Novo PDOT estimula movimentação e segurança através do comércio

O Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT) de Teresina está passando por um processo de revisão, com a implantação de diversas mudanças em relação a ocupação, expansão e organização do território urbano da capital piauiense. Uma destas mudanças é o estímulo ao uso misto, ou seja, comércios e habitações dividindo o mesmo espaço, propiciando maiores oportunidades de empreendedorismo, mais circulação de pessoas nas ruas e maior segurança.

De acordo com o antigo Plano Diretor, a cidade estava dividida em zonas comerciais e zonas residenciais. Assim, nas regiões habitacionais só poderiam se instalar comércios de uso diário, como padarias, mercearias, etc. Outras atividades só recebiam licença para se implantar nas zonas comerciais, afastadas das residências e gerando maiores deslocamentos. Consequentemente, era gerado mais uso de carros e motos, maiores engarrafamentos, mais poluição, etc.

A tendência atual do urbanismo é estimular o chamado uso misto do solo, mesclando habitações e comércios na mesma região. Com essa medida, os bairros tornam-se mais “vivos”, com maior movimentação. Da mesma forma, se torna possível pessoas morarem em zonas tradicionalmente comerciais e mais próximas de corredores de transporte público. Todas essas mudanças trazem uma série de benefícios para a população em geral.

“A ideia é estimular que o comércio se misture mais com as residências, para favorecer a ‘caminhabilidade’ no bairro, melhorar a segurança de quem está circulando e alavancar o empreendedorismo”, explica a secretária executiva de Planejamento Urbano da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan), Jhamille Almeida.

A medida torna mais simples a instalação de pequenos e médios negócios, uma vez que, com o uso misto do solo, as licenças para implantação destas empresas não serão concedidas pelo tipo de atividade, e sim pelo impacto que poderá ou não causar na vizinhança.

“Nós tínhamos situações como a da pessoa que fabricava bombom de chocolate, que não poderia fazer isso legalmente na sua residência, porque sua atividade era considerada industrial e deveria ser executada na zona específica. Com o novo plano, entendemos que devemos nos basear no impacto gerado no ambiente. Se não gera fumaça, problema de tráfego, de odor, dentre outros, essas atividades poderão ser colocadas em áreas residenciais, o que possibilita combater, inclusive, a informalidade”, afirma Jhamille.

“O Plano foi pensado de forma a melhorar a organização da cidade em todos os sentidos, tanto para conter a expansão desenfreada como para tornar as áreas centrais mais atrativas para os moradores e comerciantes”, completa o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, José João Braga.

O Plano Diretor vem sendo elaborado pela Semplan, desde 2016, em um processo que contou com a participação de diversos setores da sociedade civil, como movimentos populares, sindicatos profissionais e conselhos de classe. O novo PDOT será deliberado em audiência pública no Centro de Formação Odilon Nunes, no Bairro Marquês, nos próximos dias 23 e 24. Depois, a minuta de lei será encaminhada para à Câmara Municipal de Teresina, onde deve ser votada até o final do ano.

Workshop da Agenda Teresina 2030 encerra com propostas para mulheres vulneráveis

O workshop Mulheres pelo Clima, realizado durante a última semana pela Agenda Teresina 2030 para estimular o protagonismo feminino nas ações para as mudanças climáticas, encerrou-se na sexta-feira. Além de palestras ministradas aos participantes e comunidades em geral, o encontro foi responsável pela elaboração de propostas de ações que viabilizem o protagonismo das mulheres mais penalizadas com as mudanças climáticas em Teresina.

De acordo com a ONU, as mulheres são as mais vulneráveis aos efeitos causados pelas mudanças climáticas. Com isso em mente, o workshop Mulheres pelo Clima buscou trazer especialistas em urbanismo e questões de gênero para discutir a realidade de grupos mais afetados por essas questões na capital piauiense, como as horticultoras, ceramistas e recicladoras.

Após uma semana de imersão na realidade dessas mulheres e palestras realizadas em parceria com a ONU Habitat e a universidade holandesa Fontys, os participantes foram divididos em grupos que pensaram soluções de como tornar melhor a vida destas mulheres, como aplicativos para aproximar o trabalho delas com a população em geral, reorganização do espaço de trabalho, planejamento de longo prazo, etc.

“Muitas mulheres em Teresina trabalham com atividades que são diretamente afetadas pelas mudanças climáticas. As horticultoras têm longos períodos de seca ou de calor intenso, as ceramistas não terão material no futuro, então é importante trabalhar com elas. Isto pode ser um pontapé inicial para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para estes grupos”, comentou, Pepijn Verpaalen, coordenador do departamento de urbanismo da Universidade Fontys que palestrava no workshop.

Para o Prefeito Firmino Filho, o projeto busca trazer processos de conscientização em relação a questão climática e a questão de gênero, trabalhando diretamente com esses grupos de mulheres. “A ideia é buscar desenvolver projetos, construídos de baixo para cima, e que esses projetos possam se viabilizar ao longo do tempo”, comentou o prefeito de Teresina.

“Teresina conseguiu engajar pessoas de várias frentes de atuação da sociedade civil e chegar a três ideias para sonhar com um futuro melhor para essas mulheres. Agora é trabalhar para transformar isso em um movimento mais amplo, para amplificar o Programa Mulheres pelo Clima”, completou Flávia Maia, coordenadora da Agenda Teresina 2030.

Para Ana Régia Noleto, participante do workshop, a semana intensa resultou em muitos aprendizados. “Nós aprendemos muito com os facilitadores sobre a sabedoria da cidade, de construir uma cidade inteligente. Envolver as pessoas para alcançar os objetivos da cidade e observar quais são as necessidades das mulheres, para planejar Teresina visando benefícios em longo prazo”, afirmou.

Lagoas do Norte contrata consultoria para desenvolver clusters de saúde, educação e moda

O Programa Lagoas do Norte lançou edital para contratação de uma consultoria que deverá desenvolver iniciativas para melhorar a competitividade em três clusters (saúde, moda e educação) e promover a capacitação das instituições envolvidas no programa Teresina Competitiva.

O cluster é uma estrutura formada por mais de uma empresa de uma mesma área com o objetivo de desenvolver mecanismos e estratégias de fomento ao setor. Essa forma de cooperação permite que pequenas e médias empresas consigam alcançar mercados de escalas maiores que, sozinhas, dificilmente conseguiriam. Entre as vantagens estão acesso a fornecedores, ao desenvolvimento de canais de informação, captação de mão-de-obra especializada, a construção de curvas de aprendizagem mais curtas e a produção e acesso à tecnologia.

A iniciativa do PLN partiu de um primeiro estudo que constatou a existência de diversos segmentos econômicos preponderantes na cidade. O objetivo é, através dessa consultoria, desenvolver os setores de saúde, moda e educação para que a cidade se torne referência nacional nessas áreas, fomentando o setor privado para que ele se fortaleça na promoção do desenvolvimento econômico.

Através dessa consultoria, o Programa Lagoas do Norte e a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo (SEMDEC), parceira nesta iniciativa, terão inicialmente dados coletados em relação aos clusters de moda e saúde, duas áreas já consolidadas na cidade. A empresa deverá fazer levantamento de dados com a caracterização de cada área, realizar seminário de capacitação com as instituições e empresas envolvidas, propor iniciativas em cada área e organizar a sua implementação.

“Identificamos esses clusters como sendo alguns dos que mais geram renda e emprego na cidade. Porém, ainda não há a estruturação ideal desses setores. Então, estamos buscando identificar os pontos fortes e os pontos fracos de cada setor, fortalecendo-os e desenvolvendo estratégias de forma que Teresina se torne referência nacional e consiga atrair mais público. Com esse trabalho, o Programa Lagoas do Norte cumpre sua missão de promover desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida da população”, afirma Márcia Muniz, diretora geral do PLN.

Um dos aspectos trabalhados pelo Programa Lagoas do Norte é a melhoria da gestão municipal, o desenvolvimento socioeconômico e qualidade de vida da população. Por isso vem promovendo diversas ações e projetos em parceria com secretarias municipais e outras instituições. No Teresina Competitiva, o PLN conta com o apoio do Sebrae, Fiepi e Banco do Nordeste.

Prefeitura lança cartilha sobre o Novo Plano de Ordenamento Territorial (PDOT)

Como parte do processo de revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), a Prefeitura de Teresina lançou uma cartilha com os principais pontos da nova legislação. A intenção do material é tornar mais fácil o entendimento da população a partir das ilustrações sobre as mudanças nas leis de ocupação do espaço urbano na capital.

A elaboração do novo Plano Diretor ficou a cargo da Secretaria Municipal de Planejamento (Semplan) e foi marcada pela participação da sociedade civil em fóruns, audiências e reuniões. O processo teve início em 2017 e, desde então, as alterações propostas foram apresentadas a setores diversos, como movimentos populares, sindicatos ligados à construção civil, setor imobiliário, OAB, entre outros.

Agora, em sua fase final, o documento será deliberado em audiência pública, realizada nos dias 23 e 24 de outubro. Posteriormente, a minuta segue para votação na Câmara Municipal. A cartilha foi elaborada com o objetivo de simplificar o PDOT para a população, usando uma linguagem mais objetiva e esclarecendo os principais pontos da legislação.

“O material apresenta os instrumentos e as estratégias que a gente está propondo para Teresina, como também mostra os mapas de macrozoneamento e zoneamento da cidade, tudo de forma muito simples. São as políticas urbanas que a cidade vai utilizar para que a população se aproprie do plano e possa fazer cobranças do seu cumprimento efetivo no futuro”, explica a arquiteta urbanista e assessora de Coordenação da Semplan, Thiscianne Pessoa.

O material foi desenvolvido em parceria com a WRI Brasil, uma ONG que acompanha a elaboração do novo PDOT desde o início, promovendo a proteção do meio ambiente, oportunidades econômicas e bem-estar humano.

Acesse a cartilha aqui

Agenda Teresina 2030 realiza aula aberta sobre urbanismo sustentável

A Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria de Municipal de Planejamento e Coordenação – Semplan e da Agenda Teresina 2030, promoveu uma aula aberta sobre Urbanismo Sustentável para refletir os desafios urbanos relacionados às mudanças climáticas, na capital e no mundo.

A aula aberta aconteceu no Palácio da Música e foi ministrada por dois pesquisadores holandeses, indicados pela Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil; e uma representante do Programa das Nações Unidas Para os Assentamentos Humanos – a ONU HABITAT.

Com dados da Agência Espacial Americana, a NASA, sobre o aumento mundial da temperatura do ar e a recente classificação de Teresina como bioma semiárido, a intenção da prefeitura é promover uma troca de experiências e conectar as iniciativas de urbanismo nos modais de sustentabilidade feitos na Holanda, com as soluções desenvolvidas pela Agenda 2030 para o futuro da capital.

Para a Coordenadora da Agenda Teresina 2030, Flávia Maia, a questão da sustentabilidade e das mudanças climáticas não devem ser interpretadas apenas como desafios locais. “Essa aula está sendo muito proveitosa nesse sentido de ampliação da consciência sobre essas mudanças. Nós tivemos uma grande adesão da comunidade acadêmica, em especial, os estudantes universitários. Esse é um público muito interessante de se alcançar porque eles são os multiplicadores do conhecimento, são pessoas que de uma forma, ou de outra, estão engajadas no planejamento da cidade”, comentou.

É fato que as transformações climáticas são uma realidade permanente na agenda dos governos ao redor do mundo. Por isso, as iniciativas para aproximação da sociedade com a temática são muito importantes.

A professora universitária e diretora do centro de tecnologia da UFPI, Nícia Formiga, incentivou a participação dos seus alunos na aula. “É muito importante que eles participem sempre dessas iniciativas que a cidade traz, pois não podemos mais falar em cidades sem pensar na sustentabilidade”, comentou.

Após acompanhar o processo de elaboração do Novo Plano de Ordenamento Territorial de Teresina (PDOT), o aluno do curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Piauí, Arthur Pedrosa, sentiu interesse em acompanhar as ações da Agenda Teresina 2030. “Estar numa aula aberta como essa permite que a gente fique atualizado, coerente com as vertentes e ideias que o urbanismo vai formulando. Uma coisa interessante da Agenda Teresina 2030 é ter a participação popular como um dos grandes critérios, pois a cidade só vai crescer e ter soluções de urbanismo adequadas se houver a opinião popular presente”, finalizou.

Prefeitura discute projeto da Lei Orçamentária 2020 na Câmara Municipal

Foi realizada na manhã desta quarta-feira (16), no plenário da Câmara Municipal de Teresina, uma audiência pública para discutir o projeto da Lei Orçamentária Anual para o exercício de 2020, elaborado pelos técnicos da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN) e encaminhado aos vereadores no mês de agosto.

A realização da audiência faz parte do trâmite legal para aprovação da LOA, de acordo com o que diz o artigo 48 da Lei de Responsabilidade Fiscal. No plenário, os técnicos da Secretaria de Planejamento e de Finanças (SEMF) apresentaram os principais pontos do projeto, que deve ir à votação até a última sessão da Câmara Municipal neste ano.

“A Prefeitura de Teresina cumpre todos os trâmites legais para aprovação da LOA, com abertura para a participação popular e discussões com os representantes da Câmara de Vereadores. Apresentamos os destaques da LOA, que prevê uma receita de R$ 3,5 bilhões no próximo ano, entre recursos próprios e externos”, explicou o secretário de planejamento José João Braga.

De acordo com o projeto da LOA 2020, 49,8% dos recursos próprios da Prefeitura serão aplicados apenas nas áreas de saúde e educação, sendo 32,49% na saúde, mais do que o dobro do mínimo exigido constitucionalmente, que é de 15%. Na área de investimentos, estão previstos R$ 705 milhões de reais, que serão aplicados em obras como o Parque Floresta Fóssil, a continuação da Avenida Marginal Via Sul, a requalificação da urbana da Vila da Paz, entre outros.

PLN realiza atualização cadastral de imóveis nas margens de duas lagoas

O Programa Lagoas do Norte está concluindo a atualização cadastral das ocupações consolidadas nas proximidades das lagoas dos Oleiros e Piçarreira, que passarão por obras de requalificação urbana e ambiental. Serão cadastradas as ocupações consolidadas entre 2014, data do último cadastro, e 14 de outubro de 2019.

Para avisar à população, o programa afixou placas em pontos de passagem, nas proximidades das lagoas. “Esse é um procedimento padrão legal e segue as normas estabelecidas pelo Programa de Reassentamento Involuntário do Banco Mundial, instituição que financia as obras e ações do PLN. Essas ocupações são irregulares e muitas famílias se instalam em áreas de risco. Nosso foco com essa ação é conhecer em que condições essas famílias estão vivendo e garantir que elas tenham qualidade de vida”, explica Márcia Muniz, diretora geral do programa.

As equipes de assistentes sociais visitaram os imóveis para entregar o informativo que explica todo o procedimento e, posteriormente, farão os cadastros. A partir desse levantamento, com base nos dados de engenharia coletados, o programa definirá quais serão afetados ou não.

As próximas obras do Programa Lagoas do Norte estarão concentradas nas lagoas do Mazerine, São Joaquim, Piçarreira e Oleiros. Ao todo, serão investidos R$ 33 milhões em duas obras. Os projetos contemplam a implementação de drenagem para evitar futuros alagamentos, revitalização das lagoas e suas margens, retirada do lixo, limpeza da lâmina d’água e a implantação de parques lineares dotados de espaços para lazer e prática esportiva, possibilitando, assim, a preservação da fauna e da flora locais.

PLN realiza segunda reunião com famílias para explicar projeto que será realizado nos diques do Parnaíba e Poti

As famílias que moram no entorno dos diques dos rios Parnaíba e Poti participaram de mais uma reunião com os técnicos e diretoria do Programa Lagoas do Norte e com o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, José João Braga Júnior. Durante o encontro, foram repassadas informações sobre a formatação do projeto de reestruturação dos diques.

De acordo com a diretora geral do PLN, Márcia Muniz, as famílias foram informadas sobre o trabalho da empresa contratada para fazer o projeto. “Nós informamos aos moradores que a empresa está realizando estudos e medições na região para subsidiar o projeto de reestruturação desses diques. Através de painéis de segurança já realizados, sabemos que o dique apresenta alguns problemas, como rebaixamento em alguns pontos. Esse estudo apontará todos esses problemas e vai propor soluções para que esses diques possam, de fato, oferecer segurança a toda a zona norte”, explicou.

Ao final da formatação desse projeto, as soluções apontadas serão apresentadas e, então, será feita a licitação para contratar a empresa que executará a obra de reestruturação dos diques.

A dona de casa Josiane Sousa Silva mora com os dois filhos e o marido em uma casa de taipa na margem do rio Parnaíba. Ela aproveitou a reunião para tirar as dúvidas. “Eu sou ribeirinha e não tenho nenhum documento que comprova meu endereço. Todos os anos a água chega na minha casa e meu marido pegou tuberculose. Fui buscar tratamento para ele, mas tive dificuldade justamente porque não tenho endereço”, comentou.

Participaram desta reunião os moradores do trecho que vai da rua Minas Gerais até a rua Jim Borralho, localizadas nos bairros Matadouro e São Joaquim, além de representantes do Centro de Defesa Ferreira de Sousa.

SEMPLAN divulga minuta de lei do Novo Plano Diretor de Ordenamento Territorial

A Prefeitura de Teresina, disponibilizou, por meio do site da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação -SEMPLAN, a versão finalizada da minuta de lei do Novo Plano de Ordenamento Territorial de Teresina – PDOT. O plano será discutido em audiência pública, nos dias 23 e 24 de outubro, e deve ser votado na Câmara Municipal até o fim de 2019.

A ação integra as estratégias de divulgação do novo PDOT para a população em geral. A intenção é que os teresinenses tenham acesso, através de uma linguagem clara, às informações gerais sobre as atualizações do plano, que irão orientar a expansão, organização e ocupação do território de Teresina.

Para facilitar a compreensão, foi anexado um glossário com todos os termos que eventualmente poderiam trazer dúvidas para os mais leigos em matéria de urbanismo. Os teresinenses vão poder entender melhor as mudanças e o impacto do plano de ordenamento territorial no dia a dia da cidade.

“Nossa intenção é viabilizar ao máximo a participação dos teresinenses nesse processo, por conta disso criamos uma área específica no nosso site, onde os internautas vão encontrar informações desde a etapa inicial até o momento atual, com o texto do plano diretor finalizado e em linguagem compreensível”, concluiu.

“O Plano Diretor é uma ferramenta de vital importância para a organização da cidade. É com a estratégia e os instrumentos presentes nele que iremos construir uma cidade mais conectada, com transporte público mais eficiente e com espaços públicos melhor ocupados”, afirma o secretário municipal de planejamento, José João Braga.

O PDOT busca reorientar a ocupação do espaço urbano em Teresina. A estratégia gira em torno de tornar a cidade mais densa ao redor dos corredores de transporte, facilitando a mobilidade e impedindo a contínua expansão horizontal da cidade, que dificulta a prestação de serviços públicos de qualidade nos bairros mais afastados.

Confira aqui a página do PDOT no site da SEMPLAN 

Vazanteiros, oleiros e artesãos discutem estruturação das atividades com técnicos do PLN

Um grupo de 12 trabalhadores (vazanteiros, oleiros e artesãos) dos bairros São Joaquim e Olarias, zona norte de Teresina, trataram de soluções para a estruturação de suas atividades com os técnicos do Programa Lagoas do Norte (PLN) e com o secretário municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), José João Braga Júnior. A reunião aconteceu na tarde desta terça-feira (08), na Unidade de Gerenciamento de Projeto do PLN.

Segundo os vazanteiros, as cercas que protegem suas plantações estão danificadas, propiciando a entrada de animais, como as capivaras, que destroem a produção. “A gente trabalha e as capivaras comem nossa plantação, ficamos no prejuízo. Viemos pedir que a Prefeitura possa ver essa situação e faça essa cerca”, afirma seu Valdir Monteiro Marreiros, vazanteiro há mais de 40 anos.

Outros problemas foram relatados na reunião, como o acesso entre a avenida Boa Esperança e o local da plantação. Com o tráfego de carros pesados, a entrada está danificada e também é necessário recompor a piçarra ao longo do trecho.

Os representantes dos oleiros e artesãos que comercializam seus produtos às margens da avenida Boa Esperança também relataram dificuldades pela falta de um espaço adequado tanto para a produção como para a venda. De acordo com a comunidade, cerca de 20 pessoas, hoje, vivem dessa atividade no local.  O pessoal que trabalha com a fabricação de tijolo ecológico também afirmou que necessita de um local propício, reservado, com estrutura para que possa produzir.

“Conversamos com a comunidade e ouvimos os relatos. Nossos técnicos farão o levantamento de toda a estrutura necessária para que esses profissionais exerçam suas atividades. Faremos o orçamento de tudo e buscaremos o financiamento necessário para essas obras”, garante José João Braga Júnior.

De acordo com a diretora geral do Programa Lagoas do Norte, Márcia Muniz, a equipe está indo até a comunidade verificar todas as necessidades. “Estamos dando seguimento ao programa sempre buscando seguir o principal objetivo do Lagoas do Norte, que é garantir a qualidade de vida das pessoas. Para isso, elas precisam ter a estrutura necessária para desenvolver suas atividades”, finaliza.