidos e a socialização entre elas. Além disso, será totalmente arborizado, contribuindo para que a comunidade possa ter uma área verde, o que ajuda na queda das temperaturas e sensação térmica.

O segundo projeto em elaboração será implementado no bairro São Joaquim, também na zona norte. Será feita a urbanização de uma área de degradação ambiental no bairro São Joaquim, no entorno da lagoa. O projeto foi construído em parceria com a população e contemplará a instalação de equipamentos esportivos, de lazer e socialização para todas as faixas etárias, com um olhar especial voltado para a lagoa, degradada por conta do acúmulo de lixo ao longo de muitos anos. Além do lixo que é jogado pela população, a lagoa recebe esgoto, o que compromete sua fauna e flora.

A primeira infância está totalmente presente nesse projeto. Ao longo de todo o trecho em redor da lagoa, serão alocados equipamentos que garantam o trânsito seguro para elas tanto no caminho para a escola quanto nos momentos de brincadeira. As ruas do entorno também vão ser adaptadas. Para garantir a brincadeira, estão sendo pensados brinquedos como labirinto, playground, espaço com piso emborrachado, jardim, anfiteatro para apresentações culturais, faixas elevadas para travessia, brinquedos feitos com pneus e campo de futebol, por exemplo.

A Urban95, parceira no desenvolvimento dessas atividades, é um programa que oferece suporte e acompanhamento para construir diagnósticos sobre a primeira infância, implementar o Plano Municipal pela Primeira Infância e promover ações de requalificação de espaços públicos, mobilidade para famílias, gestão de dados e melhorias de serviços para a primeira infância.

Viver+Teresina realiza EcoFérias para crianças da zona norte neste sábado (15)

O Viver+Teresina promove o EcoFérias, evento com brincadeiras e atividades que chamam a atenção da população para a importância da preservação do meio ambiente. A programação acontece neste sábado (15), das 8h às 11h, no Parque Lagoas do Norte.

A programação está recheada de brincadeiras, pintura de rosto, apresentação do palhaço Sardinha e da dupla Bolim e Bolão, tremzinho da Semel, distribuição de brindes e de mudas de plantas.

Para os adultos, a Equatorial Piauí trará o programa E+ Troca de Lâmpadas, em que cada cliente da empresa pode trocar até cinco lâmpadas usadas por novas de led, modelo que garante mais eficiência na iluminação e economia na conta de luz.

“O Viver+Teresina não trabalha apenas as obras necessárias para que nossa cidade enfrente os efeitos das mudanças climáticas de forma mais resiliente, mas também busca difundir os conceitos de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente diretamente com a população. E esses eventos são essenciais nesse processo”, afirma Apoena Amorim, diretor de Coordenação do Viver+Teresina.

Prefeitura de Teresina apresenta projetos sustentáveis em evento na Costa Rica

A Prefeitura de Teresina, representada por dois servidores da Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, encerra hoje (6), sua participação na segunda edição do UrbanShift Academia da Cidade na América Latina, um evento que reúne participantes de mais de 30 cidades para treinamentos sobre soluções baseadas na natureza e planejamento integrado de ações climáticas. O evento acontece em San José, Costa Rica, e teve início no dia 4 de Julho.

Durante o evento, os servidores da Prefeitura de Teresina apresentaram algumas ações do município, como projetos do Parque Ambiental do Mocambinho, a reforma no Encontro dos Rios e a obra de revitalização da Praça dos Orixás, situados na zona Norte da capital. “O painel em questão teve como objetivo trocar experiências sobre problemas no seu país resolvidos com soluções baseadas na Natureza”, explicou a servidora Pâmela Basílio.

“Pude participar de uma mesa redonda que teve como intuito principal discutir as ações que estão sendo executadas em diferentes regiões do mundo.Foi uma troca de experiências e aprendizados que nos fez crescer muito enquanto agentes transformadores. Essas trocas são extremamente necessárias para que possamos estar sempre nos atualizando e trazendo ainda mais soluções sustentáveis para Teresina”, complementou Pamela Basilio.

Cerca de 80 representantes de mais de 30 cidades da Argentina, Brasil, Costa Rica e México, além de governantes nacionais, participam dos treinamentos. Durante três dias, os servidores Leonardo Madeira e Pâmela Basílio, ouvem especialistas sobre o uso de infraestrutura verde e a promoção da biodiversidade para criar cidades mais resilientes e prósperas, além de planejamento estratégico para ação climática.

“Essa é uma ótima oportunidade para a Prefeitura de Teresina difundir o  trabalho que vem sendo desenvolvido em nossa cidade. Abordamos projetos que podem servir de exemplo para os colegas gestores de outros países, assim como estamos absorvendo muito das experiências que vêm sendo executadas por eles”, frisou Leonardo Madeira, coordenador do Departamento Agenda Teresina 2030.