A Prefeitura de Teresina realizou hoje (11), novo rede de esgotamento sanitário do São Joaquim. Na manhã desta quinta-feira, foi testada a estação de bombeamento de esgotos e, após comprovada sua funcionalidade, serão feitas as ligações domiciliares. Com 21 quilômetros de extensão, a rede faz parte do Programa Lagoas do Norte e beneficia os bairros Matadouro e São Joaquim, ambos na zona Norte da capital, atendendo cerca de 13.800 pessoas.

 

De início, foi realizado teste na rede de esgoto; em seguida, na estação elevatória e, por fim, na estação de bombeamento. “Finalizamos a etapa de testes com a estação de bombeamento porque todo o esgoto da bacia vem para esse local. Daqui, é feito o bombeamento e o esgoto é transportado para a Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) do Pirajá para, então, ser depositado no corpo receptor, de forma que minimize os impactos ao meio ambiente”, declara Tarcysio Ferreira, engenheiro da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (SEMPLAN).

 

A estação de bombeamento funciona à energia elétrica e ainda conta com um gerador, que é ativado automaticamente em casos de falta de energia, garantindo o pleno funcionamento da rede. Ela também conta com duas bombas, sendo uma a operadora e outra a reserva. Cada bomba da estação bombeia 240 litros de esgoto por segundo.

 

“Boa parte dos moradores tinha fossa, que é um armazenamento muito rudimentar, e outros não tinham sequer um banheiro, suas necessidades eram jogadas em terrenos e até mesmo nas lagoas. Então, oferecer esse sistema de saneamento para a população significa uma grande mudança na qualidade de vida, pois diminui o risco de doença e também contribui para a limpeza da lagoa e do Rio Parnaíba”, observa Erick Amorim, coordenador do Programa Lagoas do Norte.

 

Erick Amorim chama a atenção dos moradores para que eles não façam ligações do esgoto às residências: “Como ainda está em fase de testes, não é interessante fazer as ligações agora, porque o esgoto não vai represar e pode estourar no meio da rua. Então, é importante que haja essa conscientização de que o esgoto será coletado no tempo certo e as ligações serão feitas pela Prefeitura”, conta Amorim. As ligações domiciliares beneficiarão 2.500 famílias.

 

O morador Paulo Sérgio Fernandes, 46, conta que usa fossa em sua casa e, sem o sistema de esgotamento sanitário, ele ainda sofre com mau cheiro oriundo da água parada nos esgotos. “Na minha casa nós usamos uma fossa, mas é ruim porque tenho que estar sempre limpando e esvaziando porque senão a casa toda fica com mau cheiro. Fora isso, outra coisa que me irrita muito é a questão do esgoto, que às vezes entope e a entrada da casa fica imunda, com vários insetos em cima. Isso pode até mesmo propagar doenças. Ter um sistema de esgotamento sanitário, com certeza, foi uma grande conquista, estou muito ansioso para poder usar logo esse benefício”, encerra.
O mesmo serviço será implantado no bairro Parque Alvorada, favorecendo 18 mil habitantes. As duas obras estão orçadas em R$ 14 milhões e fazem parte do Programa Lagoas do Norte.

 

Durante o teste ainda estiveram presentes os engenheiros Valdinar Clementino, gerente da manutenção de esgotos da Agespisa, e Paulo Vilarinho, presidente da Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos de Teresina (Arsete).

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