Prefeitura de Teresina inaugura Museu da Imagem e Som nesta sexta-feira (20)

Nesta sexta-feira (20), a Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), inaugura o Museu da Imagem e Som (MIS) Poeta Torquato Neto. A solenidade de abertura ocorre a partir das 18h, no antigo prédio da Câmara Municipal, no Centro de Teresina.

O Museu da Imagem e do Som (MIS), tem o objetivo de promover a cultura para a população e ser um polo para a educação e a arte teresinense. O museu conta com pinacoteca, salas especiais para edição de vídeo, gravação de som, revisão de filmes e digitalização de fotografias, além de biblioteca, restaurante, auditório, espaço de alimentação e salão externo.

Um dos principais destaques do MIS é o espaço com acervo dedicado ao poeta, compositor e artista teresinense Torquato Neto, ícone do movimento cultural Tropicália e um dos responsáveis por divulgar a arte teresinense a nível nacional.

A obra possuiu o gerenciamento da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação e foi uma execução da Superintendência de Ações Administrativas Descentralizadas – Saad Centro.

“Este é um projeto incrível, uma obra que está sendo concluída e entregue na gestão do Prefeito Doutor Pessoa. São mais de 4.000 metros de área dedicados à arte local e ao poeta Torquato Neto. Então, é motivo de grande alegria encerrarmos o ano com esta entrega belíssima e que enriquece nossa cidade e o nosso estado com tamanha estrutura e relevância”, explanou João Henrique Sousa, Secretário Municipal de Planejamento e Coordenação.

A solenidade contará com a presença do Prefeito de Teresina, Doutor Pessoa, secretários e autoridades locais, além da presença do ex-ministro de Minas e Energia e ex Secretário-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, que foi colega do poeta Torquato Neto e fará saudação ao artista. A Orquestra Sinfônica de Teresina também fará apresentação no local durante o evento.

Torquato Neto

As obras de Torquato Neto, conhecido como “Anjo Torto”, foram oficialmente reconhecidas como patrimônio imaterial do Brasil no final do ano passado, por meio da Lei nº 14.742. A lei foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados e sancionada pelo governo em 1º de dezembro de 2023.

Solenidade de inauguração do Museu da Imagem e Som – Poeta Torquato Neto
– Data: Sexta-feira, 20 de Dezembro
– Horário: a partir das 18h
– Local: Antiga Câmara Municipal – cruzamento da Rua Climatizada x Rua Barroso – Centro de Teresina

Em pesquisa inédita, 89% das gestantes de Teresina afirmam que calor impacta sua saúde física

A Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, divulgou, nesta quarta-feira (18), os resultados da pesquisa inédita “Avaliação do impacto do calor extremo na saúde de mulheres grávidas em Teresina”, realizada em parceria com o Fundo de Populações da Organização das Nações Unidas. Entre os dados mais expressivos, a pesquisa aferiu que 83,7% das mulheres afirmam que o calor afeta seu bem-estar de forma negativa, sendo que 66% sente desconforto frequente por conta do calor e 44% disse que enfrenta uma intensidade extremamente alta de calor.

Os dados foram apresentados pela líder da pesquisa, Elisa Carvalho, e pelo coordenador da Agenda Teresina 2030, Leonardo Madeira. A solenidade foi comandada pelo secretário de Planejamento e Coordenação, João Henrique Sousa.

“Temos dados significativos que nos indicam a necessidade de formatação de políticas públicas para o atendimento dessas mulheres. Em sua maioria, são mulheres pretas e pardas, que permanecem em casa o dia todo e se locomovem a pé pela cidade. Nesse trabalho pudemos compreender a necessidade de mudanças estruturais nos serviços de saúde, mudanças de comportamento e, especialmente, a necessidade de nos unirmos nesse trabalho”, afirmou Leonardo Madeira.

Ao todo, 89% das entrevistadas declara que o calor impacta sua saúde física, com 82,24% afirmando que tem piorado os sintomas de cansaço ou fadiga e para 50,61% aumentou a dificuldade de respirar.  Elas relataram ainda que percebem que o calor afeta seus bebês: entre as que notaram o bebê mais agitado, apresentaram como sintomas físicos o cansaço (92%) e dificuldade de respirar (63%). E, de forma espontânea, elas manifestaram os sintomas relacionados ao calor que as levaram a procurar o médico: assaduras no corpo, falta de ar, dermatite, coceira, mal estar, dor de cabeça, insônia, confusão mental, enxaqueca, pressão baixa, sangramento no nariz e piora na ansiedade.

Ainda sobre sintomas físicos, 37% das entrevistadas apresentaram algum tipo de infecção no trato uroginegológico durante a gravidez e 75% acreditam que os sintomas foram agravados pelo calor.

Quando perguntadas se estavam seguindo alguma orientação médica específica para lidar com o calor, 63% respondeu que não havia recebido orientações do profissional de saúde, 25% não buscou orientações e 12% afirmou que estava seguindo as orientações. Porém, ao responderem sobre quais seriam essas orientações passadas, 90% afirmou que seria beber água e 15% tomar mais banhos. No total, 68% avaliam que bebem pelo menos 2,5 litros de água diariamente. Além disso, 91% das mulheres nunca conversaram com um profissional de saúde sobre o impacto do calor na gestação.

O questionário também avaliou o impacto emocional do calor nas gestantes. Do total de entrevistadas, 61% afirmou que sente de forma significativa esse impacto.

Para Elisa Carvalho, a pesquisa evidenciou que as mulheres sentem falta de informação, de um cuidado mais específico por parte dos profissionais de saúde e orientação. “Fomos muito felizes em aplicar um questionário que permitiu que essas mulheres pudessem manifestar o que estavam sentindo e passando no seu cotidiano e o que percebemos com isso é que elas precisam é de informação, de orientações mais direcionadas às formas de mitigar o calor extremo, de se sentirem mais confortáveis em casa e minimizar os sintomas”, explicou.

Perfil geral

84% das mulheres são pardas e pretas, com média de idade de 27 anos, 60% se locomovem a pé para as consultas e 53% se locomovem a pé no dia a dia.

Entre as que estão no grupo de 15% que declararam ter problema de saúde antes da gravidez, 34% apontaram a hipertensão, 18% o diabetes e 18% a anemia.

Para amenizar o calor

Sobre as medidas que adotam contra o calor extremo, 81% delas disseram que buscam um local fresco, 20% ficam no quarto com ar-condicionado e 20% ficam no quintal ou áreas cobertas da casa. Por outro lado, 70% afirmam que não frequentam parques ou praças, sendo que 34% afirmam que não gostam desses ambientes, 20% não tem acesso e 18% não se sentem seguras em parques e praças.

79% usam roupas específicas para lidar com o calor, como vestidos e shorts. 69% não consideram suas residências adaptadas ao calor extremo.

Falta informação

Do total de entrevistadas, 84% sentem que não tem acesso adequado a informações e recursos sobre como gerenciar o calor durante a gravidez e 15% disseram que tem acesso. Destas, 59% se informam pelas redes sociais e internet e 30% nas UBSs.

Calor e preocupação

As gestantes relataram de forma espontânea também a preocupações sobre o impacto do calor na sua saúde: piorar a falta de ar e evoluir para algo mais grave, gatilho de ansiedade, insolação, ter um AVC, medo de eclâmpsia, passar mal, desmaio, medo do parto prematuro, infarto, tontura, agravar o emocional, pensamentos agoniantes, medo da depressão subir muito e colocar a vida dela e do filho em risco.

Caráter inédito

Teresina é uma das poucas cidades do planeta a pesquisar cientificamente, com equipes em campo, como o calor extremo tem afetado sua população de mulheres gestantes. Ao propor o tema “O impacto do calor extremo e altas temperaturas no desenvolvimento da gravidez em mulheres de Teresina” no desafio “Climate Change XX: Women’s Health in Focus” do Fundo de Populações das Nações Unidas, a Agenda Teresina 2030 foi uma das seis selecionadas no mundo e premiada com recurso que financiou a realização desta pesquisa.

Teresina inicia planejamento para implementar programa de pagamento por serviços ambientais

Teresina foi a única cidade brasileira a vencer um desafio proposto pelo Programa UrbanShift e pelo C40 Cities. Como resultado, a capital receberá uma consultoria técnica especializada para a elaboração de um projeto que visa implementar um programa voltado ao incentivo e à promoção de serviços ambientais na cidade. A participação no desafio foi viabilizada pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação.

O programa prevê pagamento para instituições, organizações sociais, cooperativas e pessoas físicas que realizarem serviços ambientais, como arborização urbana e coleta de resíduos sólidos, entre outras iniciativas que contribuam para a preservação ambiental.

“Essa premiação é extremamente importante para nós, pois permitirá o desenvolvimento de uma política pública essencial, que é o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). Essa prática já tem mostrado bons resultados em grandes centros urbanos. Teresina dará um passo significativo ao estruturar essa política, incentivando cada vez mais a sociedade a participar de ações ambientais. Esses pagamentos representam um mecanismo importante para a preservação do meio ambiente e a valorização de pessoas que se dedicam a isso em suas comunidades”, explica o coordenador da Agenda Teresina 2030.

O C40 Cities é uma organização internacional que promove ações e projetos de adaptação climática em diversos países, em parceria com instituições públicas e privadas. Em Teresina, a Agenda Teresina 2030 tem trabalhado em conjunto com o C40, desenvolvendo iniciativas voltadas à adaptação da cidade frente aos desafios da crise climática.

Teresina recebe consultoria para planejar sistema de eletromobilidade do transporte público

A Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, e a Superintendência de Transportes e Trânsito (Strans) firmaram parceria com a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH – Cooperação Alemã no Brasil, para receber assistência técnica na implantação de projetos de eletromobilidade no transporte público urbano. Esse acordo marca um passo importante para modernizar e tornar mais sustentável a mobilidade urbana da capital piauiense.

A cidade de Teresina foi contemplada no edital de mobilidade sustentável do Novo PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – do governo federal. A Agenda Teresina 2030 ficará responsável pelo planejamento desse modal, com o suporte técnico da GIZ.

A cooperação terá início ainda em dezembro, com a visita de técnicos da GIZ a Teresina. Durante essa missão, será definido um cronograma de atividades com metas para os meses de janeiro e fevereiro. Além disso, serão realizadas inspeções nos locais destinados à instalação dos eletromodais, visitas ao Centro de Comando Operacional e reuniões com as equipes técnicas da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans).

“Essa iniciativa é um primeiro passo para que Teresina possa planejar uma transição no modelo do transporte público, pensando no futuro e na sustentabilidade ambiental”, destacou Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

A emissão de gases do efeito estufa pelo setor do transporte é o principal fator de contribuição da capital para as mudanças climáticas. Esses dados foram confirmados pelo estudo realizado durante a elaboração do Plano de Ação Climática. Por isso, é fundamental que a cidade tenha um planejamento para que possa fortalecer seu transporte público coletivo, com foco em sustentabilidade.

Representante do governo do RS e oficial da ONU visitam Teresina para colaborar em ações de justiça climática da Prefeitura

A oficial do Fundo de Populações da ONU, Luana Silva, e o diretor do Departamento de Assistência Social da Secretaria de Assistência Social do Rio Grande do Sul, Becchara Miranda, cumprem compromissos na capital piauiense, nesta quinta-feira (05), a convite da Agenda Teresina 2030. Eles participaram de reunião com a Comissão de Justiça Climática de Teresina – COMJUCA e, à tarde, fazem uma visita técnica à zona norte, local que já vem recebendo investimentos em obras de adaptação climática, como é o caso das que foram implementadas pelo programa Lagoas do Norte e pelo Viver+Teresina, bem como áreas que receberão novos projetos.

No foco do encontro está o fortalecimento da governança e o avanço do processo de desenvolvimento de políticas públicas voltadas diretamente para o atendimento de populações climaticamente vulneráveis. “A parceria com a Prefeitura de Teresina vem trazendo avanços importantes para a cidade, que é extremamente quente e tem características geográficas significativas, com dois rios e muitas lagoas, que precisam de uma atenção especial porque já existe um histórico de alagamentos e inundações que tendem a se agravar com a crise climática”, afirma Luana Silva.

O Fundo de Populações da ONU vem apoiando diversas ações e o desenvolvimento de políticas públicas e governança na Prefeitura de Teresina para a promoção da justiça climática. A exemplo disso, ocorreu a fundação da COMJUCA, a primeira comissão do Brasil com foco em justiça climática, e a realização de eventos como foi o I Fórum de Justiça Climática de Teresina, realizado na semana passada. Luana e Becchara participaram remotamente do evento.

Como resultado deste evento, foram feitas as relatorias das mesas de discussão. O relatório será apresentado durante o encontro com Luana Silva e Becchara Miranda. A partir disso, será feito um trabalho de fortalecimento da comissão e cada segmento da população mais vulnerabilizada pela crise do clima passará a contar com políticas públicas específicas de atendimento.

Experiência do RS

Durante o I Fórum de Justiça Climática de Teresina, realizado na semana passada, o diretor do Departamento de Assistência Social da Secretaria de Assistência Social do Rio Grande do Sul, Becchara Miranda, proferiu uma palestra sobre a experiência do RS com o desastre climático que ocorreu no início deste ano. Ele apresentou os dados e números do desastre, a situação em que famílias foram acolhidas, e a situação atual, o que ainda precisa ser feito.

Segundo Becchara, o principal ensinamento para o povo gaúcho é a importância de estar preparado por meio de planejamento efetivo e somatório de forças de todos atores presentes no território, voltados para as situações dessa natureza. “Nós tivemos acesso a previsões, mas não estávamos preparados para uma crise climática de proporções nunca antes vividas no território brasileiro. Tivemos apoio de diversos parceiros internacionais, locais, empresas, voluntários e inúmeros agentes públicos que se dedicaram incansavelmente para atender quase 70 mil famílias. Então, em nome do Secretário Beto Fantinel, estamos trazendo as lições aprendidas durante o enfrentamento das calamidades e emergências no RS para contribuir com o município de Teresina no que for possível para que a cidade possa fortalecer suas políticas públicas, sobretudo de assistência social, da atuação do Sistema Único de Assistência Social – SUAS em contexto de calamidades e emergências”, afirmou.

Becchara Miranda enfatizou a relevância da parceria que o UNFPA estabeleceu com o governo do RS no tocante a pauta de Violência Baseada no Gênero – VBG para o desenvolvimento de ações voltadas para a proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade.

Gestor do RS traz experiência de desastre para debate do I Fórum de Justiça Climática de Teresina

O chefe do Departamento de Assistência Social da Secretaria de Desenvolvimento Social do Rio Grande do Sul, Becchara Miranda, proferiu a palestra magna no I Fórum de Justiça Climática de Teresina, nesta quinta-feira (28). Becchara apresentou toda a experiência vivenciada pelo poder público na condução das ações sociais durante e pós-desastre, ocorrido em maio deste ano. Segundo o gestor, o principal desafio enfrentado pela administração foi a ausência de estruturas e protocolos de enfrentamento estabelecidos previamente.

“Nós, enquanto Estado, no momento do desastre, percebendo que precisávamos minimamente levantar onde estão esses abrigos e quantas pessoas estão acolhidas e como elas estão. Então, o Estado cria uma estratégia e teve um apoio nesse momento da Unicef de criar um formulário e aplicar esse formulário junto com o MDS [Ministério do Desenvolvimento Social] também, percorrer cada abrigo para fazer coleta. E aí o que se percebe também nesse momento? Primeiro, como não havia ali uma padronização, como não havia ali uma resposta pensada, e eu acho que tudo isso é bom se trazer para quem está em construção, como no caso de vocês, a importância de se ter uma padronização, um modelo de um cadastro das famílias, por exemplo”, relatou.

A oficial do Programa de Gênero, Raça e Etnia do Fundo de População das Nações Unidas, Luana Natielle Basílio e Silva, também participou do evento e explicou a importância da discussão para a capital piauiense. “Teresina tem vivenciado eventos climáticos extremos, seja por conta do calor, seja por conta das inundações no período de chuva. Acho que é importante destacar a recente perda da vida da produtora Wana Sara, do chefe de cozinha João Marcelo, em virtude de enchentes e inundações em Teresina. E esses eventos, como hoje, mostram a urgência para garantir que nenhuma vida seja perdida. É por essa razão que esse evento é tão importante. Para a gente pensar a construção de soluções integradas”, explicou.

Nas discussões específicas sobre as populações mais vulneráveis, a primeira mesa tratou do tema “Calor e vulnerabilidade: desafios e soluções para mulheres, crianças e gestante”. Os especialistas Elisa Carvalho (Agenda 2030), Dalton Leal (ESMG Alphaville), Silvana Sales (Médica Urologista) e Ketiana Melo Guimarães (FMS) discorreram sobre a exposição dessas pessoas ao calor intenso, que não atinge a todos da mesma maneira. Mulheres gestantes podem ter a saúde afetada com o surgimento de doenças, causando muitas vezes a morte e afeta o nascimento dos bebês, bem como seu desenvolvimento nos primeiros anos de vida.

O I Fórum de Justiça Climática de Teresina é realizado pela Agenda Teresina 2030 em parceria com o Fundo de Populações das Nações Unidas. Este evento tem como objetivo a formatação de políticas públicas mais direcionadas ao atendimento dessas populações em suas especificidades.

CITinova: Teresina recebe missão do governo federal para desenvolver planos de clima e biodiversidade

Teresina faz parte de um grupo de apenas três capitais brasileiras inseridas no projeto CITinova, desenvolvido de forma multilateral pelo Governo Federal com foco em dotar essas cidades de soluções inovadoras no planejamento urbano integrado. Esta parceria permitirá que o aglomerado urbano Teresina/Timon possa receber os planos de Biodiversidade, Ação Climática e Mobilidade Urbana Sustentável e do Plano Diretor de Baixa Emissão.

Durante esta semana, representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), do Ministério das Cidades, Ministério do Meio Ambiente, do PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e do Funbio estão em missão em Teresina para dar andamento à elaboração dos planos que irão nortear o trabalho conjunto entre a capital piauiense e os municípios que foram a Ride na promoção da biodiversidade e sustentabilidade.

A Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, é o órgão que integra o trabalho do CITinova na capital piauiense.

“Nossa cidade está nesse grupo seleto de capitais, junto com Belém e Florianópolis, pensando e elaborando planos para promover sustentabilidade, adaptação climática e biodiversidade nas suas regiões metropolitanas. A partir desses planos, poderemos avançar, de forma conjunta, em projetos integrados para os municípios inseridos na região. Essa integração tem extrema importância porque essas cidades possuem diversas características em comum e suas populações interagem diariamente”, explica Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

O projeto CITinova – Planejamento Integrado e Tecnologias para Cidades Sustentáveis é realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF).

Agenda Teresina 2030 e ONU promovem evento para discutir justiça climática na capital

As populações mais vulnerabilizadas em virtude da mudança do clima serão o foco do I Fórum de Justiça Climática de Teresina, evento organizado pela Agenda Teresina 2030, vinculada à Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, em parceria com o Fundo de Populações da Organização das Nações Unidas (UNFPA/ONU). O fórum vai abordar os diversos aspectos e impactos dos eventos climáticos extremos nas populações de idosos, gestantes, crianças, trabalhadores e mulheres.

Em sua programação, o I Fórum de Justiça Climática de Teresina terá a participação de especialistas locais e também do UNFPA/ONU, com uma palestra magna e mesas redondas para aprofundar as discussões.

“Esse evento é o resultado de um trabalho que vem sendo desenvolvido pela Comissão de Justiça Climática de Teresina (COMJUCA). É uma oportunidade para chamarmos a atenção da sociedade, de um modo geral, para a situação dessas populações mais vulneráveis ao calor extremo, à intensa radiação solar, às consequências das chuvas torrenciais, à falta de acesso a saneamento básico e soluções de adaptação a esse contexto de mudanças climáticas”, destaca Leonardo Madeira, coordenador da Agenda Teresina 2030.

Nesse cenário de desigualdade intensamente vinculado às condições impostas pela emergência climática, Teresina tem grupos de populações vulnerabilizadas e impactadas pelos eventos extremos, que se tornam cada vez mais constantes. A capital piauiense foi a décima no Brasil a construir o seu Plano de Ação Climática, documento que traz um diagnóstico da emissão de gases do efeito estufa e suas consequências, um amplo estudo de vulnerabilidades da cidade, bem como os fenômenos extremos que já se manifestam no clima, na biodiversidade, nas pessoas e nas estruturas públicas e traz ainda os prognósticos para o futuro. Não apenas o calor já costumeiro, mas chuvas, ilhas de calor, deslizamentos, inundações, enxurradas e queimadas vêm se intensificando e afetando sobremaneira a vida de grupos sociais de forma mais intensa e indistinta.

A partir desse plano, criou-se um ecossistema de discussão acerca dos dados e a busca por integrar esforços, instituições, poder público, universidades, especialistas e população em geral para que a cidade conquiste resiliência e consiga se adaptar à nova realidade. A Agenda Teresina 2030, então, propôs e a Prefeitura Municipal de Teresina instituiu, em abril deste ano, a Comissão Municipal de Justiça Climática – COMJUCA, um importante instrumento de intercessão nas discussões para atendimento dessa população mais vulnerabilizada frente à crise do clima.

O I Fórum de Justiça Climática de Teresina tem a participação efetiva dos membros do COMJUCA na formatação das mesas redondas e na condução das discussões. O evento será realizado no dia 28/11, no Sesc Cajuína. As inscrições serão abertas e podem ser realizadas através do link https://www.even3.com.br/forum_de_justica_climatica_de_teresina/

Prefeitura de Teresina prepara inauguração do Museu da Imagem e Som “Torquato Neto”

Nesta segunda-feira (18), a Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan), promoveu uma reunião para iniciar os preparativos da inauguração do Museu da Imagem e do Som (MIS), Poeta Torquato Neto. O encontro foi coordenado pelo secretário municipal de Planejamento, João Henrique Sousa, a equipe técnica da Semplan e do cerimonial da Prefeitura, bem como o coordenador geral do Museu, o artista visual e fotógrafo Antônio Quaresma. A inauguração do MIS está prevista para o dia 20 de dezembro.

“É uma alegria muito grande presenciarmos um feito desta magnitude. O poeta Torquato Neto tem uma expressão regional e nacional muito grande e a gestão do Prefeito Dr Pessoa entregará este verdadeiro complexo de cultura para o município. É uma realização estar a frente de um trabalho como este. Temos uma verdadeira equipe engajada neste evento e certamente será um sucesso”, explicou João Henrique Sousa.

Por meio de recursos do Banco do Brasil, a Prefeitura de Teresina investiu cerca de R$ 8 milhões para a construção do MIS. Com o objetivo de promover a cultura para a população e ser um polo para a educação e a arte teresinense, além do espaço dedicado a Torquato Neto, o museu contará com uma pinacoteca, salas especiais para edição de vídeo, gravação de som, revisão de filmes e digitalização de fotografias. O MIS também terá biblioteca, restaurante, auditório, lojas, cafeteria e salão externo.

Localizado no centro da capital, no cruzamento da Rua Climatizada com a Rua Barroso, o MIS está sediado no antigo prédio da Câmara Municipal de Teresina. A construção do museu ocorreu em duas etapas. A primeira fase foi de restauração, modernização e ampliação da infraestrutura do prédio. Já a segunda etapa, em andamento, corresponde as instalações finais e questões relacionadas à museologia.

O nome do MIS é uma homenagem ao poeta, compositor e artista teresinense Torquato Neto, um dos principais nomes do movimento cultural brasileiro Tropicália e da arte do estado. No final de 2023, as obras de “Anjo Torto”, como era conhecido Torquato, foram reconhecidas como patrimônio imaterial do Brasil, por meio da Lei nº 14.742, aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados e sancionada pelo governo em 1º de dezembro de 2023.

Visita técnica

No último sábado (16), o Prefeito de Teresina, Doutor Pessoa, visitou as instalações físicas do Museu da Imagem e Som. Acompanhado do secretário de Planejamento, João Henrique Sousa, do superintendente executivo da SAAD Centro, José Alberto, da chefe do cerimonial, Sibene Lustosa, pode verificar os espaços que serão utilizados para o acervo do poeta Torquato Neto.

“Cidade Integrada com o povo”: Prefeitura de Teresina alinha prestação de contas com Banco do Brasil

Em uma reunião conduzida pelo Prefeito Dr. Pessoa, a Prefeitura de Teresina, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação, dialogou com representantes do Banco do Brasil nesta sexta-feira (01), sobre a prestação de contas da operação de crédito “Cidade Integrada com o Povo”.

O encontro ocorreu no Palácio da Cidade e contou com a presença do Secretário de Planejamento, João Henrique, do Gerente do Setor Público do Banco do Brasil, Flávio Araújo, e das equipes técnicas envolvidas no projeto.

Segundo Dr Pessoa, esse diálogo visa organizar as demandas de projetos, obras e execuções no município. “É um passo importante para garantir que os recursos tenham sido e sejam utilizados de forma eficiente, contribuindo para o desenvolvimento da cidade. A prestação de contas é um momento crucial para mostrar o que temos realizado e como estamos utilizando os recursos que são do povo”, explicou o prefeito.

Especificamente, a operação de crédito “Cidade Integrada com o Povo” foi realizada em agosto de 2022. “Desde então, o município tem trabalho para melhorar a cidade e proporcionar desenvolvimento em todas as áreas. A gestão do prefeito Dr Pessoa construiu um portfólio enorme de obras e temos garantido que a cidade seja beneficiada. Temos certeza de que novos gestores que chegarem irão receber muitos projetos a serem concluídos que carregam a marca do Dr. Pessoa”, conclui João Henrique Sousa, secretário Municipal de Planejamento.